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sábado, 3 de junho de 2017

TONHO DE BELO CAMINHA PARA A OPOSIÇÃO

O vereador Tonho de Belo (PSDB) foi eleito em 2016 com apenas 669 votos, mais ou menos a metade de Luiz Leite (PHS), que ficou na suplência e assumiu o mandato agora por conta da prisão de Marinho.

Mas, beneficiado pelo voto de legenda, Tonho é um vereador igual a Luzia, Zaqueu ou Gersinho que tiveram perto de três mil votos.

Na votação da polêmica matéria relacionada aos professores, nesta sexta-feira, o voto de Tonho de Belo teve o mesmo peso que o de seus colegas da Câmara.

E ele, juntamente com o Professor Márcio, votou contra a proposta do Governo Municipal, enquanto os outros 11 ficaram ao lado do projeto da prefeitura.

Terminada a votação, que repercutiu ao longo do dia, na cidade, o chefe de gabinete do vereador, conhecido como Felipe, emitiu os primeiros sinais que o caminho de Antônio é a oposição.

Pelo WhatsApp, o assessor do parlamentar enviou mensagem a diversas pessoas de Garanhuns enaltecendo a posição dos dois vereadores que votaram “com os professores”, chamando o projeto de Izaías de “pacote” de maldades e ainda “queimando” os 11 parlamentares que aprovaram as mudanças na educação, que são citados nominalmente um a um.

O professor Márcio, apesar de também ter votado contra, não criticou os colegas nem o prefeito. Fez questão de dizer, inclusive, que nem a Secretaria de Educação nem ninguém do Governo Izaías Régis pressionou os vereadores para votar dessa ou daquela maneira.

Seu voto não foi propriamente contra o prefeito e sim de solidariedade aos professores, seus companheiros de profissão, que não desejavam a aprovação da matéria.

RACISMO – Ainda com relação à votação do projeto do Governo Municipal na Câmara, algumas cenas lamentáveis foram registradas. Os professores vaiaram os vereadores e pressionaram como puderam os parlamentares, o que é legítimo no regime democrático.
Mas um pequeno grupo exagerou nas manifestações. Alguns chamaram o líder do governo no Legislativo, vereador Daniel Silva de Macaco, por conta de sua cor escura.

Um ato explícito de racismo e pelo menos no primeiro momento o parlamentar está disposto a processar os professores que tomaram essa atitude se conseguir identificá-los pelas imagens da Câmara.

A própria presidente da Casa, vereadora Carla, assim como Luzia da Saúde, foram desrespeitadas e agredidas verbalmente com alguns palavrões impublicáveis.

Temos certeza que a maioria dos professores repudia gestos como esses, que não condiz com quem lida com estudantes na sala de aula.

Os professores que estavam lutando pelos seus direitos e pressionaram de forma civilizada merecem admiração, mas os que impensadamente agrediram homens e mulheres por discordar de como votaram devem ser execrados até mesmo pela classe a que pertencem.

*Na ilustração o "recado" do assessor de Tonho de Belo pela WhatsApp

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