quinta-feira, 23 de junho de 2011

DILMA PRESTIGIA FORRÓ EM CARUARU

Embora não tenha o mesmo carisma do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Roussef cumpriu o script direitinho, nesta quarta-feira, 22, em Caruaru. A líder petista deu autógrafo a uma garotinha, ficou uma hora no pátio do forró, jantou com o prefeito Zé Queiroz e o governador Eduardo Campos e visitou o Alto do Moura, recebendo de Severino Vitalino (filho do mestre famoso)  uma peça do artesanato pernambucano. "É um prazer imenso estar aqui. Volto porque essa é uma das festas mais bonitas do Brasil. Também sinto imenso carinho pelo calor do povo. Tenho uma dívida com o povo pernambucano, que me ajudou muito na minha eleição", disse de forma simpática aos pernambucanos a presidenta da República. O governador Eduardo Campos convidou Dilma para vir ao Estado outra vez no segundo semestre, para inaugurar obras do PAC II. (Na foto do JC Online a réplica da casa de Vitalino, onde Dilma recebe peça do artesanato caruaruense).

6 comentários:

  1. A presidenta foi estudanta?

    Existe a palavra: PRESIDENTA?
    Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
    Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná
    Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada na mídia.

    Presidenta???
    Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?

    Bem, vejamos:
    No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

    Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

    Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
    "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

    Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná

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  2. DO PROFESSOR PASQUALE CIPRO NETO, SÃO PAULO - Que têm em comum palavras como “pedinte”, “agente”, “fluente”, “gerente”, “caminhante”, “dirigente” etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação “-nte”, de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis…
    Termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação “-nte”? A de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
    Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o “e” final dá lugar a um “a”. Um desses casos é o de “parenta”, forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer “minha parente” ou “minha parenta”, por exemplo). Outro desses casos é justamente o de “presidenta”: pode-se dizer “a presidente” ou “a presidenta”.
    A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos. Se ela disser que quer ser chamada de “presidenta”, que seja feita a sua vontade -por que não?

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  3. Tanto faz. As duas formas, linguisticamente, são corretas e plenamente aceitáveis.
    A forma PRESIDENTA segue a tendência natural de criarmos a forma feminina com o uso da desinência “a”: menino e menina, árbitro e árbitra, brasileiro e brasileira, elefante e elefanta, pintor e pintora, espanhol e espanhola, português e portuguesa.
    Na língua portuguesa, temos também a opção da forma comum aos dois gêneros: o artista e a artista, o jornalista e a jornalista, o atleta e a atleta, o jovem e a jovem, o estudante e a estudante, o gerente e a gerente, o tenente e a tenente.
    Há palavras que aceitam as duas possibilidades: o chefe e A CHEFE ou o chefe e A CHEFA; o parente e A PARENTE ou o parente e A PARENTA; o presidente e A PRESIDENTE ou o presidente e A PRESIDENTA…
    O problema deixa, portanto, de ser uma dúvida simplista de certo ou errado, e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. No Brasil, é fácil constatar a preferência pela forma comum aos dois gêneros: a parente, a chefe e a presidente. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo.
    É interessante observar também que formas como CHEFA e PARENTA ganharam no português do Brasil uma carga pejorativa.
    É possível, porém, que a nossa Dilma prefira ser chamada de PRESIDENTA seguindo nossa vizinha Cristina, que gosta de chamada na Argentina de LA PRESIDENTA.

    (Professor Sérgio Nogueira, responsável pela Coluna Dicas de Português, no Portal da Globo).

