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GOVERNO DE PERNAMBUCO

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Presença do Governo no Agreste Meridional

domingo, 23 de julho de 2017

ÁLVARO AVALIA QUE TCE DESNUDA GOVERNO DO ESTADO

A denúncia de desperdício de dinheiro público, superfaturamento de serviços e obras inacabadas que deveriam ter sido executados pelo Governo do Estado para a Copa de 2014, precisa ser investigada pela Justiça mas também informada ao povo de Pernambuco.

A avaliação é do deputado Álvaro Porto (PSD) diante das informações apresentadas pelo Tribunal de Contas do Estado em matéria veiculada pela TV Globo desta sexta-feira (21.07). 

Para o deputado, além de ser fundamental punir de responsáveis e esclarecer a multiplicação de gastos em obras que seguem incompletas, a população necessita estar consciente  da distância que existe entre discurso  e prática dos que vêm governando o Estado há mais de dez anos. 

Na opinião de Porto, a medida cautelar expedida pelo TCE nesta sexta, determinando que o Governo do Estado suspenda o pagamento da rescisão do contrato de concessão administrativa da Arena Pernambuco, só reforça a necessidade de esclarecer gastos do estado com tudo o que se refere à Copa de três anos atrás.

A medida cautelar foi tomada pelo TCE para que a administração estadual adote medidas destinadas a prevenir lesão irremediável ao erário estadual. A decisão está fundamentada em investigações da Operação Fair Play, da Polícia Federal, que apontam "indícios de conluios" entre as empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht na licitação da Arena.

No que diz respeito à denúncia da TV, o TCE revela que auditorias apontaram desperdício de recursos e falta de planejamento na construção de um viaduto inacabado que custou cinco vezes mais do que estava previsto no projeto original e um terminal de ônibus subutilizado no município de Camaragibe.

O viaduto que auxiliaria no acesso à Arena Pernambuco deveria custar R$ 5 milhões, mas, segundo o TCE, passou para R$ 45 milhões, dos quais R$ 40 milhões foram liberados, mas apenas duas das quatro pistas previstas estão prontas.

Já o terminal de ônibus de Cosme e Damião, que deveria facilitar a circulação de passageiros entre a estação Timbi do metrô e a Arena, está ocioso por conta de alterações no traçado original das pistas de acesso. O terminal custou R$ 17 milhões, sendo o mais caro do estado, mas hoje só recebe duas linhas de ônibus, segundo o TCE.

"Este mesmo grupo que hoje coloca nas costas da crise as ineficiências da gestão de Paulo Câmara vem desperdiçando dinheiro por falta de planejamento e má administração", diz Porto. 

"Não é possível que tenhamos de conviver com tanta ineficiência maquiada por essa propaganda enganosa. O trabalho do TCE está mostrando a realidade, destruindo o discurso que culpabiliza a crise e deixando claro as limitações e a má gestão que penalizam o nosso estado. Que a Polícia Federal prossiga suas investigações e que as denúncias do TCE sejam encaminhadas para Ministério Público de modo que se chegue aos responsáveis e estes sejam punidos", frisa.

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