sábado, 17 de março de 2018

ELISABETH TAYLOR - A MEGERA INDOMADA

"Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental"

Por Altamir Pinheiro

O potiguar Antonio Nahud, talvez seja o cinéfilo brasileiro que melhor faz ou escreve  biografias das duplas ou casais  românticas de Hollywood e, dentre elas  consta do seu belíssimo acervo cinematográfico um  casal antológico e um dos mais lendários do Século XX: trata-se de Richard Burton & Elizabeth Taylor.  Pois bem!!! Temperamental, carismática e rebelde, ela casou-se oito vezes, duas delas com o mesmo Burton. Liz não deixava suas paixões passarem em branco, começava tudo de novo como se fosse a primeira vez: com festa, convidados, flores, cerimônia e lua de mel. Suas relações eram apaixonadas, intensas, quase sempre atribuladas. Foi com o ator inglês Richard Burton que protagonizou os maiores altos e baixos de sua vida amorosa.

Eles se casaram em março de 1964. Levaram uma vida de luxúria, regada a álcool e abrilhantada por muitas joias, presentes de Richard para Liz, entre elas o famoso diamante Krupp (anel), de 33 quilates, e o diamante Taylor-Burton (pingente), com 69 quilates. A primeira união durou quase 10 anos, marcada por acontecimentos positivos e negativos de igual intensidade. Do lado bom havia muito amor, paixão e admiração. Do lado mau estavam discussões, ciúmes, tapas, ofensas, descontrole de drogas e excesso de bebida. Mas não há dúvida de que Richard Burton foi o homem da vida de Elizabeth Taylor, e vice-versa.

Liz e Burton, viviam num clima de amor e ódio. Parodiando o grande intérprete Emílio Santiago  (que morreu em 2013 depois de sofrer um AVC, aos 66 anos), o apartamento deles era UM PEDAÇO DE SAIGON... Pois não é à toa que, certo dia, Liz ficou uma arara em razão de,  a famosa  revista Time ter publicado uma foto do Burton dançando com a nossa Florinda Bolkan insinuando que Burton estava traindo Liz com a nova estrela brasileira que fazia ponta num filme do Visconti, "The Damned". Na verdade era golpe de publicidade da Condessa italiana, a sapatão  Marina Cicogna Volpi, produtora do Visconti e amante da cearense Florinda Bolkan que era lésbica assumida.

Liz com aqueles olhos  Inigualáveis e linda da adolescência à velhice, certa vez disse em entrevista à revista “Vanity Fair” que Richard foi magnífico em tudo o que fez. Ele era o pai mais carinhoso, divertido e gentil. Todos meus filhos o adoravam. Richard Burton também declarou seu amor pela atriz inúmeras vezes. Chegou a dizer que seus famosos olhos cor de violeta eram “tão sexy que equivaliam a pornografia”. Isso é o que podemos chamar de Paixão alucinante de dois seres fascinantes. Mas... Porém, contudo, todavia, por incompatibilidade de gênio separaram-se em 1973, depois de muitas reconciliações e brigas, provocadas principalmente pelo alcoolismo dele. O divórcio veio em 1974 e  ocupou as manchetes dos jornais com o título "O DIVÓRCIO DO SÉCULO".

No ano seguinte, casaram-se novamente. A segunda união durou menos de um ano. Liz e Burton continuaram amigos, se falavam longamente pelo telefone, e trocaram cartas de amor até a morte dele, em 1984. Dias antes de morrer na Suíça, vítima de uma hemorragia cerebral, ele escreveu a última carta, que ela recebeu na Califórnia quando voltou para casa, após comparecer ao funeral do ex-marido.  Dizia: “Nós nunca nos separamos realmente, e nunca iremos”.

Juntos, Liz e Richard no cinema, fizeram vários filmes, entre eles: Cleópatra(1963); - Gente Muito Importante(1963); - Adeus às Ilusões(1965); - Quem Tem Medo de Virginia Woolf? - 1966 – (filme que eu recomendo);  - Doutor Faustus(1967), um filme de Franco Zeffirelli; - Os Farsantes(1967); - O Homem que Veio de Longe(1968),  e A Megera Domada. Depois de um Oscar bastante questionado em 1960, por “Disque Butterfield 8”, o segundo, e merecido  Oscar de Elizabeth Taylor veio com “Quem Tem Medo de Virginia Woolf” (1966), seu filme favorito dentre todos os que fez, e em que contracena com Burton. O ator nunca ganhou a estatueta da Academia, embora tenha sete indicações, inclusive no filme que sua esposa ganhou o segundo Oscar.

