Artigo de Tadeu Alencar publicado no Diário de Pernambuco:
Provocado
pelo meu partido, o Partido Socialista Brasileiro, nenhuma outra razão me move
na política senão servir a Pernambuco e ao Brasil, num momento em que se vive
uma grave crise de legitimidade, padecendo as instituições políticas da
desconfiança popular. A julgar pelo descrédito a que a atividade política está
ora submetida e pelo desencanto expresso pela sociedade, com razoável dose de
irritação, não haveriamotivação sufi- ciente a animar este propósito. Afinal, há uma
nociva e injusta generalização que termina por afastar muitos daqueles
vocacionados para a vida pública.
Nada
obstante, é precisamente o estado de inegável degradação dos costumes na vida pública brasileira, que
impõe aos partidos com ideário transformador e à própria sociedade, a responsabilidade
de promover um amplo debate sobre os rumos do Brasil. A eleição de 2014 é
momento oportuno para isso, já que em 2010, na eleição presidencial, ficamos
presos a questões periféricas, desperdiçando a oportunidade de discutir e
aprofundar projetos que poderiam nos levar à tão sonhada prosperidade econômica
e social.
Temos convicção de que o legado deixado em Pernambuco pelo Governo
Eduardo Campos, nos últimos sete anos de gestão, assegura que não vamos ficar,
em âmbito nacional, remoendo questões – por mais relevantes – que não sejam as
que interessam ao povo: o modelo de desenvolvimento, com
sustentabilidade ambiental e social, a efetividade das políticas públicas em
áreas estratégicas, como a educação e a saúde, as novas tecnologias e a
inovação, a questão energética, a modernização do aparelho de Estado, que se
deve abrir à cidadania e aprofundar a meritocracia, a transparência e o
controle social.
Os dois
últimos governos em Pernambuco nos animam essa confiança. O que disseram
as ruas – há quase um ano – com a poderosa energia que emana da sociedade
quando se organiza, foi que a população cansou de governos que lhe viram as
costas, que governam para si, de olhos fechados, dissociados do sentimento
popular, gravemente feri- dos por ausência de legitimação. Não há mais espaço
para os que não sejam essencialmente democráticos, fidelizados a compromissos
programáticos, valores, permeáveis a ouvir e se comportar nos limites do
mandato que receberam.
Do mesmo
modo, não convive com os tempos que correm – em que uma nova plataforma de
comunicação potencializa a ação crítica da cidadania, com velocidade instantânea – governos que não ofertem respostas efetivas às de-
mandas que um País pobre, desigual, secularmente excludente, acumulou em sua
história de privilégios e de anacrônico patrimonialismo. Governos democráticos
e efetivos é o que clama o entusiasmo e a irritação popular, que continua
latente e pode, a qualquer instante, irromper numa cascata de irrefreáveis
insatisfações. Profunda é a crise que se abate sobre o Brasil.
A
inflação dá sinais de recrudesci- mento, o crescimento é pífio, a gestão pública mostrou-se convencional, sem marcas de relevo e, em alguns casos, desastrosa, como se
deu no caso da Petrobras. Na política, ao invés de atentar aos sinais dos novos tempos ancorou-se o Poder Central nas forças conservadoras que
manietam a vocação do Brasil para expandir as suas inúmeras potencialidades.
Por isso que é indispensável a reflexão a ser feita neste ano de 2014 e a
participação de quadros políticas que encarem a vida pública exclusivamente
como oportunidade de servir.
Filio-me
à melhor tradição da política pernambucana que sempre se comportou de modo
altivo e comespírito público, democrático e republicano, com os olhos atentos
aos que mais precisam da ação dos governos. Isto para contribuir em melhorar a
política e, claro, melhorando a política, melhorar o futuro de Pernambuco e do Brasil.
*Tadeu Alencar é Procurador da Fazenda Nacional e ex-Secretário da Casa Civil do Governo de Pernambuco. Teve seu nome cotado para ser o candidato do PSB à sucessão estadual, mas o escolhido foi Paulo Câmara. Tadeu é pré-candidato a deputado federal.

Hoje o crescimento é pífio porque os nossos políticos de Brasília (Deputados Federais) em 2010 resolveram criar a ISONOMIA SALARIAL de todas as classes de políticos do Brasil e não levaram em conta a grande CRISE Internacional que levou os Estados Unidos da América a tomar emprestado ao mundo 4 trilhões de dólares para não quebrar assim que o Presidente Barack Russein Obama assumiu em 2009.
ResponderExcluirEntregaram o País emborcado e no fundo do poço e disseram assim: toma Dilma e vai lá e governa essa nação e quero ver tua competência.
Pernambuco recebeu grandes investimentos dos Governos Lula e Dilma e o maior pecado cometido pelo PSB foi não ter tido a coragem de administrar a crise dentro da Prefeitura do Recife com João da Costa.Preferiram sim, todos ,brigarem feito menino de crioulo doido.
Ficar a vida batendo no governo do Lula e Dilma é dá um tiro no próprio pé.Esse é o motivo do candidato do governo não crescer nas pesquisas eleitorais.As bases foram destruídas em 2012 e essa gente está do lá de lá.
O seu comentário é tão verdadeiro que hoje o João da Costa apoia o PT.E os prefeitos estão sem aquela coragem de se expor ao eleitorado para não contrariar sua base que desde 2002 tem feito campanhas fortes para o Lula e a Dilma.Além do mais somos nordestinos e o ministro que vinha fazendo uma grande trabalho ao lado da Dilma trabalha contra e rema contra a maré.
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