A
deputada federal e advogada Marília Arraes (PT) e a professora de Direito da
Universidade Federal de Pernambuco e também advogada Liana Cirne,
entraram na noite desta segunda-feira (17) com notícia crime contra a
extremista Sara Giromini pela divulgação ilegal de dados sigilosos da criança
de 10 anos vítima de estupro que, por determinação da Justiça, precisou
interromper a gestação.
A denúncia foi apresentada à Promotoria de Justiça
da Infância e Juventude do Distrito Federal, que deverá abrir investigação
sobre o caso, levando à prisão de Sara Giromini, conhecida como Sara Winter.
O documento assinado por Marília e Liana,
argumenta que ao divulgar em suas redes sociais o nome da criança e o endereço
do hospital no Recife em que ela estava sendo atendida, Sara Giromini
incentivou que pessoas ligadas a grupos fundamentalistas se dirigissem ao
Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM) para impedir a realização
do procedimento, ameaçando invadir o local e gritando ofensas à equipe médica e
até à criança, que passou a ser chamada de “assassina”.
A notícia-crime aponta que a conduta de Sara
Giromini fere o artigo 236 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por
tentar impedir o cumprimento de decisão judicial em favor da criança, e também o
artigo 286 do Código Penal, por ter incitado os seus seguidores a cometer
diversos crimes em frente ao CISAM.

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