AUMENTO DOS PROFESSORES DE CAPOEIRAS DEPENDE DA CÂMARA DOS VEREADORES


O aumento dos professores de Capoeiras agora está na dependência exclusiva da Câmara de Vereadores, que precisa colocar em votação o projeto encaminhado pelo Poder Executivo.

Semana passada o prefeito Nêgo do Mercado (PSB) participou de uma reunião, com parlamentares da base governista e da oposição, quando apresentou os dados justificando o percentual de reajuste.

Na ocasião, o gestor disse aos vereadores que receberia em seu gabinete uma comissão de professores, integrada por cinco profissionais da ativa e cinco inativos, para explicar também a eles a situação e o aumento proposto.

Hoje pela manhã os vereadores estiveram reunidos com os professores e Nêgo do Mercado esperou a Comissão, que, no entanto, não compareceu na prefeitura.

Amanhã, às 9 horas, o prefeito estará novamente à disposição da comissão de professores.

O aumento proposto pelo Poder Executivo é de 12%, assegurado o piso nacional para os profissionais de ensino.

O piso fica em torno de R$ 3.850,00. Se for aprovado o reajuste, dependendo do tempo de serviço e da faixa em que está enquadrado, um professor em Capoeiras receberá acima de R$ 4 mil mensais.

Caso a Câmara não coloque o projeto em votação, os professores ganharão apenas o piso.

Nem todo município pôde dar um aumento equivalente ao do Governo do Estado, de pouco mais de 35%.

No caso de Capoeiras, o prefeito deixou claro nas conversas com os vereadores e nas declarações à imprensa, que um aumento acima de 30% inviabilizaria os investimentos e até o pagamento de outros funcionários, que não fossem professores.

Além do mais, justifica o gestor, Capoeiras iria ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, podendo o município ser penalizado e ficar inclusive sem receber verbas federais.

Feitas as contas, ficou claro não ser possível dar um reajuste maior, por uma questão de responsabilidade. "Claro que eu gostaria de dar um aumento além do que foi proposto. Mas não posso inviabilizar a gestão atual e a de quem vier depois praticando atos que não sejam responsáveis. Acho que neste momento importante é que os professores têm assegurado o piso e, no caso da Câmara aprovar o projeto, muitos terão salário acima de R$ 4 mil reais", justificou Nêgo do Mercado, em contato com o blog.

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