quarta-feira, 20 de abril de 2016

JOGO DO BICHO TEM CONCORRÊNCIA DIGITAL

Por Junior Almeida

O famoso jogo do bicho foi inventado em 1892 pelo barão João Batista Viana Drummond, o mesmo que fundou o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro , no Bairro de Vila Isabel.  Para estimular as vendas, os comerciantes que enfrentavam a crise naquela época,  instituíram sorteios de brindes,  e querendo aumentar a freqüência popular ao zoológico, o barão decidiu estipular um prêmio em dinheiro ao portador do bilhete de entrada que tivesse a figura do animal do dia, o qual era escolhido entre os 25 animais do zoológico e passava o dia inteiro encoberto com um pano. O pano somente era retirado no final do dia, revelando o animal do dia. Posteriormente, os animais foram associados a séries numéricas da loteria e o jogo passou a ser praticado largamente fora do zoológico, a ponto de transformar a então capital da república na "capital do jogo do bicho".


Mais de um século depois e o jogo do bicho continua firme e forte nas ruas das principais cidades do Brasil, mesmo sendo considerado uma contravenção pelas leis brasileiras. Em algumas bancas de bicho mais modernas, principalmente nas cidades maiores, a tecnologia já ajuda as pessoas que vendem as apostas, os chamados cambistas, que utilizam além do velho talão de papel com carbono, uma maquininha dessas de cartão de crédito, para fazer as apostas online.

Agora uma nova modalidade de jogo está ganhando força em toda região, as apostas em jogos de futebol. Em um modelo semelhante ao site internacional de apostas Sportingbet, em que o apostador precisa depositar para apostar em várias modalidades esportivas. Nos pontos de apostas de futebol, em toda região o apostador joga um mínimo de 5 reais e ganha de acordo com a cotação de cada jogo. As cotações são feitas por um aplicativo instalado em tablets (foto)que ficam nos pontos de venda das apostas. Quem arrisca seus palpites nos jogos pode optar pelo time da casa, um empate, uma zebra, ou mesmo se determinado jogo vai ou não ter gols. 

Que vende os bilhetes, que são impressos em um equipamento fornecido pelo banqueiro, que também paga as bobinas de papel e até a internet, diz que não tem do que reclamar, pois o movimento de apostadores é muito bom, deixando um lucro razoável. Quem também tem o que comemorar, são apostadores que cravaram alguns resultados. Em uma cidade da região, apenas três deles ganharam juntos mais de 10 mil reais apostando nas ditas zebras. 

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