quinta-feira, 17 de junho de 2010

LENINE E FERNANDA MONTENEGRO - DUAS COISAS BOAS EM PASSIONE

O tempo passa e Fernanda Montenegro fica cada vez melhor


O Festival de Inverno e a Copa do Mundo têm dominado os assuntos do blog e não poderia ser diferente. O Brasil inteiro se liga nos jogos da seleção e observa os adversários. E Garanhuns e Pernambuco aguardam com ansiedade mais uma edição do FIG. Mas é preciso diversificar e enquanto não chega o final de semana, com mais uma postagem de um filme inesquecível e um grande nome da MPB, poderemos nos distrair com amenidades.

Chove e faz frio e se você não está debaixo dos lençóis e preferiu vir olhar as novidades na internet, podemos juntos avaliar ligeiramente como estão as novelas globais. Confesso que ando ruim para ver os folhetins da telinha, ou eles estão tão fracos que não me despertam a menor vontade. Sei que às 18h tem mais uma história espírita, minhas filhas pequenas gostam, mas eu nunca consegui ver um capítulo. A outra, que vem na sequência, é um desastre completo e até o António Fagundes naufragou junto. Resta a trama das 21h, com um roteiro mais interessante, uma ponte entre o Brasil e a Itália e um elenco de primeira.

Fernanda Montenegro, que já deve ter chegado aos 80 anos, está simplesmente divina. Não precisa de teatro para mostrar todo o seu talento. Na televisão mesmo, que limita tanto, ela brilha. E pelo menos de vez em quando, só para ver a melhor atriz brasileira em cena vale a pena assistir Passione. O Tony Ramos também é um bom ator, o que mais evoluiu da velha geração (O Fagundes sempre foi excelente, Francisco Couco é muito ruim e Tarcísio Meira igualmente deixa a desejar). A Mariana Ximenes é mais charme, embora não comprometa diante das câmeras. Carolina Dieckmann, apesar de não estar tão bonita quanto em outros tempo, é sempre competente, convence, embora passe a impressão de ser muito chata como pessoa. E tem outras duas grandes atrizes, que se não se igualam a Fernanda, chegam perto: a Araci Balabanian e Irene Ravache.

O Bruno Gagliasso, que pegou fama fazendo papel de esquizofrênico numa outra novela, está se repetindo, parece não ser tão talentoso como andaram pregando. Bem, tá ficando muito longo, resta escrever que tem um time de personagens insignificantes, uma cenas pretensamente engraçadas que só fazem rir um idiota e só...? Não, temos de registrar a bela abertura, as criações sempre legais de Hans Donner e principalmente a música de Lenine. É ele mesmo que compôs e canta a belíssima "Aquilo que dá no coração".

O artista pernambucano é só elogios a novela da TV Globo: "O convite partiu da Denise Saraceni (diretora da novela). Ela é minha amiga e temos uma parceria que vem de muito tempo. Já ao ler a sinopse eu percebi que a trama é maravilhosa. Depois tomei conhecimento do elenco envolvido e vi a magnitude da coisa. Mas para compor tive que esquecer tudo isso e realmente fazer uma canção que sintetizasse o tema central da novela, que é a paixão e o que decorre dessa paixão", revelou o músico.

O ponto mais fraco de Passione é o Reynaldo Gianecchini. Muitas meninas e mulheres acham o ator (?) bonito, suspiram na frente do cara. Só que ele como ator é tão fraco que quebra o ritmo da história. Perto de Mariana Ximens leva um banho e junto de Fernanda Montenegro dá até pena.

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