terça-feira, 15 de janeiro de 2019

VEREADORA BETÂNIA DEFENDE PROFESSORA ANA PAULA

Vereadora Betânia da Ação Social, que atua de forma independente, na Câmara Municipal, se solidarizou, neste início de noite, com a professora Ana Paula, presidente do Conselho de Fiscalização do Fundeb em Garanhuns, por conta do processo do prefeito Izaías Régis contra a educadora.

Conforme o blog noticiou mais cedo, o prefeito Izaías Régis entrou na justiça contra a professora da Rede Municipal, por conta das denúncias da docente apontando desvio de dinheiro do Fundeb para outras finalidades, que não as determinadas pela Lei.

Segundo o gestor, a educadora nas suas denúncias deu a entender que ele tinha desviado cerca de R$ 1,5 milhão e agora ela vai ter de provar na justiça as acusações.

Para Betânia, o prefeito usa a estratégia de responder as denúncias atacando uma professora, conseguindo, com seu gesto, mostrar seu desapreço a todos que fazem parte do quadro da Rede Municipal de Ensino. “O prefeito de Garanhuns no segundo mandato parece ter perdido o juízo e, sem conseguir terminar as obras paralisadas desde o primeiro mandato nem começar novas ações parte para desqualificar tudo e todos, enrolado em denúncias e suspeitas que rondam sua fraca segunda gestão”, comentou Betânia da Ação Social, se mostrando solidária e ao mesmo tempo “indignada” pela atitude de Izaías em relação à professora.

“Ele só consegue, mais uma vez, mostrar que é movido a ódio, arrogância e prepotência, além de não ter preparo para o cargo que exerce”, enfatizou a parlamentar.

NOVA DENÚNCIA – Betânia da Ação Social disse que Ana Paula não está sozinha nas acusações de que a Prefeitura de Garanhuns usa de forma ilegal os recursos do Fundeb. Segundo ela, uma auditoria que acaba de ser concluída pelo Tribunal de Contas do Estado, através do processo 1851599-0, relacionado ao exercício de 2016, tendo como relator o conselheiro Carlos Porto, concluiu que a gestão municipal movimentou de forma indevida recursos do antigo Fundef e do Fundeb, no montante de R$ 30.088,00 (trinta milhões e oitenta e oito mil reais), descumprindo a Lei Federal 11.494/2007. “Isso foi feito, segundo apuraram os técnicos do TCE, sem que se tenha identificado a destinação das despesas da maioria dos recursos, que foram feitas inclusive sem comprovação”, informou Betânia, que questionou: “Será que o prefeito agora vai tentar processar o Tribunal e o conselheiro Carlos Porto? ” 




Betânia lembra que existem outros fatos graves levantados contra a administração municipal, que inclusive a semana passada teve de suspender uma licitação, porque a empresa que iria participar do pregão está sendo investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas.


Fato ainda mais grave, de acordo com a vereadora, é que a referida empresa está envolvida até nos trabalhos da Magia do Natal. “Com tudo que está acontecendo em Garanhuns, o prefeito errando feio na parte política e como gestor, sendo alvo de comentários por conta do seu comportamento desregrado, ele vem dizer que é homem de bem e nunca passou cheque sem fundo. Deixe que os outros atestem que você é direito, fica feio você mesmo se auto elogiar e dar uma de inocente. Se tem a consciência tranquila, respeite os professores, os vereadores e o povo do município. Tire alguma lição com o resultado da eleição passada, quando seus candidatos a deputado passaram vergonha em Garanhuns”, finalizou a vereadora.

GARANHUNS PERDE A GENEROSIDADE DE CRISTINE


Nesta segunda-feira (14), Garanhuns perdeu a generosidade,  a simpatia e o talento de Cristine Melo Cavalcanti, ou simplesmente Cristine, como todos a conheciam.

Prima legítima do vereador Audálio Ramos, Cristine comandou durante muitos anos a locadora Vídeo Mania, que funcionava na Avenida Euclides Dourado e chegou a ter duas filiais em outros bairros de Garanhuns.

