segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O CRESCIMENTO DE CAETÉS

Entre Capoeiras e Caetés sempre houve grande rivalidade. Quando os times das duas cidades jogavam quase sempre saía briga. Até 1963 a terra do presidente Lula era um distrito de Garanhuns, enquanto sua vizinha pertencia a São Bento do Una. Os dois municípios se emanciparam na mesma época. 

Capoeiras passou a crescer num ritmo maior e logo se tornou pelo menos duas vezes o tamanho da outra, em termos de zona urbana. Quando criaram a Comarca, foi instalado o fórum na primeira para servir as duas. Fizeram a barragem do Gurjão e a segunda teve novamente de pegar carona na outra cidade. Ainda hoje os caeteenses precisam do Banco do Brasil capoeirense para guardar seu dinheirinho. A feira de Capoeiras, nas sextas-feiras, é dez vezes maior do que a de Caetés, nas segundas. 

Mesmo assim,  a localização estratégica, as boas terras do Agreste e maiores investimentos públicos nesta década que termina, possibilitaram que o ex-distrito de Garanhuns desse um salto. Deve estar duas ou três vezes maior do que o seu vizinho e rival, passou de muito Paranatama, Brejão e São João, também ex-distritos. 

Passo sempre na estrada e fico admirado com a visão da pequena vila que se tornou tão grande. Hoje, com um pouco de tempo que me sobrou, saí de carro conhecendo as partes novas da cidade. De um lado e outro do asfalto. Caetés cresceu mesmo. Acredito que atualmente é a maior dentre as cidades consideradas pequenas do Agreste Meridional. 

Precisa, contudo, de maior atenção por parte dos administradores. Cuidaram do visual, fizeram belas praças, porém o IDH do município é um dos menores da região e do Estado. Significa que precisa melhorar na educação, na saúde, no social. Crescer não significa necessariamente desenvolver. Caetés, a "terra do presidente", como tantos falam com orgulho, precisa ser grande buscando qualidade de vida, justiça social e gerando oportunidades para todos os seus filhos. 

Quanto a Capoeiras, está saindo da estagnação dos últimos oito anos e graças uma administração que se preocupa com a infra-estrutura e não com o assistencialismo mais arraigado, está tendo sua chance agora, principalmente graças ao asfalto que a ligará a São Bento do Una. Ficará mais perto de outros centros e quem sabe no futuro poderá crescer no mesmo ritmo de Caetés.

2 comentários:

  1. Gostei tanto das análises feitas sobre estes dois municípios de nossa região que resolvi publicá-las na A GAZETA DIGITAL. Este comentário é feito para os dois blogs que sempre acompanho: Roberto Almeida e Rafael Brasil. A publicação, o fiz sem a devida permissão prévia, mas se algum dos Blogs ficar irritado com isto é só pedir que retirarei.

    Não quero me tornar a nova Lucinha Peixoto em termos de “prolixidade” no blog dos outros, mas, não posso deixar de notar que o fenômeno da miséria encoberta pelos programas sociais, ainda vai ser motivo de muitos estudos. Eu sempre duvidei de programas sociais do tipo quanto maior melhor. Hoje o grau de sucesso dos programas sociais está sendo medido pelo número de pessoas que neles estão. Quando este sucesso significará que estes números sejam reduzidos? Talvez, isto seja uma tarefa para a Super Dilma.

    Zé Carlos (A Gazeta Digital)

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  2. isso acontece tambem em relaçao a sao bento do una e lagedo representa a migraçao do campo para cidade nos municipios de pecuaria caaso capoeiras e sao bento as propriedades sao leiteiras e maiores fixando o homem no campo nos municipos chamados de agreste prevaalece a monocultura da mandioca sao areas pequenas uma atividade sanzonal que permite morar na cidade nao sei se esse crscimento e bom para o municipio que tem que investir muto em serviços publicos garanhuns se fizesse realmente as 5 mil casas peometidas e cada casa tivesse 4 moradores voce teria uma populao de 20 mil habitantes ou seja um munucipio dentro de outra sem infraestrutura e emprego

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