Ficou conhecido por escrever biografias de Roberto Carlos, uma delas censurada pelo artista.
Antes da primeira biografia do Rei da Jovem Guarda, porém, Paulo César publicou um livro importante sobre música popular brasileira, destacando o nome de cantores considerados bregas e desprezados pela elite intelectual.
O escritor registra, logo no começo de "Eu Não Sou Cachorro Não" (uma música de Waldick Soriano dá título ao livro do jornalista baiano), que os maiores críticos de música do país ignoraram completamente os artistas populares.
Até uma pretensa Enciclopédia da Música Brasileira não cita nenhum dos artistas chamados de cafonas, que no auge das carreiras vendiam mais discos do que Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gonzaguinha ou Djavan.
Paulo César, com razão, aponta o elitismo da crítica, dos jornais, revistas e dos intelectuais, em relação aos bregas.
No livro "Eu Não Sou Cachorro Não" o escritor destaca nomes como Odair José, Waldick Soriano, Agnaldo Timóteo, Paulo Sérgio e Nelson Ned.
Todos solenemente ignorados pelas elites culturais, mas que tocavam muito no rádio e eram amados pelo povão.
Uma observação interessante feita pelo autor, logo na introdução do volume, registra que esses cantores tiveram origem interiorana, saíram de famílias pobres e não conseguiram avançar nos estudos por ter que trabalhar desde a infância, exercendo ofícios humildes, como os de alfaiate, motorista ou engraxate.
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