CASARÃO DO QUINZE VAI VIRAR FUNERÁRIA

Empresários normalmente não dão muita bola para Cultura e História. Assim, numa cidade como Garanhuns é normal “esconder” a placa da casa em que nasceu Luís Jardim, derrubar um prédio como o Castelinho ou a casa de Silvia Galvão, esposa do ex-prefeito Celso Galvão, que dá nome ao prédio da prefeitura.

Muitas vezes o atentado contra a memória do município se pratica às caladas da noite, noutras ocasiões durante o dia mesmo sem a menor cerimônia.

Como no caso do casarão da Rui Barbosa, em que se cortaram todos os eucaliptos, acobertados com um laudo de que as árvores estavam todas doentes.

E que dizer do antigo casarão pertencente ao Colégio XV de Novembro, que era uma beleza e agora vai dar lugar a uma funerária?  Na casa já moraram diretores da centenária escola, também famílias tradicionais de Garanhuns e durante um tempo funcionou um curso de inglês. Logo irá virar um estabelecimento para vender caixões de defunto.

A decisão de ceder o imóvel (e o terreno) para tais fins, segundo informação de uma pessoa da Igreja Presbiteriana,  foi do Conselho que administra o tradicional educandário garanhuense.

Imagine se um dia um iluminado resolver vender uma parte do terreno do Colégio, que tem uma área enorme, para se construir um cemitério privado. A funerária já estará bem pertinho.

Claro, fatos como esses não acontecem somente em Garanhuns. Em nome do progresso e por conta dos interesses financeiros, crimes contra o Patrimônio Cultural e Arquitetônico do país são cometidos no Recife, em Salvador, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em qualquer lugar do Brasil.

Mas alguém tem que pelo menos lamentar que essas coisas aconteçam.

13 comentários:

  1. PARABENS PARABENS PARABENS ROBERTO ALMEIDA, É EXATAMENTE ISSO.

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  2. Concordo com você Roberto Almeida em gênero número e grau.

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  3. Ivailton Areias Silva9 de janeiro de 2014 às 18:57

    Caro Roberto Almeida, antes de qualquer comentário o jornalista deveria procurar ambas as partes envolvidas para se apurar das devidas informações, veja que no casarão da Cultura Inglesa, toda a arquitetura do imóvel foi preservada ao contraio dos imóveis como Castelinho, as casas da Av. Santo Antonio, que deram lugar as lojas Americas e muitos outros.
    Uma Funerária não é um negócio macabro como alguns pessam, más um negócio como outro qualquer, que dar emprego a muitas pessoas e renda pra o município. Fico surpreso com a importância de tal negociação comercial vir a virar noticia em blogs da cidade.

    Ivailton Areias Silva - Funerária Suissa.

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  4. Caro Ivailton: Reconheço que "Funerária é um negócio como outro qualquer" e tenho muito respeito pelo seu tino empresarial. Na verdade não quis fazer nenhuma crítica a você. O que me dói - e a muitos garanhuenses, inclusive os evangélicos que me passaram a informação - é que o casarão do Colégio Quinze seja usado como casa comercial quando poderia ter outra destinação. E a Suissa teria muitos outros locais para se estabelecer e continuar crescendo. Mas, como é dito na postagem, o progresso e os interesses financeiros estão sempre em primeiro lugar. O seu olhar é de empreendedor e está corretíssimo em se expandir e gerar empregos. O meu olhar é de jornalista e não poderia me omitir em divulgar a informação. Ainda mais que sou ex-aluno do Colégio, como todos os meus irmãos e morei muitos anos numa casa bem próxima do local que vai abrigar a nova funerária.

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  5. é isso é Garanhuns Grandes empresas chegamdo rsrsr

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  6. Bom dia sr. Jornalista
    Tenho informações que a matéria publicada não retrata a realidade, seria bom que você procurasse o Diretor do Colégio, a referida casa não é patrimônio do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro, cujo diretor é o pastor Eudes, a casa é de propriedade do Instituto Bíblico do Norte IBN cujo diretor é o Pastor Milton, favor comunicar fatos com a verdade e nçao boatos.

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  7. Bom dia.
    Prezado Roberto.
    Seria muito bom, antes da publicação da materia ter procurado os responsáveis pelo imóvel, o inquilino bem como o diretor do Colégio Quinze, que é citado sem nada ver com o assunto, a casa ou casarão não patrimônio do Colégio Quinze mais do IBN

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  8. Bom dia
    Prezado Jornalista.
    Gostaria de solicitar alterações no texto referente ao CASARÃO, cuja arquitetura foi preservada e o mesmo não de propriedade do Colégio Quinze de Novembro.
    Att. Rev. Eudes

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  9. Bom dia
    Prezado jornalista Roberto Almeida
    Tomei conhecimento do assunto referente ao Casarão, gostaria de informar ao nobre jornalista que o imóvel citado no seu texto, não é patrimônio do Colégio Presbiteriano Quinze de Novembro e sim do IBN, Instituto Bíblico do Norte, seria bom refazer o texto fazendo as devidas correções.
    Atenciosamente. Eudes Oliveira ( Diretor do Colégio.
    Ps. Bom também colher informações com o Diretor do IBN,

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  10. Ninguem ver com bons olhos um funerario numa das pricipais ruas da cidade. e que tal a empresa de mudanças atrapalhando e estragando as ruas perto do parque Pau-Pombo. os caminhoes são carregados no meio da rua, como tambem estacionados dia e noite. Não existe lei contra isso!!

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  11. Caro Roberto, sou leitor diário de seu blog e acompanho as notícias de Garanhuns por ele, informo que esse casarão não pertence ao Colégio Quinze. Um forte abraço e desejo muito sucesso em 2014. Pr. Edson Dantas

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  12. Grande Jornalista Roberto.
    Reconheço sua preocupação com " O antigo" especialmente com a nossa história, mais jornalismo se faz com investigação, divulgar uma matéria por que um irmão da " Igreja Presbiteriana informou" sr. Jornalista procura os diretores das instituição em especial o diretor do Colégio Quinze de Novembro, cuja instituição centenária da nossa cidade conserva muito a arquitetura do prédio antigo construído em 1928, bem como de outro prédio construído em 1963, recentemente construiu um novo prédio, fez questão de manter a mesma arquitetura, hoje por volta das 12 hs ouvido á rádio sete colinas ele notificou que o imóvel citado em sua matéria é de propriedade do IBN, vamos tomar cuidado com as informações, jornalista não trabalha em " ouvir dizer" um irmão falou, vamos investigar e relatar a verdade, e também não veja nenhum problema locar um prédio para uma funerária, e quero parabenizar o locatário em preservar a casa e parabéns também ao sr. Pr. Milton, não conheço mas tem melhorado cada vez mais o IBN,
    Que Deus continue abençoando estas instituições que tem servindo a Garanhuns e região levando o nome da nossa cidade.

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  13. Agradeço o esclarecimento do atual diretor do XV e do ex-diretor, pastor Edson Dantas, de que o casarão em que vai funcionar a Funerária Suissa pertence ao Instituto Bíblico do Norte. Esclarecido esse engano da minha parte fica mantido o conteúdo do texto e continuamos lamentando que o imóvel próximo ao colégio tenha tal destinação. É bom deixar claro também o texto não expressou uma posição pessoal do jornalista, mas de muitos moradores da cidade, inclusive da comunidade evangélica com quem conversei e ex-alunos do glorioso XV de Novembro.

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