Evangélica, Adriane transformou sua administração numa extensão da Igreja Assembleia das Missões.
Mas o trabalho não está dando certo. A prefeita tem 90% de rejeição por parte dos eleitores da cidade.
Apenas 7% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa aprovam a gestão.
PASTORES
Adriane nomeou simplesmente 12 pastores em sua administração, que gerenciam diretamente o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026.
As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado por um site de Campo Grande.
Os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas.
A gestão das finanças municipais está sob responsabilidade de Isaac José de Araújo, titular da Secretaria de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados pela administração
Outros líderes religiosos também ocupam cargos estratégicos em áreas como regulação e mobilidade urbana.
Na área social, a presença se estende às pastas de maior peso orçamentário. A Secretaria de Saúde, que concentra cerca de R$ 2 bilhões, conta com quatro pastores em funções ligadas à gestão financeira e aos processos de licitação.
A prefeita Adriane também se notabilizou por sancionar uma lei que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans na capital de Mato Grosso do Sul.
Deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei Municipal 7.615/2026, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”.
No ofício encaminhado ao procurador-geral, a parlamentar questiona a constitucionalidade da norma e pretende levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.
Um leitor do blog, que enviou a sugestão de pauta, fez uma observação muito interessante. "Com 90% de reprovação, essa prefeita não está tendo o apoio nem dos evangélicos", comentou.

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