SEBRAE

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sábado, 20 de outubro de 2012

O CRIME COMO PRODUTO DA IGNORÂNCIA

O número de homicídios em Caruaru caiu 12% em 2012,  em relação ao ano passado. Mesmo assim até o final de setembro 99 pessoas já tinham sido assassinadas. Em Garanhuns devemos ter até agora perto da metade desse total da Capital do Agreste. Matar no Brasil, nas cidades pequenas, médias e grandes é quase um ato banal. A vida humana vale muito pouco. Homens e mulheres são despachados como se fossem insetos, sem que os responsáveis pelos crimes se preocupem com as leis dos homens nem os ensinamentos cristãos.

Tudo isso ocorre por conta da impunidade, das desigualdades sociais e principalmente por causa da ignorância. Pessoas sem cultura e sem educação muitas vezes se comportam como bichos.

Na Europa, em qualquer cidade do porte de Garanhuns ou Caruaru o número de homicídios é perto de zero. Quando acontece um assassinato por lá é um verdadeiro espanto. As pessoas não estão acostumadas, como aqui.

O governo atual do PT se orgulha de ter retirado milhões de pessoas da miséria. Neste caso os políticos estão falando da pobreza, da falta de condições de vida, daqueles que muitas vezes não têm nem o que comer.

É preciso erradicar também a miséria intelectual, a pobreza de espírito.

Homens e mulheres que sabem ler e escrever, que trabalham, frequentam teatro e cinema, apreciam a literatura e a boa música dificilmente tiram a vida dos seus semelhantes.

O crime é um produto do atraso, da barbárie.

Um choque de cultura e educação vale muito mais do que todo o aparato policial existente.

NOTA - Um leitor solicitou a retirada da imagem do Cristo crucificado deste post. Segundo ele Jesus não foi assassinado, mas deu sua vida pela humanidade e não pode ilustrar os homicídios comuns que ocorrem no Brasil. Para evitar discussões religiosas numa matéria de cunho social e policial, concordei com o pedido. Mas acho que a morte do filho de Deus é o maior exemplo de como a ignorância pode levar ao crime.

2 comentários:

  1. Só há uma solução para aliviar essa carnificina: aumentar de 30 milhões para 180 milhoes as pessoa que tem direito ao bolsa esmola.

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  2. Cultura e educação até podem fazer alguma diferença nas relações humanas, mas o respeito e a tolerância são fundamentais para a redução da violência, e isso se aprende em casa, com a família. Conheço muita gente que mal conhece as letras ou assina o nome,e outras tantas que nem isso sabem, mas que são incapazes de levantar a voz para alguém ou cometer um ato físico de violência contra qualquer ser vivo. São pessoas que tiveram uma vida em família quando crianças e jovens,orientadas para ver o outro como a si próprios, a respeitar a si e aos outros. A família, a base para a formação do caráter , infelizmente está cada vez mais ausente na educação. Lembro do meu pai nos dizendo, sempre que fazíamos algo que pudesse prejudicar ou ofender alguém, que "o seu direito acaba quando começa o do outro", e isso me guia até hoje. Faltam limites, bons conselhos, repressão às agressões verbais; faltam autoridade, paciência e amor dos pais. As crianças e jovens de hoje possuem um vocabulário repleto de palavrões e expressões chulas que são falados com a maior naturalidade na escola, nas conversas com colegas e até conosco, professores, como a coisa mais natural do mundo. É raro nas conversas dos jovens em grupos ouvirmos seus nomes pronunciados, porque costumam chamar uns aos outros por palavrões, o que consideram normal. Pode até parecer bobagem tudo isso, mas mostra como o respeito está fora de moda e quando não se respeita não se dá valor. Se não há respeito pelo outro nem por si, a desvalorização das pessoas e da vida gera a violência. Carmen Azevedo

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