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sábado, 14 de setembro de 2019

KIRK DOUGLAS - LENDA VIVA DO CINEMA AMERICANO


Por Altamir Pinheiro

Já costuma dizer o CINÉFILO  George Batista que, “A cinefilia é uma espécie de confraria onde nem todos se conhecem, mas todos têm um ideal em comum”. Pois bem, no meu caso específico sou um cinéfilo diferenciado: só gosto mesmo de filme de faroeste, caubói ou bangue bangue. Adoro, e porque não dizer sou apaixonado por este gênero cinematográfico de peripécias movimentadas criado no país do Presidente Donald Trump e que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste norte-americano, em pleno Século XIX. Começarei esta minha pequena e humilde confabulação com os leitores deste blog pelo ótimo intérprete do Oeste americano que é o lendário e centenário,  ainda  vivo, o baixinho KIRK DOUGLAS. Nome artístico de Issur Danielovitch que  é um ator  norte-americano de origem judaica. O veterano Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. É pai do talentoso ator MICHAEL DOUGLAS(hoje, com 74 anos).  Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Na verdade, ele é o último “Durão de Hollyood”. Não é à toa que, no próximo dia 9 de dezembro completará 103 anos de idade. Se a data já é histórica para qualquer ser humano, imagine para alguém que foi um dos principais galãs das telonas dos filmes faroestes. KIRK DOUGLAS é um dos poucos representantes vivos da famosa era de ouro de Hollywood.

Em dezembro de 2019, A imprensa cinematográfica mundial vai comemorar 103 anos de "um gigante", "uma lenda viva", "um monstro sagrado". O ator marcou a história do cinema com dezenas de papéis fascinantes, entre eles, Spartacus, como também o inesquecível marinheiro Ned, de Vinte Mil Léguas Submarinas e a espetacular película de faroeste intitulada O Último Pôr-do-Sol de 1961, donde, ele contracena com a exuberante Dorothy Malone e o magistral Rock Hudson(primeiro famoso a morrer de AIDS). O Último Pôr-do-Sol  é um filme que, se não é a maior maravilha em faroestes, ganha pontos por ser um western diferente, agradável, forte e muito bem feito.

Kirk Douglas é conhecido como o  Eterno Spartacus fez cerca de 100 filmes em sua carreira, mas nenhum o marcou tanto como aquele em que vive um escravo na Roma Antiga, Spartacus. Naquele ano de 1961, o Oscar foi para seu companheiro de elenco, o excelente Peter Ustinov, que levou a estatueta por seu papel como Batiatus. Douglas sequer chegou a ser indicado, mas sua figura máscula entrou para o imaginário dos fãs do cinema. No início dos anos 1960, ele já era um ídolo, mas nenhum personagem havia lhe dado tamanha popularidade mundial como aquele.

Kirk Douglas foi indicado três vezes ao Oscar de Melhor Ator, mas não levou nenhum. Ele concorreu por Campeão, em 1950, quando perdeu para Broderick Crawford com A Grande Ilusão. Voltou a concorrer em 1953 por Cativos do Mal, mas quem venceu foi Gary Cooper por seu trabalho em Matar ou Morrer. Por fim, Douglas entrou no páreo com sua elogiada atuação em A Vida Apaixonada de Van Gogh, em que vivia o pintor holandês, mas acabou derrotado por Yuri Brynner, por O Rei e Eu. O ator só veio ganhar o Oscar Honorário em 1996, pelo conjunto da obra.

Galã dos anos 50, esse tesouro chamado Kirk, com quase 103 anos, em aparição raríssima em Beverly Hills é um sobrevivente, tanto de um acidente de avião quanto de um derrame, e continua a ser uma lenda viva em plena superação dos  mais de 100 anos de idade, ao lado de sua esposa, Anne Buydens,  também centenária(101). E como se isso tudo não bastasse, ele é pai de outro grande astro do cinema: o ator Michael Douglas. Kirk pertence a uma  época de ouro. Só se destacava quem tivesse talento. Hoje, com todos os efeitos especiais e tecnologia, não sabemos direito se o ator tem talento ou são os efeitos especiais que predominam. Kirk Douglas foi muito mais ator que Michael. Fez dezenas de papéis memoráveis. E, mesmo assim, Michael tem um Oscar e ele não. Coisas de Hollywood...

O ator que simboliza uma época  interpretou papéis que marcaram a história do cinema, certa vez ele  revelou em um texto especial escrito para a revista Closer Weekly, em 2016,  por ocasião do aniversário de 100 anos que sua segunda e atual esposa, Anne, que hoje é dona de preciosos  101 anos, tem sido a inspiração para superar as adversidades com o passar das décadas. longevidade que o astro atribui a um "maravilhoso casamento" de mais de seis décadas. Já o seu filho, Michael Douglas, afirmou:  "Ultrapassar a barreira do centenário  de idade certamente é um marco, mas os fatos são o que papai realizou em todo esse tempo. Para mim, sua resistência e tenacidade são as qualidades que mais se destacam. Me ensinou a dar o melhor em qualquer coisa que faça. Ele é o pacote completo".


Eis uma pequena e singular visão que tenho desta centenária modalidade de laser, predominantemente masculina. Acho que não conheço nenhuma mulher que diga "ADORO FAROESTE" ou que tenha o bom e velho western como seu estilo preferido, o que é uma pena. Considerado o cinema americano por excelência, o filme de cowboy tem uma importância para a história da sétima arte que muitas vezes passa despercebida. Um dos gêneros mais antigos do cinema americano, como já escreveram alguns historiadores, o bang bang ainda hoje é rotulado como "FILME PARA HOMEM" mas, se prestarmos  bastante atenção, vemos que não se trata apenas de um rostinho bom, mau ou feio e sim de um gênero que, além de fundamental para o cinema, também é um registro da história dessa grande  nação capitalista, democrática, onde lá as instituições funcionam muito bem e o estado democrático de direito é assegurado ao cidadão. Já na “ lei da bala” e no estado da “lei do faroeste” quem reinou  absoluto nos filmes onde Xerife é Xerife e estamos conversados, foram  os Papas  John Wayne e Kirk Douglas.


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