Um artigo assinado pelo ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque, que foi também governador do Distrito Federal e senador, está chamando a atenção pelo bom senso, a lucidez.
Ele, que foi aliado de Lula e depois se tornou adversário, alerta para a gravidade da situação política do Brasil e propõe a união dos verdadeiros democratas cravando: "2022 não é 2006".
Vale a pena a leitura do texto de Cristovam:
Em 2006, nem Lula ou Alckmin alegavam risco de fraude e ameaçavam não reconhecer o resultado; não havia suspeita de que as Forças Armadas pudessem conspirar nos quartéis para rebelar-se contra um dos vencedores, nem o Brasil tinha milícias fanatizadas e armadas nas ruas. Naquele ano, a disputa era entre dois democratas lúcidos e não, como agora, entre democracia e autoritarismo, lucidez progressista ou loucura negacionista. Além disto, Heloisa Helena e eu usamos o primeiro turno para mostrar nossas discordâncias com Lula e com Alckmin, mas nenhum de nós desqualificou moralmente qualquer destes dois. Agora, em 2022, os outros candidatos se dedicam a denunciar e até agredir moralmente ao candidato Lula, identificando-o com atos de corrupção sem ao menos lembrar que os julgamentos contra ele foram anulados e o juiz que o condenou foi considerado suspeito de parcialismo e de erros nos julgamentos. Estas acusações de caráter moral, como se os candidatos vestissem toga para julgar, no lugar de discordar, fará difícil ou incoerente uma unidade no segundo turno entre aqueles que são contra o governo atual, mas agridem moralmente a Lula e seu partido.
Por isto, em 2022, diferentemente de 2006, a tarefa dos democratas, especialmente os progressistas, deve ser unir forças para impedir a continuação da atual tragédia, transformando o primeiro turno em um plebiscito pela democracia. O ideal teria sido que outras forças democratas tivessem oferecido uma novidade que empolgasse o país, mas não fizemos.
Não sei o que pensa Heloisa Helena, a candidata que junto comigo, em 2006, levou Lula ao segundo turno, mas eu espero que os candidatos de 2022 se unam a Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno. Evitemos os perigos das quatro semanas entre os dois turnos, e os riscos de nossa divisão reeleger a tragédia atual.
PAULO CAMELO: Enquanto vimos uma certa coerência nas letras do ex-senador Cristovam Buarque, a ex-senadora Heloísa Helena é simpática ao ex-governador Ciro Gomes, o qual destila ódio ao ex-presidente Lula.
ResponderExcluirSim, más nós os verdadeiros democratas iremos VENCER esses idiotas demoníacos metidos patriotas, bando de deserdeiros canalhas, VIVA LULA, VIVA o Brasil dos verdadeiros democratas brasileiros
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