No tempo em que as locadoras de vídeo em Garanhuns estavam no auge, a Vídeo Mania se destacava das demais, com filmes novos praticamente todos os dias, uma oferta variada de todos os gêneros e um atendimento impecável das funcionárias do estabelecimento.

A própria Cristine muitas vezes estava atrás do balcão, conversando com os clientes e amigos, dando dicas de bons filmes, fazendo com a maior naturalidade do mundo um trabalho de “relações públicas” impecável.

Na loja da Euclides Dourado tinha até alguns brinquedos para a criançada, que se divertiam enquanto os pais escolhiam uma boa fita (depois DVD) de suspense, drama, ação ou romance, além de um desenho da Disney para os pequenos.

Os pais de Cristine são empresários em Garanhuns e quando encerrou as atividades da locadora ela foi ajudá-los. Com diabetes, terminou precisando do cuidado dos pais.

Por brincadeira de mau gosto do destino Cristine morreu neste 14 de janeiro de 2019, dia do seu aniversário, quando completava 54 anos.

Deixou o marido e dois filhos: Pedro, formado em administração, que trabalha num dos parques eólicos da região; e Beatriz, concluindo o curso de Direito na Aesga.

Cristine era uma pessoa do bem, temos certeza de que muitos gostavam dela. Deixa muita saudade e tristeza por toda Garanhuns.
Deus console toda a família.

PROFISSIONAIS DA UNIVERSIDADE DA CRIANÇA (UNICA) DE GARANHUNS PARTICIPAM DE JORNADA PEDAGÓGICA

Na sexta-feira, 11 de janeiro, o Sistema Farias Brito de Ensino – SFB, realizou a sua Jornada Pedagógica 2019, em Recife, no Colégio Boa Viagem, que é uma das escolas parceiras em Pernambuco, contou com a presença de representantes de todas instituições integrantes em nosso estado e a UNIC – Universidade da Criança Garanhuns participou deste grande evento, com sua equipe.

Coordenadores e professores das escolas parceiras debateram vários temas no evento. Entre eles: 

- Novidades SFB para o ano letivo de 2019;
- O papel do professor diante de um contexto educacional em constante mudança;
- Painel BNCC 
Destaque também para os Seminários: 
- Estratégias para o desenvolvimento de competências socioemocionais 
- Metodologias ativas e suas contribuições para o desenvolvimento das competências gerais da BNCC 
- O que são os campos da experiência da Educação Infantil? 
- STEM*: metodologia para engajar os (as) alunos (as) nas aulas de ciências com uso de linguagem matemática e tecnológica 
- Estratégias e dicas para o trabalho de Linguagens e Ciências Humanas frente aos desafios propostos pelo Enem e BNCC
- Estratégias e dicas para o trabalho de Matemática e Ciências da Natureza frente aos desafios propostos pelo Enem e BNCC

Vale salientar que a UNIC – Universidade da Criança Garanhuns tem a direção do professor Albérico Fernandes localiza-se na Rua José Armando Machado, 553, Bairro José Maria Dourado (antigo bairro da Brahma) e está com matrículas abertas para o ano letivo de 2019, atendendo crianças com idades que variam dos 2 aos 5 anos.

*STEM é um termo em inglês que conceitua a união dos conceitos ciências, tecnologia, engenharia e matemática (science, technology, engineering and math) em uma única metodologia. Sua variação, STAEM, inclui também artes.

PREFEITO DE GARANHUNS PROCESSA PROFESSORA


Prefeito Izaías Régis (PTB) entrou com um processo contra a professora Ana Paula Oliveira Soares, da Rede Municipal e presidente do Conselho do Fundeb em Garanhuns.

A ação foi dada entrada na primeira vara criminal da comarca local e a relatora do processo será a juíza Pollyanna Maria Barbosa Pirauá Cotrim.

André Luiz de Lima é o advogado da ação, que tem como autor o prefeito de Garanhuns.

Ana Paula, como presidente do Conselho do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, denunciou uso indevido dos recursos do Fundeb em Garanhuns nos órgãos de controle do estado e também em entrevista a emissoras de rádio.

