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domingo, 27 de agosto de 2017

SAI LIVRO COM BIOGRAFIA DE ANTÔNIO CARLOS BELCHIOR

Menos de cinco meses após sua morte, em Santa Cruz do Sul (RS), o cantor e compositor Antônio Carlos Belchior ganha uma biografia analítica, com revelações de muitas coisas inéditas da vida do artista.

O livro, que já estava praticamente concluído, quando Belchior deixou o Brasil sem a sua poesia, é assinado pelo jornalista Jotabê Medeiros, que há 30 anos trabalha na área de cultura, no Sudeste do País.

Na biografia, de pouco mais de 200 páginas, o autor fala da relação difícil da irmã de Belchior, Ângela, com Edna Prometheu, mulher do cantor na última década de sua vida.

Jotabê investigou como foi a passagem do artista, na juventude, pelo Mosteiro dos Capucchinos, no interior do Ceará, descobrindo que foi lá que o compositor tomou conhecimento com a “Divina Comédia”, de Dante, que exerceria forte influência em sua carreira.

Uma das grandes canções de Belchior, aliás, se chama “Divina Comédia Humana”.

O autor do livro registra que em 1975 o cantor morava modestamente, juntamente com peões de uma obra, em São Paulo e era mesmo um rapaz sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior.

Isso foi registrado na música “Apenas um Rapaz Latino Americano”, uma das mais conhecidas do compositor.

Por sinal o título do livro de Jotabê Medeiros é “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano”. Não podia ser mais apropriado.

Outra passagem curiosa da biografia do cantor, registrada em reportagem da Folha de São Paulo, é um encontro de Antônio Carlos Belchior com o cantor Bob Dylan.

Foi Gilberto Gil quem apresentou o brasileiro ao americano.  

“Dylan esse é Belchior, o Bob Dylan Brasileiro”, disse o baiano. “É mais provável que eu seja você na América”, teria sido a resposta do astro pop internacional.

O escritor dá a entender que o encontro deixou o cearense radiante, tanto que ao chegar em casa falou com a mulher,  tremendo: “Estive com ele!”. Ela pergunta: “Quem”? “Dylan, Dylan, Dylan”, repete o compositor de “Como Nossos Pais”.

E por falar na música mais perfeita de Belchior, Jotabê Medeiros revela que a já consagrada cantora Elis Regina ficou “assombrada”, quando o cearense lhe mostrou duas canções: a citada “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”, que ela incluiu no álbum “Falso Brilhante”, de 1975, maior êxito comercial da intérprete, que morreu precocemente de uma overdose, aos 36 anos.

Elis foi que impulsionou a carreira de Antônio Carlos Belchior, ao gravar “Mucuripe” e depois as outras duas músicas, amplamente conhecidas.

Depois do disco “Falso Brilhante” foi que o cantor e compositor nordestino pôde gravar o álbum “Alucinação”, possivelmente seu melhor trabalho. Foi a partir daí, imaginamos, que ele virou o “Bob Dylan Brasileiro”.

Belchior vive em sua obra, em suas canções.

Para dar mais vida ao texto e deixar seu domingo perfeito, amigo (a) leitor (a), disponibilizamos o link do vídeo do YouTube com Belchior cantando “A Divina Comédia Humana”, uma das canções mais geniais já feitas no Brasil:

2 comentários:

  1. Muito oportuno registrar fatos da vida de Belchior em livro. - "Apenas um rapaz latino-americano"!

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  2. Dos artistas "esquerdistas" famosos Belchior era o único que tinha desapego ao dinheiro. Por isso foi abandonado e deixado para morrer à míngua pelos petistas, pela Mídia sangue-suga e pelos coronéis MAMÕES DE TETAS GOVERNAMENTAIS da MPB, Caetano, Gilberto Gil, e Chico Buarque.

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