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sábado, 29 de janeiro de 2011

FILMES INESQUECÍVEIS - 40º

ADORÁVEL PROFESSOR

A sala de aula, colégios, a figura do professor e professoras já renderam filmes excepcionais. Um deles é Ao Mestre com Carinho, tendo como ator principal o ator negro Sidney Poitier, de 1967. É um clássico. Lembro ainda de Conrak, com Jon Voight (pai de Angelina Jolie), de 69. Dos mais recentes gostei de O Sorriso da Mona Lisa, com a talentosa Julia Roberts. Foi lançado em 2003, tem semelhanças com Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, porém este último é muito melhor. Talvez seja o mais completo dos relacionados com a educação.

Existem muitos outros trabalhos nesta linha, claro, mas o objetivo aqui é comentar apenas um deles, O Adorável Professor,de 1995, tendo como personagem principal Glen Holland, interpretado de forma soberba por Richard Dreyfuss. A direção é de Stephen Herec.

Na verdade este longa é praticamente perfeito e permite várias leituras. Holland é um músico, um compositor, que sem conseguir sobreviver do seu talento passa a dar aulas numa escola pública americana. No começo o profissional reluta em exercer essa atividade, pois seu desejo mesmo era conseguir êxito como artista.

O compositor, no entanto, termina por se apegar à escola e aos jovens a quem leciona. Termina se consagrando como o professor mais querido do educandário, conquistando diferentes gerações, pessoas que terminam se dando bem na vida graças a sua influência positiva.

Glen é casado e tem um filho surdo. Durante muito tempo a sua relação com o filho e a própria esposa é complicada, passa por turbulências. A dedicação e a paciência demonstradas na escola não são as mesmas em casa.

Uma das alunas de Holland, bastante jovem, se vê apaixonada pelo mestre. Este a incentiva a seguir a carreira de cantora, percebendo a vocação da mocinha e ela quando decide ir para Nova Iorque, em busca do seu sonho, convida o professor a acompanhá-la.

O músico, porém, tem bom senso. Percebe que a relação não teria futuro devido a grande diferença de idade e, além disso, ama a esposa, sabe disso.

O filme tem um lado família muito forte. O conflito do casal, o drama por conta da deficiência do filho, as dificuldades, até se chegar ao entendimento.

É um trabalho profundamente pedagógico e também ressalta a importância da música e das artes na vida das pessoas.

Mostra que mesmo nos países desenvolvidos, como são os Estados Unidos, na hora de cortar o setor cultural é sempre o primeiro a ser atingido. As ciências, a tecnologia, a matemática, a economia, estão em primeiro lugar.

Já próximo ao final, com a escola em dificuldades, o diretor anuncia a intenção de acabar com os cursos de música e teatro. Um trabalho de 30 anos descartado sem muita discussão, sem uma compensação a quem tanto fez durante boa parte da vida.

Holland, já ficando velho, triste, não sabe o que o espera. Aí entra em cena a esposa, o filho já homem feito e tendo sucesso na vida, superando a deficiência, e muitos amigos e amigas, pessoas que eram gratas ao professor.

Numa cena que lembra um pouco o brilhante “A Felicidade não se Compra”, já abordado nesta série (assim como Sociedade dos Poetas Mortos), acontece um verdadeiro mutirão, uma grande corrente de solidariedade que vai emocionar o músico e os espectadores deste filme.

Adorável Professor é uma aula, uma lição de vida, uma sinfonia, um belo quadro pintado por um artista plástico de muito talento, um produto da sétima arte da melhor qualidade. Dreyffus, como Robin William em “Sociedade dos Poetas Mortos”, é inesquecível. 

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