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segunda-feira, 6 de junho de 2016

EMOÇÃO NA DESPEDIDA DO SARGENTO SÉRGIO ALVES


Texto e fotos: Junior Almeida

Centenas de pessoas compareceram ao velório e sepultamento do sargento da Polícia Militar de Pernambuco,  Sérgio Alves das Neves, hoje à tarde em Capoeiras. Civis e muitos colegas de farda do militar, muitos vindos de Custódia, sede do Batalhão Especial de Polícia do Interior, BEPI, onde Sérgio estava lotado,  encheram as dependências da Matriz de São José,  onde foi realizada a missa de corpo presente. 


A Cerimônia foi celebrada por Monsenhor Geraldo, que estava visivelmente emocionando, ao lado do padre Roberto Junior, primo do militar morto. O pároco da catedral de Garanhuns lembrou do começo da vida do jovem Sérgio, quando esse era coroinha na igreja de Capoeiras. Falou também do sentimento de perda de Monsenhor Geraldo, que tinha Sérgio como um filho, como muitos dos que já ajudou a encaminhar na vida.


Na despedida final do sargento, uma carreata de viaturas foi à frente do cortejo e companheiros do BEPI conduziram o caixão. Uma guarda fúnebre fez as honras militares em frente ao cemitério, executando três salvas de tiro em homenagem ao “guerreiro de caatinga”, primeiro sargento Sérgio.


Colegas de corporação comentaram sobre a convivência profissional com Sérgio Alves das Neves.

ELOGIOS DOS COLEGAS - O capitão Ademilson (foto ao lado) disse que o sargento Sérgio era um excelente profissional, sempre comedido em suas ações, muito responsável e que em suas muitas atribuições procurava sempre fazer o melhor. 

Falou ainda que a morte do militar é uma perda muito grande não só para a instituição Polícia Militar de Pernambuco, como para toda região, em especial Capoeiras e Garanhuns. O oficial revelou que estava de serviço na noite de ontem, e foi com enorme surpresa que recebeu a notícia. Segundo ele, todos ficaram chocados com a morte não só do companheiro de farda, mas de um amigo.

Ademilson complementou sua fala dizendo que durante todo o tempo de convivência com o comandado nunca notou nada diferente em seu comportamento,  que pudesse levar o mesmo a tomar tal atitude. "Sempre observei o comprometimento profissional do militar, que era exemplar", frisou. 

Salientou ainda que todos podem cometer erros, lamentando que "Sérgio sempre tão centrado no serviço, um excelente profissional fez o que fez tirando sua própria vida”.

PRESSÃO - Indagado sobre a pressão em fazer parte de um grupo de elite da polícia como o BEPI, o capitão disse não haver tal pressão, “pois os militares trabalham na unidade que gostam de trabalhar, que cada um tem seu perfil, e que o sargento Sérgio sempre buscou o melhor na sua função”.

O comandante do Batalhão Especializado, tenente-coronel Jamerson,  comentou que o sargento Sérgio era muito querido pelos seus colegas de farda e que estava na unidade militar desde 1998, quando esta ainda era chamada de CIOSAC.

Segundo o comandante, o sargento era uma pessoa amiga de todos, expansiva, divertida, que infelizmente não entende o que se passa na mente humana para cometer tal ato, que só causa pesar não só na família, como em toda família da Polícia Militar

DEDICAÇÃO - O militar destacou ainda a dedicação e o zelo extremo com a profissão,  que Sérgio Alves sempre teve. O tenente-coronel Jamerson afirmou que não existe pressão em militares em um grupamento de elite da PM como o que comanda, que, pelo contrário, os seus treinamentos os deixam mais fortes para as situações diárias. "A fatalidade ocorrida com meu comandado é um mal que atinge toda sociedade e não só militares", ressaltou.


Sérgio Alves das Neves era primeiro sargento, estava na Polícia Militar de Pernambuco há 28 anos, tendo começado a carreira como soldado.

"Sérgio do padre", como era conhecido em Capoeiras, deixa viúva e três filhos, além de sua mãe, Durvalina, o irmão Selmo e a irmã Maria José, esta secretária da paróquia de Capoeiras. A todos os seus familiares a nossa solidariedade. Que Deus conforte a todos.

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