José de Alencar, Machado de Assis, Érico Veríssimo, Jorge Amado, José Lins do Rego, Raquel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Ariano Suassuna, Nélson Rodrigues e muitos outros são ainda hoje necessários.
E temos os novos, os que conquistaram leitores na atualidade, como o premiado Jefferson Tenório e Itamar Vieira Júnior e seu muito lido livro "Torto Arado".
Os nomes citados, pelo menos uma parte deles, são conhecidos por pessoas de todas as idades, estudados no ensino médio e que aparecem nas provas do ENEM ou vestibulares.
Mas alguns são esquecidos, injustiçados.
É o caso de Lúcio Cardoso, excelente escritor do século passado, do qual muito pouco se fala nos dias de hoje.
Lúcio é considerado pioneiro no romance intimista. Foi muito amigo e influenciou a obra de Clarice Lispector, esta consagradíssima, quase 50 anos depois que nos deixou.
"Crônica da Casa Assassinada", um romance sobre a decadência das famílias mineiras, é considerada a obra prima do escritor mineiro.
Lúcio Cardoso escreveu também para o teatro e foi dos primeiros artistas brasileiros a assumir a homossexualidade e discutir a questão do racismo no Brasil, seguindo o caminho de Lima Barreto.
Alguns dos primeiros livros de Clarice Lispector antes de ser publicados foram submetidos ao crivo de Lúcio. Ela inclusive teve uma paixão por ele.
Não deu em nada, claro, Lúcio a queria apenas como amiga.

Nenhum comentário:
Postar um comentário