Na abertura da nova
legislatura, na Câmara Municipal, o vereador Luizinho Roldão, líder do governo,
causou polêmica ao fazer a defesa da administração Sivaldo Albino.
Um dos pontos do seu discurso
que irritou adversários foi quando concordou com a desativação provisória da
Banda Manoel Rabelo.
Segundo o vereador, não é
possível ficar pagando mensalmente 40 músicos durante uma pandemia como a que
estamos vivendo, para tocar uma vez por ano.
Luizinho até lembrou que a
orquestra Manoel Rabelo tocava num trenzinho, no Natal, fazendo a trilha sonora
do prefeito da época, que acenava para o povo, “cheio de cachaça”.
Pelo menos um dos músicos da
banda garanhuense protestou, apoiado em peso pelas “viúvas de Izaías Régis”.
Algumas mulheres,
correligionárias do ex-prefeito, estão diariamente nas redes sociais atacando a
nova gestão. Parecem não ter se conformado com a vitória do socialista na eleição
do ano passado.
Nessa briga política, sobrou
para Luizinho Roldão, que foi acusado de não valorizar a cultura de Garanhuns.
Como se a cultura da cidade se resumisse a uma orquestra, que está com as atividades suspensas temporariamente, por conta da pandemia.

Muitas coisas boas tem nos apresentado esta nova gestão, mas não posso aprovar uma decisão dessas de acabar com a Banda. É não é só pela questão de deixar muitos sem seu ganha pão, mas é pela importância da mesma para nossa cidade. Se o argumento do nobre vereador é que ela só serve pra tocar uma vez no ano, não se sustenta, pois poderia fazer uma calendário de apresentações durante o ano todo, inclusive fazendo um projeto de levar boa musica pra os bairros mais periféricos. E também um trenzinho que fizesse uma vez por semana um tour pelas principais ruas da nossa cidade. Ideias não faltam para boa utilização da Banda.
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