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terça-feira, 28 de maio de 2019

JORNALISTA VIVENCIA O CAOS NO HOSPITAL DOM MOURA


Por Ezandra Ribeiro
A maneira como as pessoas são tratadas quando necessitam de atendimento de saúde, mostra a triste realidade da administração pública em zelar por esse direito garantido constitucionalmente. Descaso, negligência e principalmente a fala de respeito com os cidadãos é um assunto que merece atenção, uma vez que nosso bem maior está em discussão, nosso bem-estar, nossas vidas.
É dever do Estado e não atributo, proporcionar o mínimo de condição para que a população possa ter dignidade quando necessitar de cuidados. Todavia, o que encontramos é uma verdadeira atrocidade no atendimento. As mais diversas barbáries suportam aqueles que precisam – não tendo outra escolha – utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS).
Como cidadã, eu Ezandra Ribeiro, precisei desse serviço no Hospital Regional Dom Moura. Como jornalista já denunciei muitas e muitas vezes esse descaso. Cheguei a unidade, por volta de 13h30, com febre de 39 graus e passando muito mal. Não havia médico atendendo. Passei então a conversar com outros pacientes que para minha surpresa muitos deles haviam chegado de 9h da manhã. 
Fui informada que uma senhora de quase 80 anos não aguentou esperar e foi para casa sem ser atendida.
E o descaso não para por aí. Vi pacientes desmaiando por falta de atendimento e por não receber a medicação. Passei quase uma hora para receber a medicação solicitada pelo médico, e vale salientar que a consulta durou cerca de três minutos, além de ter presenciado profissionais sendo grosseiros com os pacientes.
Pergunto-me até quando os menos favorecidos vão sofrer com esse descaso. Pagamos caro, por meio de impostos, por esses atendimentos de saúde e quando precisamos somos tratamos com arrogância.
De acordo com o site da Secretaria de Saúde do Estado ao todo, são mais de 10,2 mil pessoas atendidas mensalmente. E que a unidade dispõe de 119 médicos. Pergunto onde eles estão quando a sociedade precisa. Isto é uma vergonha!

*O Hospital Dom Moura está com uma diretora interina, Catarina Tenório, que assumiu há poucos dias. Esperamos que ela consiga melhorar a situação revelada pela jornalista. Caso a gestora queira se pronunciar o espaço está aberto.

Um comentário:

  1. O "NOVO" Hospital Dom Moura vem andando em Câmera lenta... Seus pacientes vivem numa verdadeira Câmara de gás... Se é que vocês me entendem!!!

    P.S.: - Se não bastasse a insegurança e a buraqueira, eis que nos aparece o caos da saúde... E o que dizer do Festival de Inverno de Garanhuns que acabaram com ele...

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