Governo de Pernambuco

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PREFEITO E VICE-PREFEITA DE ÁGUAS BELAS SÃO INVESTIGADOS POR ABUSO DE PODER ECONÔMICO


A eleição do ano passado, em Águas Belas, pode ainda não ter tido um resultado definitivo. 

É que o promotor da cidade, Eduardo Pimentel de Vasconcelos, entrou com uma representação contra o prefeito e a vice-prefeita eleita do município, Luiz Aroldo e Eniale Bezerra, por abuso de poder político e econômico,  com captação ilícita de votos no dia da eleição.

O processo envolve, além do prefeito e da vice, pelo menos um vereador e dois empresários apontados como proprietários do posto de combustíveis Oásis, conhecido como Birundão, localizado na zona urbana e que tem contrato com o município desde 2017.  

Através desse estabelecimento, teria sido feita distribuição de combustíveis de forma atípica no dia 14 de novembro, véspera da eleição. 

A distribuição de vales de gasolina aconteceu no meio da rua e mesmo durante um ritual religioso chamado Ouricuri, praticado pelos índios fulni-ôs, que moram numa aldeia em Águas Belas. 

Investigação do Ministério Público com o gasto de combustíveis,  pela prefeitura de Águas Belas, checou que os municípios de Buíque, São Bento do Una e Bom Conselho, com populações maiores, gastaram menos até R$ 6 milhões, em relação ao município governado pelo PT do prefeito Luiz Aroldo. 

De acordo com o promotor, a ligação do gestor do município de Águas Belas com os donos do posto Oásis foi tornada pública pelo próprio prefeito, em postagem feita pelo Facebook, em setembro de 2020. 

Numa foto publicada na rede social, o petista aparece fazendo agradecimentos ao dono fictício do posto de gasolina,  Aureliano Ribeiro e ao real proprietário do estabelecimento, Cícero Almir.

Na ação do Ministério Público, consta que Almir participava de eventos da prefeitura de Águas Belas desde janeiro de 2019, quando compareceu a um evento de posse de um secretário municipal. 

"A difusão de tais notas na cidade foi tão grande que as pessoas as recebiam no meio da rua. José Irandí da Silva, um agricultor de aspecto humilde, ouvido pelo Ministério Público, disse que, naquele dia 14/11/2020, à tarde, estava em sua motocicleta, quando parou no semáforo de Águas Belas, no centro, e uma pessoa vestida de vermelho lhe ofereceu a nota no 42892", diz um trecho da representação assinada pelo promotor. 

Num outro trecho do documento enviado à Justiça pelo representante do Ministério Público, ele cita a jurisprudência no TRE com relação a abuso de poder político, citando que a compra de um único voto durante o processo político pode levar a punição dos envolvidos.

A bronca é pesada pra cima do prefeito de Águas Belas e sua vice. À ação do promotor foram anexados depoimentos, fotos, vídeos e notas fiscais da venda de combustíveis pelo posto de gasolina citada.

Representação será julgada pelo juiz e caso seja acatada poderá dar em cassação dos mandatos do prefeito e vice-prefeita eleitos. 

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