domingo, 30 de setembro de 2018

PRA QUE SERVE UM APARELHO DE TELEVISÃO?


Jornalista experiente, que na época da campanha das Diretas Já (em 1984) trabalhava na Folha de São Paulo, o paulista Ricardo Kotscho constata,  com tristeza, que um aparelho de televisão, nos dias de hoje, tem pouca serventia, principalmente se o telespectador quiser ver notícias na TV aberta.

É que as maiores manifestações de rua do Brasil das últimas décadas, realizadas neste sábado, dia 29, foram ignoradas ou minimizadas pelas emissoras, inclusive a líder de audiência, a Globo.

Os protestos de 2013 e 2016 eram mostrados o dia todo, até as novelas eram tiradas do ar para se mostrar a insatisfação popular com o governo da presidenta Dilma.

Até os patos amarelos da Fiesp eram atração, tal qual o insuportável Fausto Silva.

Mas milhões de mulheres (e homens) se posicionando contra o machismo, a misoginia, o racismo, a homofobia e o espírito belicoso não interessa aos donos da mídia.

A grande imprensa, parte do judiciário e muitos outros setores preferem o fascismo de você sabe quem ao fortalecimento da democracia.

Muitos, como o jornalista Ricardo Kotscho, venderiam seu aparelho de TV. Só não o fazem porque existe a televisão por assinatura e a Netflix, que possibilitam se assistir um programa de qualidade e ver um bom filme.

A TV aberta é uma porcaria só e ainda mente, distorce e esconde os fatos que interessam. Apostam na alienação e na ignorância das massas.

A salvação é a internet. Com os celulares, os tabletes, os computadores e repórteres informais em qualquer cidade do Brasil, a verdade que a televisão ignora a gente pode conferir graças à tecnologia que dispensa patrões.

Existem os fake news, é claro. Mas só quem é muito burro acredita que as multidões nas ruas ontem em São Paulo, no Rio ou Recife foram uma invenção dos esquerdopatas.

É preciso ser muito ingênuo ou imbecil para imaginar que as imagens de milhões no Largo do Batata (SP) eram do carnaval. Quase todo mundo de camisa e bandeira vermelha?

Não. Era genta na rua mesmo, no sábado dia 29. O problema todo é que estão com medo da vitória de Haddad, quando deviam temer o outro lado, o do coiso, que não entende nada de economia, nem de educação ou saúde, mas acha que bala é remédio pra tudo.

Aparelho de televisão agora, meu caro colega Ricardo Kotscho, só serve para ver filme.

Quem só tem a opção de ver a Globo, a Record e o SBT, talvez não saiba, mas é pobre duas vezes. De grana e de espírito, e esta segunda pobreza é a pior.

Um comentário:

  1. Com as devidas adaptações ele serve como monitor e Computador, para poder-mos ver a campanha de Bolsonaro!

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