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sábado, 15 de maio de 2010

MARKETING POLÍTICO E HONESTIDADE

Do Blog de Alexandre Marinho:

No dia em que o marketing político assumir o compromisso de cuidar não apenas das aparências, mas também do conteúdo, ou seja, trabalhar em cima da apresentação de programas de governo e de programas de atuação parlamentar (com honestidade na formulação das propostas), esse instrumento de comunicação estará dando uma grande contribuição para o aperfeiçoamento da nossa democracia.

Porque o que se vê geralmente são promessas abstratas, vazias, sem nenhum compromisso ou base na realidade. Eu acho um absurdo, por exemplo, quando vejo algum candidato dizendo “eu vou lutar pela educação” ou “eu vou lutar pela saúde”, porque isso simplesmente não diz nada. Com uma promessa vazia dessas, na verdade, ele não está se comprometendo com nada, nem com ninguém.

Agora, se o candidato disser: “durante os meus quatro anos de mandato, vou trabalhar pela inclusão digital dos alunos da rede municipal de ensino, com a implantação de um laboratório de informática em cada uma das escolas do município, com acesso à Internet, e irei trabalhar também para a realização de um concurso para a seleção de monitores de informática para cada um desses laboratórios... e esta ação será custeada com recursos provenientes do Programa do Ministério da Educação denominado X e com recursos provenientes do Programa do Governo estadual denominado Y, e a implantação deste programa está orçado em aproximadamente R$ XY...”.

Aí não estaríamos mais diante de uma promessa vazia, mas de um programa de ação, que transmitiria firmeza ao eleitor, porque depois saberíamos como cobrar. E seria uma prova, também, de profissionalismo e preparo, por parte do candidato, já que estaria mostrando, previamente, que sabe onde e como quer chegar.

Na verdade, nas últimas campanhas eleitorais, para governador e para presidente, já percebemos a coisa caminhando nesse sentido. Vamos torcer para que este ano os candidatos a deputado também adotem essa postura “pés no chão”.

E não me venha com a conversa de que o papel do parlamentar é apenas legislar e fiscalizar o Executivo, porque é também papel do Legislativo propor ações sérias e competentes ao Governo. Nesse caso, ele estará contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão pública, o que não implica desrespeito ao princípio da harmonia entre os Poderes.

Aliás, a meu ver, no dia em que os parlamentares, dos três níveis de governo, deixarem a politicagem de lado, e buscarem discutir e apresentar caminhos para a gestão pública, a formulação de políticas públicas, etc, aí sim, o Parlamento voltará a ter a confiança e a moral que já teve no passado. Não sei porque não enxergam que é por esta atitude que a população vive clamando diariamente.

Um comentário:

  1. Inclusive Alexandre, cadê a internet grátis que voce tanto dircusou. Ficou também só na promessa.

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