quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

SÍTIO CASTAINHO TEM SUA PRIMEIRA ADVOGADA

Edivane Lopes, do Sítio Castainho, a pouco mais de seis quilômetros do centro de Garanhuns, é a primeira negra quilombola do município a concluir o curso de Direito na cidade. A alegria é não somente da futura advogada, mas também da sua família e todos que vivem na comunidade, localizada fora da zona urbana. A comemoração se estende à direção da AESGA, aos professores e colegas da jovem, um exemplo de superação.

Para a presidenta da Autarquia Municipal, Giane Lira, é uma honra para a instituição ter dado a Edivane a oportunidade de realizar o seu sonho. "Faço questão de parabenizar a advogada por ter conquistado seus ideais, superando todas as dificuldades, que certamente não foram poucas. Pra mim ela é um modelo de força e perseverança", destacou a dirigente da AESGA.

A responsável pela Coordenadoria da Mulher em Garanhuns, professora Eliane Simões, também ressaltou a importância da representante dos quilombolas ter concluído o curso de Direito. "No Brasil uma mulher negra e residente numa comunidade quilombola alcançar este sonho não é muito fácil", comentou, destacando o fato inclusive em sua página do Facebook.

Eliane, juntamente com o professor José Maria Leitão e o juiz Márcio Sá Barreto orientaram os trabalhos acadêmicos da estudante, agora Bacharela em Direito.

Segundo a Assessoria de Imprensa da AESGA, Edivane Lopes é a primeira quilombola do Nordeste e a segunda do Brasil a obter o diploma do concorrido curso na área jurídica.

2 comentários:

  1. Parabéns mais Infelismente qualquer pobre nesse país é discrimanado,independente de cor,raça,religião!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Acompanhei a trajetória de Edivane Lopes, desde a sua chegada na AESGA. Sempre ressaltamos a importância, professor José Maria e eu,para Garanhuns , de ter a segunda Quilombola brasileira e negra( sim, temos quilombolas que foram "embranquecendo" ao longo dos anos) cursando Direito. É realmente um momento ímpar, não só para o Castainho, mas para todos os remanescentes dos quilombos. Edivane colocou em sua apresentação a frase de Makota: "Não sou descendente de escravos. Sou descendente de seres humanos, que foram escravizados".Muito bom.

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