UMA CRÔNICA PARA AS MULHERES



Mulher devia ser celebrada todos os dias.

Mas já que são tão especiais, que se dedique um dia inteiro a elas, com direito a orquestra sinfônica, fogos de artifício, rosas, muitos beijos, uma café da manhã fora de casa, almoço no melhor restaurante da cidade, jantar à luz de velas e música romântica ao final do dia.

Mulheres, claro, não têm nada de frágeis, na verdade são muito mais fortes do que os homens.

São discriminadas, agredidas, desrespeitadas, violentadas e até eliminadas,  por homens que não merecem que se dedique a eles sequer um minuto de atenção.

"Mulheres cabeças e desequilibradas?"

O desequilíbrio, citado na música, muitas vezes é c causado pela carga excessiva, provocado pelo machismo, pela cobrança e falta de reconhecimento de homens,  e até das próprias mulheres.

Mulheres engenheiras, médicas, advogadas, jornalistas, professoras, motoristas, árbitras de futebol, jogadoras profissionais, mães, esposas, amantes, trabalhadoras, provedoras do lar.

"Já tive mulheres do tipo atrevidas, algumas carentes e até meretriz...".

Todas elas, tímidas ou extrovertidas, recatadas e do lar ou desregradas,  merecem o mesmo respeito.

Intelectuais ou meramente intuitivas,  podem dar ou receber amor com a mesma intensidade.

"Debaixo desse céu, sob a luz do mesmo sol, todo mundo é alguém".

A mulher, por certo, é muito mais do que alguém.

São responsáveis pelo equilíbrio, por dá o norte,  indicar o rumo, a direção.

Os homens fazem as guerras. 

As mulheres esperam os filhos, os maridos, o amante, por que não?

Não precisam ser santas, pois ninguém é.

Mulheres, mulheres. 

A maior criação  divina.  

Assim,   não podemos concordar que elas foram feitas a partir da costela do homem.

Se  Deus fez primeiro o homem, ele foi apenas a cobaia,  para que depois viesse a mulher.

Mas próxima do ideal, inteira, sem os mesmos defeitos, capaz de completar o projeto iniciado pelo Criador e tornar esse trabalho melhor.

*Nas imagens Roberto e Tereza Almeida em dois momentos distintos.

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