quarta-feira, 19 de maio de 2010

O ACORDO DE LULA NO IRÃ

O senador Cristovam Buarque, que faz oposição a Lula, reconheceu como "um marco" o acordo que o presidente do Brasil conseguiu com Irã. Muita gente boa também reconheceu a importância do gesto praticado pelo líder brasileiro. Mas não precisamos de analistas de fora para avaliar essa questão. O nosso Alexandre Marinho deu o recado direitinho em seu blog. O que é bom a gente tem mais é de sair multiplicando por aí.

O BRASIL TÁ CERTO...

Einstein costumava dizer que não é possível encontrar a solução para um problema com o mesmo padrão de pensamento em que a pessoa estava quando o problema foi criado.

Ele também dizia que insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

Pois bem, é isso que o Conselho de Segurança das Nações Unidas, liderado pelos EUA, costuma fazer desde o término da Segunda Guerra Mundial. Impor a política do cassetete, da força, do absurdo.

E até o Obama e a Hillary Clinton, pessoas em quem depositávamos tantas esperanças, continuam a mesma política do antecessor. Em que mudou a política externa deles, se comparada com a de Bush? Em absolutamente nada. Continuam defensores dos interesses das indústrias armamentista e petrolífera americanas que dão empregos a milhares de compatriotas e bancam suas campanhas. Por trás da tão propalada "guerra contra o terror", o que existe (na prática) é um terrorismo às avessas.

Tá certo que o tal do Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, é um louco. Provocou as superpotências até onde não podia mais. A cada dia ele ameaçava o mundo com suas atitudes grotescas. Mas, o que os EUA querem é criar mais um pólo de confronto inconsequente, a exemplo do Afeganistão e do Iraque. Criar um inimigo, pra vender seus serviços de polícia do mundo.

E no meio disso tudo, a política externa brasileira está certa. Menos pelos resultados obtidos e mais pela ousadia de tentar novas alternativas para questões que não são resolvidas há décadas; por tentar mostrar ao mundo que este planeta não se resume à Europa e aos Estados Unidos, mas é composto por 200 países que também precisam ser ouvidos e fazer parte das tomadas de decisões.

O Governo Lula acerta simplesmente por buscar o novo, por chacoalhar o mundo e mostrar a todos que é possível construir uma política internacional diferente, assentada no diálogo e não na força. Taí a prova que hoje o G-20, que tem o Brasil como principal articulador, é mais importante para o mundo do que a panelinha do G-7 ou G-8.

A questão é que não interessa aos EUA ter o Brasil como líder das negociações pela paz no mundo. Isso é desmoralizante para eles. Isso coloca "as bundas" do Obama e da Hillary de fora, e é por isso que em nenhum momento eles torceram por uma solução negociada. Preferem as sanções. Como pode um semi-analfabeto que saiu lá das brenhas do interior nordestino, de uma hora pra outra, tomar conta de um espaço que sempre lhes pertenceu?

Ainda que encontremos equívocos na política externa brasileira, é inegável que o nosso país está no caminho certo, simplesmente porque está se fazendo ouvir, e nunca, em nenhum outro momento de nossa história, ocupou um papel de tanto destaque no cenário internacional.

E cá pra nós, não espalhem pra mais niguém: Lula e Celso Amorim já perceberam que na política internacional, vez por outra, estes gestos alegóricos dão muito mais resultado do que a bem comportadinha política do Itamaraty.

Parabéns aos dois!

Só falta agora o Lulinha estirar a língua igual ao Einstein... Pra escrachar com esses poderosos idiotas do Conselho de Segurança da ONU e também com a grande imprensa do Rio e São Paulo, liderados pela Globo e pela Revista Veja, que sofre de TPM toda vez que o Lulinha brilha e estremece o mundo...kkkk

E agora que a Dilma ultrapassou o Serra nas pesquisas... MEU DEUS DO CÉU... Vocês já notaram que tudo que Lula faz, pra eles tá errado? Já o ídolo deles, José Serra, não erra nunca! É perfeito.

Já imaginaram o Lula numa foto como aquela do Einstein? Com meio palmo de língua de fora e o cabelo assanhado? kkkkkkkkkkk (Por Alexandre Marinho).

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