Ao comentar sua decisão de ir à Justiça, Izaías disse ao editor do blog que tinha sido acusado pela professora de ter desviado cerca de R$ 1,5 milhão do Fundo da Educação.

O processo, segundo ele, é para que a educadora prove as denúncias feitas contra a prefeitura e o gestor.

“Eu sou uma pessoa íntegra, vivo em Garanhuns há mais de 50 anos, nunca passei um cheque sem fundo e nunca deixei de pagar ninguém. Tem gente na cidade querendo me tratar como bandido e eu vou mostrar quem são os bandidos”, desabafou Izaías Régis, que conversou conosco pelo telefone.

Ana Paula deverá posteriormente se pronunciar sobre a atitude do prefeito.

HISTÓRIA: CÂMARA FEDERAL RECONHECE HECATOMBE DE GARANHUNS COMO FATO HISTÓRICO NACIONAL

Por Cláudio Gonçalves

Há 102 anos a História de Pernambuco registrava uma das maiores tragédias por questões políticas do Estado, a Hecatombe de Garanhuns. A repercussão nacional que a Hecatombe de Garanhuns tomou naquele início do século XX seria reconhecida pelos pesquisadores do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados Federais, em novembro de 2018, os quais avaliaram a Hecatombe de Garanhuns com um dos mais graves crimes por razões políticas da República Velha, essencial para a compreensão do contexto histórico desse período da historiografia nacional, assim como outros acontecimentos trágicos da nossa História.



Esse fato histórico teve como estopim o assassinato no dia 14 de janeiro de 1917 do Coronel Júlio Brasileiro (foto ao lado)no Café Chile em Recife. No dia seguinte, 15 de janeiro, o assassinato do chefe político de Garanhuns seria atribuído a um complô urdido pelas principais lideranças da oposição, o que resultou na vinda para a cidade de vários jagunços fortemente armados para vingar a sua morte, resultando na invasão de lojas e casas dos seus adversários políticos. Convencidos pelo delegado Tenente Meira Lima para se refugiarem na cadeia como único lugar seguro, os ex-prefeitos Coronel Manoel Antônio de Azevedo Jardim, Francisco Veloso da Silveira, Argemiro Tavares Miranda, seu irmão Júlio Tavares Miranda, o comerciante Major Sátiro Ivo da Silva e o Doutor Antônio Borba Junior (fotos abaixo) ficaram recolhidos ao quarto do “Estado Maior” e sobre a proteção do Cabo Antônio Pedro de Souza, o Cabo Cobrinha, Sargento Pedro Cavalcanti Malta e mais quatro soldados.



Reduzido contingente policial que apesar da bravura, tombaram no cumprimento do dever tentado conter a invasão da cadeia, entre eles, o Cabo Cobrinha que momentos antes da invasão enfrentou o jagunço Vicentão, dizendo-lhe que ele só entraria na cadeia depois de passar por cima do seu cadáver. Daquela força policial apenas o Sargento Pedro Malta, conseguiu escapar da refrega. Entre os que estavam encurralados no tiroteio, escaparam o pequeno Theotônio Miranda, filho de Argemiro Miranda, os presos comuns e os cidadãos, Arthur Pereira, o ex-Sargento Araújo, Jesuíno Veras e Presciliano Josué. Todos os que foram recolhidos sobre proteção policial não escaparam a tragédia.



A Hecatombe de Garanhuns deixou alarmado o país. Os principais jornais do Brasil publicaram em suas páginas os tristes fatos ocorridos em Garanhuns. Em Pernambuco o fato foi diariamente publicado pelo Jornal do Recife, Jornal Pequeno, A Província e Diário de Pernambuco, que cobriram toda ação judicial até o julgamento dos réus. No Rio de Janeiro a cobertura foi realizada pelas revistas O Malho, Careta, Jornal do Brasil, O Paiz, Correio da Manhã e O Imparcial. Em São Paulo deram destaque os jornais Estado de São Paulo e o Correio Paulistano. Também teve enorme repercussão no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Alagoas e Ceará. No exterior o jornal A Capital, de Portugal, publicou a chegada do então Tenente Theophanes Torres (foto), responsável pela captura de alguns criminosos e de ter evitado que outros crimes fossem praticados.



