VEREADORA PODE SER CASSADA POR CRITICAR ATO DE CARÁTER FASCISTA

Uma vereadora do município de Criciúma, em Santa Catarina, Giovana Mondardo (PC do B), está sendo ameaçada de cassação por ter criticado um ato de caráter fascista, realizado na cidade.

Parlamentar é acusada de quebra de decoro parlamentar, por supostamente ter acusado os catarinenses de "nazistas".

Tudo começou no dia 2 de novembro, quando Giovana republicou em suas redes sociais um vídeo onde manifestantes aparecem cantando o Hino Nacional com os braços esticados. 

O fato, registrado em São Miguel D’Oeste, também em Santa Catarina, ganhou repercussão  nacional e internacional, depois que viralizou na internet como uma saudação do nazismo. Embaixadas da Alemanha e de Israel, além de entidades judaicas se manifestaram em repúdio à manifestação. 

Ao comentar o fato, a vereadora de Criciúma escreveu na legenda do vídeo: “Em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, saudação nazista. O que dizem? Isso é manifestação? Isso é direito constitucional?”

Outra vereadora do município, Maria Tereza Capra, presidente do PT em São Miguel D’Oeste, sofreu moção de repúdio na Câmara, pelo mesmo motivo, assim como o vice-presidente da OAB, o catarinense Rafael Horn, que também sofre ataques.

Santa Catarina, que votou majoritariamente em Bolsonaro na eleição, está dando um péssimo exemplo, pelo menos o município de Criciúma. Todos sabem que fazer apologia ao nazismo é crime, mas por lá parece que inverteram as coisas.

Crime é ser do PC do B ou PT, como as vereadoras citadas, que estão querendo punir por criticarem atos antidemocráticos de caráter fascista.

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