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segunda-feira, 11 de julho de 2016

OS VELHOS DISCOS DE VINIL

Por Adelson do Vale

Luciana Souto de Andrade, colega de trabalho e leitora do blog,  me fez um pedido para que escrevesse sobre os velhos discos de vinil, que eu conheci em época que faziam muito sucesso nos estúdios das rádios em todo Brasil, e sempre eles tocavam nas antigas radiolas com um braço e uma  agulha para fazer a leitura e se ouvir música.

Os discos de vinil chegaram depois dos discos de vitrolas, que não cheguei a conhecer, foram de uma geração mais antiga, muito embora uma pessoa tenha me mostrado uma dessas antiguidades com um disco, mas grosso e bem menor que os discos de vinil. Naquela época, em cada casa uma radiola e os discos do cantor preferido, sempre se ouvia as músicas de Teixerinha, Luiz Gonzaga, Roberto Carlos e tantos outros.

Eles sempre estavam presentes nas paradas de sucessos,  os discos de vinil tocavam nas igrejas, nos serviços de som final de ano e chegando janeiro na festa do padroeiro da cidade, ou localidades mais distantes, nas paróquias cujo padroeiro,  São Sebastião como por  exemplo, os velhos discos de vinil estavam lá fazendo animação da festa, se pedia música e oferecia aos namorados, nos postes os cornetas faziam o maior barulho, tudo pra deixar a festa mais divertida.

Nas lojas chamadas de discotecas, lá estavam eles,  os discos de vinil com uma capa a foto do cantor preferido do cliente, e nas lojas especializadas em aparelhos domésticos, não podia faltar uma discoteca tocando músicas para atrair a atenção dos consumidores. Quem não gostaria de ganhar de presente, um disco de Roberto Carlos?

Enquanto não chegava a modernidade eles iam sobrevivendo, muito embora estivessem  com os dias contados. Com a chegada da tecnologia eletrônica, eles deixaram de tocar nos passa disco das rádios, e foram sendo  substituídos por CD play, depois em pouco tempo  pelas cartucheiras,  seguindo para uso de MD mine disco, logo algum tempo depois chega a era do computador que substituiu todos esses discos e fitas cassete até hoje.

Enquanto isso, era final dos anos 80, passa discos e radiolas se amontoavam nas eletrônicas, as fábricas já fabricavam os aparelhos de som, ficando os discos de vinil nas mãos de colecionadores apaixonados por antiguidades, enquanto que muitos discos ficaram ainda guardados nas gravadoras para copiar todo material para CD.


Ainda hoje é possível encontrar pessoas com essas relíquias, que contam toda uma estória de uma geração, que viveram um passado de glória 

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