Dos gabinetes oficiais foram enviadas duas mensagens, a primeira do Governado Manoel Borba, dando explicações sobre o atraso da chegada dos reforços policiais a cidade e a segunda do Presidente Wenceslau Braz exigindo do Governo do Estado a apuração dos envolvidos no crime e dando condolências às famílias das vitimas.


Embora muitos envolvidos na Hecatombe de Garanhuns tenham sido levados ao banco dos réus, poucos receberam a sentença de condenação, entre eles o delegado Meira Lima e o Juiz Dr. Pedro de Abreu e Lima, pronunciados como principais autores intelectuais da tragédia.


Depois da Hecatombe de Garanhuns o acontecimento passou anos velado, voltando a ser narrado na publicação do historiador Alfredo Leite Cavalcanti, História de Garanhuns. Em seu relato, Alfredo Leite, trouxe preciosos detalhes, principalmente porque ninguém menos que Alfredo Leite fora testemunha ocular dos fatos, pois trabalhava no armazém do Major Sátiro, e no dia da Hecatombe, juntamente com seus irmãos chegaram a esconder o Major Sátiro Ivo num esconderijo dentro do seu estabelecimento.


Em 1992 é publicado o livro Anatomia de Uma Tragédia - A Hecatombe de Garanhuns, do Professor Mário Márcio de Almeida Santos, obra que traz uma interpretação marxista da Hecatombe. O Professor e escritor Mário Márcio analisa os fatos a partir da disputa pelo poder local entre duas classes distintas, a ala Julista representando o ruralismo e a ala Jardinista, composta por elementos do setor comercial e profissionais liberais, contrários ao mandonismo político e aos desmandos do Coronelismo. A obra do saudoso professor Mário Márcio contribuiu para uma nova visão desse fato histórico.


Em 2009 o professor e escritor Cláudio Gonçalves lança o livro Os Sitiados – A Hecatombe de Garanhuns, um romance histórico que retrata a visão de um repórter correspondente naquelas horas que abalaram Garanhuns.


Incansável nas pesquisas, o escritor Cláudio Gonçalves publica em 2017 o livro A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns, resultado do acervo documental que reuniu em vinte anos de pesquisas: iconografias, processo, relatórios, revistas e testemunhas. O autor traz uma interpretação político-econômica para os fatos, analisando a trajetória da formação política de Garanhuns com a implantação da República, a partir do predomínio do Jardinismo a ascensão de Júlio Brasileiro dentro de um contexto histórico político, econômico e cultural, que seria decisivo para o estopim da Hecatombe de Garanhuns. O livro também destaca a contribuição política dos principais personagens para Garanhuns e os destinos dos envolvidos na chacina política.


Outras obras destacaram a Hecatombe de Garanhuns, embora não sejam especificas sobre o tema, são elas:
Os Tempos de Dantas Barreto, Costa Porto, Os Pinto Ferreira de Portugal, Os Lins de Rio Formoso e os Brasileiros de Garanhuns, de Pinto Ferreira, Raízes, de Arthur Carlos Villela e Recife Sangrento, de Hélio Batista.

Além das publicações impressas ao longo desses 102 anos, a Hecatombe de Garanhuns tem seus registros históricos na cidade, no Estado e no Brasil.


A partir da Comissão do Memorial da Hecatombe, empossada em 10 de março de 2017, com o intuito de organizar os eventos do centenário em 15 de janeiro de 2017, foram promovidos vários momentos para registro dessa memória, mas, sobretudo, com o objetivo de deixar marcos de reverência àqueles que contribuíram com o desenvolvimento de Garanhuns. Assim, em 14 de junho de 2016 foram entregues em solenidade no Palácio Celso Galvão os quadros dos ex-prefeitos Júlio Brasileiro, Manoel Jardim, Francisco Veloso e Argemiro Miranda que passaram a fazer parte da Galeria dos ex-prefeitos de Garanhuns.