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  4. Esse tema sobre o uso do verbete PRESIDENTA já está muito cansativo. - NÃO são os eliziários, NEM as mirians ritas que vão decidir nada a respeito. - Quem souber ler, consulte os nossos dicionários. Vejam também, e principalmente, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) - da Academia Brasileira de Letras. Lá está PRESIDENTA, para quem quiser ver. 2. Procurem, ainda, no "Diccionario básico de la lengua española (Sociedad General Española de Librería S. A.)! - Também nele vão encontrar o verbete PRESIDENTA. - NÃO é por acaso que a presidenta da Argentina pode ser chamada de PRESIDENTA, igualmente. É porque as línguas de origem latina registram a expressão. Isso NÃO veio ao sabor dos ventos, NEM pelo gosto das mírians e dos eliziários, além de outros que NÃO sabem o que são gramáticas, NEM dicionários. - É ISSO./. - José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

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  5. Chupa essa manga ELIZIÁRIO.

    Esse BICUDO levou uma pisa na eleição para prefeito em CAETÉS(seu candidato era LINDOLFO)e foi morar na selva.

    Vive nos blogs a denegrir e esculhambar com o presidente LULA e agora com a presidenta DILMA.

    Acha que conhece dos fatos e opina sem razão alguma.

    Deveria como professor que é SE PREPARAR primeiro,pois sabe que neste blog o que não falta é gente INFORMADA.

    Ele e seu amigo Hadriel somente dão bola fora.

    Einstein,recife/PE

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  6. A gente não quer só comida...

    Clima legal

    A campanha presidencial do ano passado pareceu deixar uma herança maldita: a interdição de debates sobre temas como a legalização do aborto, o combate à homofobia, o consumo e a venda das drogas, entre outros.

    Apenas pareceu.

    O vigor democrático de nossa sociedade desinterditou tais temas, o que é bom para o Brasil. Debater esses assuntos faz bem. Vale registrar que o STF (Supremo Tribunal Federal) vem dando contribuição expressiva nesse sentido.

    Feitas a redemocratização de 1985 e a Constituição de 1988, a agenda pública brasileira foi dominada por temas econômicos. Havia o dragão da inflação, devidamente domesticado nos governos Itamar e FHC.

    Não faz muito tempo, discutia-se calorosamente se o Bolsa Família era uma iniciativa que estimulava a preguiça do beneficiado. Hoje, no debate público, apenas uns poucos equivocados têm opinião tão demófoba a respeito de um programa que ajudou a tirar milhões da miséria.

    O nascimento de um mercado interno forte, motor da nossa nova classe média, provavelmente a realização humana mais importante do governo Lula, está mudando a cara do Brasil.

    O país tem enormes carência sociais. Seria estúpido tapar sol com a peneira. É preciso melhorar a saúde e a educação, serviços públicos que penalizam os mais pobres. Mas esse mesmo país, terra ainda em transe, abriu espaço para uma agenda de nação plenamente desenvolvida.

    O STF disse que é legal a união civil entre homossexuais. E está enquadrando as instâncias do Judiciário que se rendem àquele obscurantismo religioso da época em que Dilma Rousseff e José Serra disputaram o Palácio do Planalto.

    O mesmo Supremo proibiu as cacetadas dos policiais nas marchas pela legalização da maconha. É legal debater a descriminalização e a comercialização dessa droga.

    Há um embate democrático sobre a criminalização da homofobia, no qual devem ser respeitados todos os pontos de vista --os progressistas e os conservadores.

    Tema mais delicado, no qual há argumentos relevantes sob as diversas óticas, a ampliação do direito ao aborto talvez possa voltar a ser debatida em termos completamente diferentes daqueles da eleição presidencial.

    A sociedade não aceita o sigilo eterno de documentos oficiais. E o Senado, revela a Folha, parece concordar.

    Um novo Código Florestal rende discussões apaixonadas entre ruralistas e ambientalistas, com o destaque na imprensa que a questão merece.

    Temos até uma nova campanha pelo desarmamento.

    Em resumo, há um clima legal no Brasil. Um clima que contribui para que construamos uma nação menos conservadora, mais democrática, mais tolerante e um pouquinho progressista.SÍLVIO MEIRA?LAJEDO

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