Sua primeira indicação ao Oscar, por A Árvore da Vida (1957), é também o início de outras três indicações consecutivas, algo que também foi comum apenas para Jennifer Jones (1943-46), Thelma Ritter (1950-53), Marlon Brando (1951-54) e Al Pacino  (1972-75), e a nossa querida  e recordista  MERYL STREEP(68 anos), que já foi indicada 21 vezes para receber o Oscar e 29 para o Globo de Ouro, tendo abocando 3 estatuetas e 9 prêmios Globo de Ouro. Como Mulher, Liz  tinha sido  a primeira atriz a receber US$ 1 milhão por um papel em um filme, no caso o título foi Cleópatra (1963). No ano de 1963, quando um alto executivo americano recebia US$ 650 mil e o presidente Kennedy tinha um salário de US$ 150 mil, ela ganhou  cerca de US$ 2.4 milhões.

Durante toda sua vida passou por várias clínicas de reabilitação, pois era uma viciada em drogas, cigarros e bebidas até receber um diagnóstico errado de câncer; em 1997 foi internada no hospital após uma convulsão cerebral; neste mesmo ano foi submetida a uma cirurgia para retirada de um tumor benigno do cérebro; fez tratamento de radioterapia para cuidar de um tipo de câncer de pele em 2002; Em maio de 2006 foi no programa "Larry King Live" para negar que estava com Mal de Alzheimer e perto da morte. Internada com falência cardíaca e pneumonia em julho de 2008 e chegou a sobreviver com auxílio de máquinas; submetida a uma cirurgia  em outubro de 2009,  veio a falecer  dois anos depois(março de 2011), aos 79 anos, vítima  de insuficiência cardíaca por não resistir a uma outra cirurgia no coração; Famosa por seus inúmeros casamentos, a inglesa Liz Taylor teve três filhos e nove netos. Sua grande Paixão, Richard Burton foi um ator britânico nascido no País de Gales e morreu em 1984 com apenas 59 anos de idade.

Quando o cinema tinha rosto, Liz  apareceu na capa da famosa revista People cerca de 14 vezes, perdendo apenas para a Princesa Diana no ano de 1996. Conhecida mundialmente por ter uma coleção de joias famosas e caríssimas de diamantes e pérolas era  apaixonada por perfumes top de linha  que   ficaram conhecidos como seus: Passion (1987), White Diamonds (1991), Diamonds and Rubies, Diamonds and Emeralds, Diamonds and Sapphires and Black Pearls (1995). Entre as famosas joias de sua coleção, o famoso anel de casamento comprado por Richard Burton foi leiloado para arrecadar fundos para as vítimas da AIDS.

Elizabeth Taylor foi uma mulher marcada pelo seu belo rosto e corpo escultural que  viveu regida por suas paixões e viu a vida em tons de violeta - a cor rara de seus belíssimos olhos. Casamentos, divórcios, amores, filmes, joias, Oscars, calçada da fama,  excessos, assim foi a trajetória de uma atriz que viveu quando o cinema tinha rosto...

Os dois vídeos abaixo são constatações puras e cristalinas da famosa frase:  QUEM TE VIU QUE TE VÊ... No primeiro, Liz aparece em várias vinhetas simplesmente  esplendorosa; no segundo, dois anos antes de morrer, Em 2009, doente e frágil, Elizabeth Taylor fez uma aparição pública surpresa em um evento  para arrecadar fundos na luta contra o HIV/AIDS. Sua atitude representou sua própria beleza por dentro e por fora. Taylor foi relevante, pragmática e cheia de compaixão.  Mesmo assim, há de se perceber que o tempo é implacável, não perdoa!!!  E assim caminha a humanidade, fazer o quê?!?!?! É a vida, assim como ela é...




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