No dia 15 de janeiro foi realizada a Caminha da Paz e descerrada uma placa na antiga cadeia, atualmente Loja de Atendimento da COMPESA – Companhia Pernambucana de Saneamento -, localizada a Praça Irmão Miranda. No mesmo dia por força da Lei Municipal 4352/17 ficou determinado que a cada 15 de janeiro em reverência as vítimas da Hecatombe a bandeira do município ficaria a meio mastro. Na Assembléia Legislativa do Estado o centenário da Hecatombe de Garanhuns foi registrado nos anais daquela histórica casa legislativa.


Em 15 de dezembro de 2017 foi inaugurado por iniciativa do Comandante do 9º BPM, Tenente-Coronel Paulo César Gonçalves Cavalcanti, o Memorial ao Cabo Cobrinha e os soldados mortos em defesa da cadeia, sendo composto por um busto esculpido pela artista plástica e oficial da PM da Reserva, Coronel Telmira Cavalcante Sá e uma placa com dados históricos do oficial e soldados.


Vale lembrar que a História de Garanhuns apesar dessa página triste e lamentável, tem belíssimas passagens, que nos destacam na historiografia pernambucana e que nos enche de orgulho, entre eles: a inauguração da estação ferroviária, a doação das terras a Confraria das Almas por Simoa Gomes, a formação das nossas comunidades quilombolas, a criação dos nossos colégios tradicionais, a criação da Diocese, a instalação do Banco do Brasil, a construção do Palácio Celso Galvão, a inauguração da Rádio Difusora de Garanhuns, a criação do nosso Festival de Inverno. São apenas alguns fatos, entre tantos, que sempre merecem destaque e revisitação para a sua preservação. 


Sendo assim, lembrar os fatos do Café Chile e todos os seus desdobramentos seria sublinhar apenas os atos de violência e esquecer as contribuições desses personagens que contribuíram com a história da cidade através de seus trabalhos, como o deputado Júlio Brasileiro que no seu primeiro mandato como prefeito de Garanhuns iniciou a arborização da cidade, o processo de eletrificação e água encanada, e com apoio federal criou o campo de lavoura seca, a época apenas quatro cidades haviam sido contempladas. O Capitão Sales Vila Nova, com diversos serviços sociais prestados, como a fundação da primeira sociedade mortuária, a criação da comissão pró-flagelados da seca de 1915 e idealizador do Natal das Crianças Pobres.



Muitas cidades têm em sua historiografia páginas tristes, Garanhuns, “Cidade Jardim”, teve seus espinhos, mas prevaleceu na sua história o aroma das flores.

ARMANDO ANUNCIA NOVAS OBRA HÍDRICAS EM CAETÉS


Em nova audiência na sede da COMPESA, no Recife, neste início de semana, o prefeito de Caetés, Armando Duarte (PTB), esteve reunido com o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento, Roberto Tavares e com o diretor regional do interior, Marcone Azevedo.  Na oportunidade, o gestor do município apresentou proposta para construir rede de distribuição de água para as ruas e bairros que ainda não foram beneficiados e, desta forma, fechar os 100% da cidade com água encanada para a população.

Armando também colocou em pauta mais dois pedidos: a construção de um grande chafariz e um projeto para beneficiar os moradores que têm propriedade por onde passa a adutora,  ao longo da BR 424. Esses assuntos foram oportunamente colocados ao púbico pelo prefeito, na ocasião da visita do governador Paulo Câmara à cidade, quando anunciou a construção da adutora que leva água da Barragem do Cajueiro para Caetés.

Adutora que será inaugurada até o final deste mês e que, hoje, já garante água de qualidade a Caetés e também a vizinha Capoeiras.

Na audiência do Recife foi acertado que a prefeitura vai entrar com a contrapartida da escavação e reparos das ruas e o Governo do Estado, através da COMPESA,  com o projeto, material e instalação da rede de canos.

O governante Armando Duarte, portanto, consegue para o seu povo mais esta ação que vai melhorar para sempre a vida de todos.

