ÁLVARO CRITICA INCITAMENTO À VIOLÊNCIA

As ameaças de invasão a propriedades e a gabinetes de parlamentares federais feitas por representantes de trabalhadores rurais e do Movimento do Sem Terra foram rechaçadas pelo deputado estadual Álvaro Porto (PSD) na tarde desta segunda-feira (04.04). Em discurso na Assembleia Legislativa, o deputado condenou a utilização do Palácio do Planalto como palco para incitação à violência e o endosso da presidente Dilma Rousseff às declarações.
“A que pontos chegamos? Como pode a sede do Executivo ser transformada em palanque para incitar a violência e a desordem? Como pode a presidente aplaudir declarações desse tipo com a maior naturalidade?”, indagou. Na última sexta-feira (01.04), durante cerimônia de assinatura de decretos de desapropriação de imóveis rurais para a reforma agrária, representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do MST aproveitaram seus discursos para declararem apoio à permanência da presidente no cargo e ameaçaram ocupar propriedades e gabinetes de deputados federais.

Na tribuna, Álvaro destacou não ser contra à mobilização das organizações sociais como o MST.  Lembrou, inclusive, que quando prefeito de Canhotinho, o município estabeleceu parcerias com o movimento, o que resultou na disponibilização de aração, assistência técnica para assentamentos e melhoria no abastecimento de água. Porém, salientou ser reprovável a violência propagada e mais ainda o apoio do Governo Federal a este tipo de conduta.

“Isso não tem justificativa, não condiz com o papel da Presidência da República”, frisou, acrescentando que a cada dia fica mais claro que a presidente está acuada e que, por isso mesmo, tenta se valer de toda sorte de apoios para se manter no cargo. “Agora volta a afagar os movimentos sociais que foram totalmente esquecidos pelo seu governo”.

De acordo com o deputado, é inadmissível que, depois de jogar o país num caos político e econômico e continuar a negociar cargos para ganhar fôlego em Brasília, o governo do PT aplauda e endosse ilegalidades. “Ao invés de ser conivente com atitudes dessa natureza, a presidente deveria estar agindo para coibi-las. Os brasileiros não suportam mais o clima de guerra que se instalou entre os que defendem e o que são contra o impeachment. O deputado fez um apelo para que o protesto contra a violência seja multiplicado. “Caso contrário, estaremos permitindo a abertura de um precedente que pode originar danos imprevisíveis ao país”, disse.


APARTES - O discurso foi aparteado pelos deputados Antônio Morais (PSDB), Diogo Morais (PSB) e Clodoaldo Magalhães (PSB), que condenaram o destempero dos representantes dos movimentos sociais, assim como os aplausos da presidente da República às falas que incitaram a violência. Edilson Silva (PSOL), que discursou a seguir, aproveitou o seu tempo na tribuna para voltar ao tema e também rechaçou o incentivo às invasões de propriedades. O debate então derivou para a legalidade do impeachment. (Da Assessoria do deputado Álvaro Porto).

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