Governo do Estado

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domingo, 2 de abril de 2017

A NOVA OPOSIÇÃO A IZAÍAS NÃO TEM NOME

A oposição em Garanhuns agora critica o prefeito Izaías Régis (PTB) sem mostrar a cara. Usa as redes sociais para bater na administração e ninguém assina o texto. Segundo uma das “denúncias” o município tem o maior canteiro de obras paradas do interior do Nordeste. Logicamente isso não é verdade.

A cidade tem em andamento a obra de ampliação da Ceaga, que pela sua magnitude e dificuldades de recursos não pode ser feita assim na base do toque de caixa. A UPAE da Cohab II depende de dinheiro federal e os equipamentos foram solicitados ao governador do Estado. E tem o campo do Parque Euclides Dourado, que está demorando sim, mas acredito que será concluído neste segundo mandato.

Também querem culpar o prefeito do município pelos problemas de segurança pública, quando essa área é de maior responsabilidade do Governo do Estado.

Tem mais: numa dessas críticas que li, da oposição invisível, afirmam que tudo que o gestor fez foi pavimentar algumas ruas.

Estão achando pouco o asfalto ou calçamento ter chegado a cerca de 400 ruas. Quando teve prefeito de Garanhuns que em quatro anos pavimentou apenas seis ruas. E isso não faz muito tempo não, viu?

Não tenho cargo na prefeitura, nem procuração para defender o prefeito. Mas uma oposição feita assim não pode ser levada a sério.

E por que estão se escondendo? Batendo usando só os nomes dos grupos? Não será porque em 2016 todo mundo que criticou Izaías,  por motivos pessoais, ficou sem mandato?

O pior é que tem coisa muito mais séria acontecendo em alguns setores da administração e essa oposição envergonhada não sabe de nada.

*Foto publicada nas redes sociais para arranhar a imagem do prefeito. Será mesmo essa a cara de Garanhuns?

2 comentários:

  1. Eu considero Izaias o melhor prefeito da história de Garanhuns. Porém acho que o fato de ele não ter oposição em Garanhuns se deve à fragilidade do PSB no agreste meridional. Pois os integrantes do partido do Governo por aqui estão muito acomodados em cargos comissionados, sem fazer nada, acomodados apenas em mandar, receber seus salários e engordar!

    Basta ver que o PSB em Garanhuns não conseguiu fazer um vereador se quer e está simplesmente rastejando aos pés dos vereadores eleitos de outros partidos para que se bandeiem pro lado deles.

    É uma lástima esta situação, uma vez que por melhor que a administração Izaias seja, uma cidade do tamanho e importância de Garanhuns não pode ficar com ZERO de oposição. Eu no lugar de Izaias, já que a oposição é tão incompetente, eu mesmo criaria minha oposição, só pra não ficar falando sozinho na cidade dando a impressão que eu sou um coronel na cidade!

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  2. A oposição vem tendo uma postura vergonhosa, Roberto. É quase etérea, fantasmagórica. Crer nela é como crer em algo sobrenatural, presumido; difícil de levar a sério. Mas uma coisa precisa ser confirmada: a fraqueza da oposição não decorre do brilhantismo nem das realizações do atual governo.
    É pura desarticulação e falta de estratégia, por que existe margem e base eleitoral de no mínimo 1/3 da população. Aliás, é até de se esperar que depois de uma campanha e uma derrota eleitoral da envergadura da que houve esse encolhimento/desorganização ocorra.
    Quanto ao governo em si, não há dúvida de que possui aspectos positivos. Foi admirável ter mantido a saúde financeira do município em meio a essa crise e ainda conseguir fazer investimentos de relevo. Mas o problema essencial é de conceito: se a estratégia de desenvolvimento da cidade é o saneamento urbano (e a marca de 400 ruas é de dar os parabéns) massificado, não podemos nunca pensar em sair do atual estágio sócio-econômico. A verdade é que Garanhuns é uma cidade pólo em decadência, sem visão de futuro nem uso racional e planejado de suas potencialidades. Tudo isso se confirma pela queda contínua na participação da cidade na geração de riqueza do Estado, que vai sendo ultrapassada por municípios menores. É uma cidade linda e com belos eventos, perfeita para aposentados e funcionários públicos, mas onde ninguém pensa em se estabelecer fora dessas duas hipóteses. Nem preciso mencionar o quadro de terra arrasada da zona rural. Ou a desorganização dos postos de saúde, cuja ausência de serviços e medicamentos básicos superlotam o Hospital Dom Moura - o que torna, sim, a má qualidade da saúde pública no município responsabilidade do governo municipal.
    Por fim, uma cidade sem oposição minimamente articulada acaba sendo um cenário perfeito para a "lei de bronze das oligarquias''. Funciona assim: grandes grupos políticos, como o que domina Garanhuns hoje, precisam de uma estrutura centralizada de comando que possa intermediar e coordenar os interesses em disputa. Esse comando centralizado tende a promover os que lhe são fiéis e sancionar os que não são. Logo, qualquer político passa a depender das relações viscerais com esse comando e o fim dos dois passa a ser a auto-perpetuação. Disso aí para o patrimonialismo, populismo fiscal, clientelismo e até mesmo controle da informação é um pulo. O agravante da situação de Garanhuns é a aliança dos grupos políticos dominantes com políticos de expressão nacional que não são oriundos da cidade - que passa a ser um mero curral eleitoral onde se aventuram, vez ou outra, candidatos proporcionais (Paulo Camelo chama de "legião estrangeira'' a esses grupos, o que, apesar do aparente exagero, tem um grande fundo de verdade). E assim as verbas federais raramente aparecem...
    E assim vamos a passos largos para mais uma década submergindo na corrida do desenvolvimento. Oposição e situação são igualmente responsáveis por essa lamentável tendência.

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