A construção do chafariz também foi assegurada, após a obra pronta, serão 15 caminhões pipa diários para o governo local, por um preço bem baixo, praticado pelo Governo Estadual com outros órgãos públicos que atuam na área social.

Para um futuro breve, a direção da COMPESA se colocou à disposição para realizar o estudo e levantamento das propriedades rurais que margeiam a estrada que liga Garanhuns, Caetés e Capoeiras por onde passa a adutora.


Não é à toa que as pesquisas do próprio Governo do Estado apontam Armando Duarte como um dos melhores prefeitos de Pernambuco, assunto que a imprensa costumeiramente também dá destaque. (Com informações de Wando Pontes).  

LAÍSE AGRADECE OPORTUNIDADE AO PREFEITO VALMIR


Laíse Leonel, nova Secretária de Ação Social de Paranatama, fez um agradecimento a Deus, seus familiares e ao prefeito do município, Valmir do Leite (PSB), pela oportunidade de realizar um trabalho de importância em sua cidade.
A jovem, casada, com um filho, é neta do ex-prefeito João Leonel e filha de Enilda, que disputou a prefeitura de Paranatama e hoje é aliada do atual prefeito.
Enilda, inclusive, já anunciou que em 2020 apoiará a candidatura de Valmir do Leite à reeleição.
“A vocês, cidadãos e cidadãs de Paranatama, deixo aqui a promessa do meu comprometimento, empenho e esforço, para dar continuidade ao trabalho e juntos conseguirmos fazer, uma assistência social cada dia melhor, escreveu Laíse, na sua mensagem de agradecimento.
Com o avô, um tio e a mãe políticos, Laíse tem tudo para contribuir com o sucesso da administração de Valmir. 
Sempre é positivo "oxigenar" um governo com pessoas jovens e de talento.

DOCUMENTÁRIO DA BBC MOSTRA O BRASIL EM TRANSE

A BBC World News está exibindo, desde ontem à noite um documentário que mostra um Brasil em transe. Chamado “What Happened to Brazil… (“O Que Aconteceu Com o Brasil…”), o documentário tem três episódios: “The Dream Dies (“O Fim do Sonho”), “Carwash and ‘the coup’”(A Lava Jato e “o golpe”) e “Divided Nation” (“Nação Dividida”).

O documentário cobre o período que vai de junho de 2013, quando começaram grandes manifestações de rua no Brasil, até a eleição e posse de Jair Bolsonaro. Aborda as chamadas jornadas de junho e julho de 2013, a eleição presidencial de 2014, o processo de impeachment, todo o tempo da Operação Lava Jato até a ida de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, a greve dos caminhoneiros, o assassinato de Marielle Franco, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o governo Temer, a prisão de Lula, as fake news que dominaram as eleições e a vitória de Bolsonaro.

Foram entrevistados quatro ex-presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Lula respondeu por carta, porque o documentário não obteve autorização da Justiça para entrevistá-lo em Curitiba. O pedido foi feito depois da eleição, negado pela juíza de primeira instância e encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não se manifestou.

Personagens centrais, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF na época do impeachment, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também concederam entrevistas. Foram ouvidos ainda cidadãos que viveram a crise dos últimos cinco anos. Bolsonaro e Moro foram convidados a dar entrevistas, mas recusaram. Moro respondeu por escrito à carta de Lula.

O documentário é um convite para o público brasileiro refletir sobre os acontecimentos recentes da história do país, que radicalizaram a opinião pública e nos trouxeram até o momento atual. O Brasil despontou no cenário mundial como uma potência e tudo se esfacelou em menos de uma década. No exterior, muita gente não entendeu nada. O país perdeu a sua relevância para o resto do mundo e ficou prisioneiro de um enredo interno de crise econômica e instabilidade política. Compreender o que aconteceu me parece fundamental para evitar o aprofundamento da crise e um retrocesso civilizatório.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

IDOSO GANHA MILHÕES NA MEGA SENA, ARRANJA NAMORADA NOVA E MORRE SUFOCADO NA VAGINA



Esta notícia é destaque, nesta segunda à tarde, em diversos sites do país:


O idoso, Francinaldo Aparecido, que trabalhava de vigia em um posto de combustível em São Luís, foi um dos 52 ganhadores da ganhadores da Mega da Virada de 2019 e faturou o prêmio de R$ 5.818.007,36, Porém a alegria do novo milionário durou pouco!

