Em Petrolina o prefeito Júlio Lossio,
do PMDB, reduziu de 23 para 9 o número de secretarias municipais. Segundo o
gestor o novo organograma não implicará em demissões e a equipe enxuta irá
agilizar ainda mais os trabalhos junto à população.
Após a mudança a cidade sertaneja terá
as seguintes secretarias: Planejamento,
Governo, Fazenda, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Educação,
Saúde, Cidadania, e Infraestrutura.
A medida merece elogios, mas chama atenção a falta de
preocupação dos governantes com a Cultura. Em Petrolina a secretaria da área
acabou. Ficam duas pastas de Desenvolvimento (para o assistencialismo, é claro)
e nenhuma para dinamizar as atividades de artesãos, poetas, cantores, atores,
repentistas, cordelistas, escritores, músicos, integrantes de grupos de reisado
ou dança de coco e todo morador da cidade que promova os bens culturais.
É histórico o descaso do Brasil com o setor cultural.
Tivemos avanços tímidos com Fernando Henrique e Lula, porém nos municípios essa
área fica sempre no terceiro ou quarto plano, enquanto as massas vão ficando
cada vez mais alienadas e burras.
Não existe Educação, Consciência Política e Cidadania
Plena sem o mínimo de cultura, entendido como um conjunto de conhecimentos que
elevam a condição do homem, diferenciando-o dos bárbaros ou dos animais.
O prefeito de Petrolina é médico. Mas pelo que parece
não é muito diferente de muitos políticos não doutores que acham irrelevante o
investimento na Cultura.
E o povo que se alimente de Cavaleiros do Forró, Saia
Rodada, Calypso e outras bandas piores. Com shows em que se faz a apologia da
mulher objeto, de bebidas alcoólicas e da ignorância.
É só pão e circo mesmo. Shakespeare é coisa para a Grécia
antiga.

Esse prefeito é um exemplo a ser seguido! Esses cabides de pucha-sacos tem que ser exterminados mesmo.
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