Artista foi preso, em Caruaru, por conta de uma dívida referente à pensão alimentícia dos filhos.
Sandro nasceu em União dos Palmares, em Alagoas e fez muito sucesso nos anos 80 e 90.
Julieta e A Velha Debaixo da Cama foram dois dos seus principais hits.
Numa entrevista ao jornalista Magno Martins, Sandro Becker contestou a versão de que teria simplesmente deixado de pagar a obrigação com a família.
Segundo ele, após a separação sempre contribuiu financeiramente para os filhos.
Processo contra o cantor foi iniciado pela sua ex-esposa, em 2015, e corria em segredo de justiça.
O artista revelou na entrevista que a situação financeira se agravou durante a pandemia, quando perdeu contratos, vendeu ônibus e precisou encerrar a banda.
"Não é que eu não pagasse. Eu sempre contribuí com a criação dos meus filhos, mas não havia um valor fixo nem um acordo na justiça”, disse na conversa com Magno Martins.
Cantor afirmou que durante anos fez pagamentos de forma espontânea e arcou com despesas relacionadas à educação dos filhos.
Com o avanço do processo, porém, a dívida chegou a R$ 518 mil.
Sandro disse que chegou a oferecer um imóvel da família, avaliado à época em cerca de R$ 1.780.000, como forma de quitar o débito.
O artista passou 21 dias na penitenciária de Caruaru.
Não foi algemado nem transportado em camburão, tendo permanecido com o telefone durante o deslocamento, mantendo contato com familiares e advogados.
Depois, cumpriu o restante da medida em casa, com tornozeleira eletrônica.
O cantor criticou o efeito da prisão sobre sua vida profissional.
Revelou que tinha 12 shows contratados, mas não conseguiu realizar nenhum durante o período.
"Como é que eu ia arranjar dinheiro se passei três meses dentro de uma cadeia?”, questionou.
Ao relembrar os dias na penitenciária, Sandro resumiu a experiência de forma contundente: "Durante 21 dias, eu só fiz três coisas, ler, orar e chorar".
Para ele, a prisão não contribuiu para solucionar o problema.
“Prisão não regenera ninguém, nem só atrapalha”, afirmou na entrevista a Magno.

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