Com menos de uma semana após ter recebido o prêmio, seu Francinaldo, se separou da sua mulher que tinha 69 anos e começou um relacionamento com uma adolescente de 18 anos chamada Mayra.
A Jovem que disse que estava muito apaixonada e havia preparado uma surpresa com uma caixa de chocolate e uma garrafa de vinho para seu namorado, e que segundo informações, ao chegar no quarto, Mayara agarrou o namorado e começou a beijá-lo intensivamente e tirar suas calças. Até então tudo bem, o problema foi quando Seu Francinaldo decidiu ‘meter a boca no trombone’. No ponto alto do clímax, Mayra prendeu a cabeça do namorado contra a sua parte para que ele não parasse, e depois de minutos nessa situação, ele ficou sem ar e morreu.

Ela chamou a ambulância, e a polícia foi acionadas para detê-la, onde vai responder pelo crime diante da lei.

"Parecia que tinha uma medusa na língua, tal era a forma que me deixava louca. Foi por isso que me descontrolei", disse a namorada, ao ser presa.

Como seu Francinaldo é casado no civil com sua ex-mulher o prêmio deverá ficar para sua ex-esposa e para seus 14 filhos.

Um dos sites que deram a notícia: https://www.portaljipa.com.br

*Ilustração: YouTube/A Grande Família

PREFEITURA DIVULGA CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS



Por determinação do prefeito de Calçado, Expedito Nogueira, a Secretaria de Finanças do Município divulgou hoje o calendário de pagamentos do funcionalismo durante o ano de 2019.

Assim, os servidores da Prefeitura de Calçado podem se programar, porque ficam sabendo, já agora no início do ano em que dia vão receber os salários de janeiro, fevereiro, março... até dezembro.

Gestão organizada é outra coisa!

O IRMÃO MAIS VELHO DO CRISTIANISMO


Por Michel Zaidan Filho

A frase foi pronunciada, certa vez, pelo papa João Paulo II, no esforço do exercício de um ecumenismo religioso incompleto, em relação ao Judaísmo. Mas o problema começa quando se analisa o vínculo genético que uniria uma e outra religião: a figura do messias cristão. Neste ponto, o livro de David Strauss, “Vida de jesus”, tratando dos aspectos históricos da vida do fundador do Cristianismo. Quem foi Jesus Cristo?

Poderia Cristo se considerar o messias, ansiosamente, aguardado pelos filhos de Judá ou não? – Sabe-se que até hoje os israelitas esperam a vinda de seu messias; outros acham que ele nunca virá. De toda forma, Jesus Cristo não é reconhecido pelos judeus como seu messias. Mas Jesus, como Moisés, era judeu. Tinha nascido na Judéia, Samaria. Sua trajetória parecia ter sido antevista ou profetizada pelos profetas do Velho Testamento. A questão não é esta. A questão é quem diz e quem escreve sobre o que Jesus é. Trata-se de uma hermenêutica dos textos neo e vestutamentários que consagraram a doutrina da religião cristã. E aí sobressai a figura do apóstolo Paulo de Tarso, judeu – formado no espírito da filosofia neoplatônica, e convertido ao Cristianismo. Ninguém mais do que Paulo ajudou a criar a figura – tão conhecida – de Jesus Cristo de Nazaré. É preciso pois considerar o Cristianismo, antes e depois de Paulo de tarso. Mais ainda, se for levado em consideração as vozes do cristianismo primitivo, associado aos Essênios. O Jesus Cristo apresentado pelo apóstolo Paulo, através de suas epístolas, é uma construção doutrinária (e exegética) que ajudou a fixar a visão oficial da figura do messias cristão. Sobretudo, aquela que foi apropriada, segundo suas conveniências, por Martinho Lutero e seus seguidores.

