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terça-feira, 18 de maio de 2010

O PASSADO NA GUERRILHA

Dois políticos importantes no cenário nacional começaram sua militância na luta contra a ditadura militar instalada no país em 1964. Quando o regime endureceu, chegaram a pegar em armas para tentar dar um fim ao autoritarismo. Nos dias atuais, esses dois personagens convivem com a democracia, tentam se eleger para cargos de grande visibilidade, mas os setores mais reacionários querem vinculá-los ao terrorismo, transformando seu passado de coragem em uma ação de criminosos ou coisa parecida. Estamos nos referindo a Fernando Gabeira (foto), PV, candidato ao Governo do Rio de Janeiro, e a Dilma Roussef (PT), que irá disputar a presidência da República.
Esses dois personagens, no entanto, não recebem o mesmo tratamento por parte da mídia, segundo denunciou esta semana a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. "A mídia tem dois pesos e duas medidas ao tratar do passado guerrilheiro de Dilma Roussef. O Gabeira teve atuação mais efetiva contra a ditadura no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969, mas não é cobrado porque fechou aliança com o PSDB", criticou Marta, que disputa o senado por São Paulo na eleição deste ano.
Ao discursar para o público da Zona Leste de São Paulo, ao lado do senador Aloízio Mercadante (candidato ao Governo Paulista), Marta Suplicy completou: "Vocês notaram, Aloízio, que do Gabeira ninguém fala? Esse sim sequestrou. Eu não estou desrespeitando ele, ao contrário, mas ele sequestrou. Era o escolhido pata matar o embaixador. Ninguém fala porque o Gabeira é candidato ao governo do Rio e se aliou com o PSDB. Então ninguém fala..."
As palavras de Marta já estão sendo deturpadas na mídia, de modo que se jogue ela contra a opinião pública e o próprio Fernando Gabeira, que tem uma vida profissional e pública respeitável. Só que ela não disse nenhuma inverdade.
A ideologia está sempre presente e quem acha que direita e esquerda não existem mais está indo na conversa dos que querem a sociedade alienada da realidade.

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