Governo do Estado

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sábado, 3 de dezembro de 2016

CAPOEIRAS DE DISTRITO A CIDADE

Capoeiras, a 24 km de Garanhuns, foi distrito de São Bento do Una, até se emancipar, em 21 de dezembro de 1963, no primeiro governo de Miguel Arraes de Alencar, que antes de ser deposto pelos militares deu autonomia a vários lugarejos de Pernambuco.

Quando vila de São Bento, Capoeiras tinha poucas casas, quase todas na rua do comércio, já que a maioria dos logradouros e avenidas atuais não existiam nesta época.

Um dos homens que impulsionou a economia da cidade foi João Borrego, que em plena década de 60 tinha uma loja no distrito e depois cidade com amplo sortimento e um razoável número de empregados.

João Borrego hoje dá nome a principal praça do centro de Capoeiras. Um dos seus filhos, Heronides Borrego, também foi de grande importância na formação e desenvolvimento do município.

Nos anos 60 e 70, no ex-distrito de São Bento do Una, se destacaram, além de João e Heronides Borrego, personagens como Álvaro Tenório, José Soares de Almeida, Gabriel Branco, Olegário Bento de Souza, Euclides Almeida,  Adauto Praxedes, Gildo Marques, José Manuel e seu irmão, Manoel Antônio, Aluízio Bezerra, Superpino, Zé Vieira, Seu Doca, Moisés Calado, José Gila, Manoel Reino, Joaquim de Neco, Dona Antônia (primeira mulher a se eleger vereadora do município) e muitos outros e outras.

Cada um a seu modo deu sua colaboração ao município, desenvolvendo o comércio, aproveitando o potencial da feira, realizada às sextas - que sempre foi forte - e alguns se dedicando à vida pública e realizando obras importantes em benefício da população.

A maioria das pessoas citadas tiveram a preocupação de dar estudos aos filhos, muitos deles se deslocando, quando chegou a idade, para Garanhuns e Recife, onde conseguiram diplomas de médicos, advogados, engenheiros, veterinários, fisioterapeutas, odontólogos, farmacêuticos e professores, dentre outras profissões.

Capoeiras sempre foi um lugar tranquilo e antigamente tanto na cidade ou zona rural raramente acontecia um homicídio ou assalto. Esta realidade hoje é um pouco diferente e a violência crescente tem sido uma preocupação dos moradores do ex-distrito de São Bento do Una.

O IBGE faz uma estimativa que Capoeiras fechará 2016 com uma população bem próxima dos 20 mil habitantes. O censo de 2010 deu os seguintes números: 19.593 moradores, 6.263 vivendo na cidade e 13.330 na zona rural.

Homero Fonseca, no seu livro sobre os municípios pernambucanos, escreveu o seguinte sobre a terra de João Borrego:

Capoeiras, no Agreste Meridional, abriga em suas terras a nascente do Rio Una e os remanescentes de antigos quilombos, no Sítio Imbé.

Inicialmente foi distrito de São Bento, emancipando-se pela Lei Estadual 4.998, de 1963.

Seu nome significa, segundo o Houaiss, “terreno roçado regularmente cuja vegetação se compõe basicamente de ervas e arbustos” e seria derivado do tupi ko´peera, de ko: roça+pwera: que já foi.

Mário Melo considera ser uma corruptela de cáa-poera, “mato extinto, mata cortada ou destruída”, que “costuma se confundir capueira, de co-poéra, roça extinta, roça velha, abandonada e já invadida pelo mato.
O gentílico para quem nasce no lugar é capoeirense.


O município tem uma área de 335 m2. Portanto é uma zona rural extensa, além dos distritos de Maniçoba, Alegre e Riacho do Mel.

Um comentário:

  1. como cresceu a cidade ,lembro-me dos bons tempo que eu toquei na bandas das escolas municipal e perpetuo do socorro,com a professora rilda no munipal com marcia e eliane esposa de lindolfo almeida.tempos bons so lembranças um abraço aos meus ex alunos das duas escolas.ANTONIO.

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