DADOS IMPORTANTES DA PESQUISA QUE PASSAM DESPERCEBIDOS


A pesquisa do Datafolha divulgada esta semana traz alguns dados importantes, que às vezes não são observados, uma vez que a maioria das pessoas se fixa apenas nos percentuais dos pré-candidatos majoritários.

Mas é preciso estar atento aos detalhes.

A governadora Raquel Lyra é aprovada por pouco mais de 60% dos pernambucanos.

É uma avaliação positiva que não está sendo transformada em votos. Ela tem 38% de intenções de voto. Isso significa que muitos aprovam a gestão, mas estão dispostos a votar no adversário.

Além de ter o governo aprovado, Raquel está com rejeição menor do que João Campos.

Por outro lado, se a aprovação da governadora aumentou e a rejeição diminuiu, o número de pessoas que avaliam a gestão como ruim ou péssima aumentou.

Na pesquisa anterior do Datafolha 23% dos pernambucanos consideravam o governo como ruim ou péssimo. Agora deu 38%.

Provavelmente a presença de João Campos nas ruas, as críticas que está fazendo à adversária, estão surtindo algum efeito, fazendo com que aumente o número de eleitores que consideram a gestão insatisfatória. 

O afastamento do socialista da prefeitura do Recife e o anúncio dos nomes que vão compor a chapa majoritária mexeram com o tabuleiro político.

Marília Arraes e Humberto Costa, que vão disputar o senado pela Frente Popular, lideram todas as pesquisas. No Datafolha não foi diferente.

Túlio Gadelha, que deve ser candidato ao senado no palanque de Raquel, teve 12% na pesquisa do instituto paulista.

Está atrás de Marília e Humberto, mas como seu nome foi colocado há pouco tempo ainda pode crescer.

Eleição para o senado pode ser decidida na reta final.

Outro nome que pode ser candidato ao senado com Raquel Lyra, o ex-prefeito Miguel Coelho, também aparece com bom percentual nas pesquisas.

Enfim, a eleição ainda está em aberto. Vão ser realizadas as convenções e depois começa a campanha pra valer.

João vem na frente desde o final de 2024, mas sabe que não terá uma eleição fácil pela frente. Daí sua presença nas cidades do interior e um discurso mais incisivo procurando desconstruir a imagem da governadora.

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