 A relação (que se quer genética) entre o Judaísmo e o Cristianismo passa, naturalmente, pelo esforço exegético de São Paulo, como passa pela doutrina dos primeiros padres da Igreja (a patrística). Mas não leva em consideração a mudança que se opera na visão de “um Deus, senhor dos exércitos”, com a espada na mão para combater os gentios, para a imagem de um Deus que oferece a outra face aos inimigos. O que o Cristianismo deixou para trás foi o conceito de um ideal de “justiça retributiva” (a lei de Talião), em favor de uma justiça restaurativa, que não busca vingança, retaliação, mas sim restauração de uma eticidade cindida, quebrada. A ética do Cristianismo primitivo pode ser tudo, menos guerreira, punitiva.

Naturalmente, esse ideal ético e religioso sofreu mudanças. Desde a transformação do Cristianismo em religião oficial do Império romano, por Constantino, passando pelo Concílio de Trento e a contrarreforma, esse ideal sofreu profundas e inúmeras transformações. A mais séria delas, com todo um cortejo de consequências para o mundo ocidental foi a operada por Martinho Lutero: a transformação da ética restaurativa  numa ética puritana do trabalho, que elege a iniciativa do indivíduo e o papel do indivíduo na salvação. Deve-se a Lutero e mudança de ter introduzido no coração do Cristianismo o chamado “individualismo possessivo”, a ideia de que o crente ou piedoso se salva através de seus atos, não de suas crenças, de suas atividade cotidiana, prática, material. E a manifestação da graça divina se dá através da prosperidade material (“presente de Deus”), como se diz comumente.
 É dessa interpretação individualista, calculista e abstemia (não gasta, acumula bens) que se alimenta a Igreja reformada e suas inúmeras ramificações. Tendo como origem uma leitura fundamentalista dos evangelhos, sobretudo paulinos, os cultos reformados serviram como uma luva ao formidável esforço de acumulação de capital dos países ricos e exportaram para a periferia do mundo capitalista uma versão abastarda do cristianismo reformado. Esta versão tem um nome, chama-se “pentecostalismo” e “neopentescostalismo”, e uma teologia própria, a teologia da prosperidade (para se contrapor à teologia dos oprimidos). Ela funciona à base de uma lógica simplista: quando mais se dá a Deus (ou a seus prepostos), mais aumenta o crédito do crente ou do cristão diante de Deus. Teologia conservadora em matéria de costumes e orientada para a canalização dos instintos para a acumulação de bens e de capitais.  A virtude é ser rico e se dá bem. O pecado é ser pobre e viver na miséria. Nem o estado ou as condições sociais têm nada a ver com isso. O indivíduo e sua profissão de fé são os únicos responsáveis pelo sucesso ou o fracasso de cada um.

Como era de se esperar a disseminação de uma religião como essa entre os pobres e os moradores da periferia das cidades brasileiras iria produzir a vinda e a eleição de outro “messias”: Jair Bolsonaro. Com o fim da Teologia dos oprimidos e as comunidades eclesiais de base, os pobres foram entregues à ilusão do enriquecimento fácil, da ascensão social garantida, no acesso ilimitado aos bens de consumo duráveis, que garantem status e reconhecimento social. Ser cristão, nessa versão, é ser um vencedor, naturalmente compartilhando com o pastor e sua família os frutos de seu sucesso pessoal. Bom crente é o que  prospera, fica rico e sonha com o “american way life”. Não espere desse tipo de cristão nenhuma simpatia pelos mais pobres, os negros, os homo e transexuais. Querem se identificar com a elite branca, cosmopolita e milionária.

Esta foi a revolução tardia  da Igreja reformada  no Brasil. 

* Michel Zaidan Filho é natural de Garanhuns. É professor da UFPE, na área de ciências humanas, escreve para jornais e sites, colabora regularmente com este blog e tem diversos livros publicados.

TEREZA DO BBB TEM PARENTES NO GROTÃO E CAPOEIRAS


Terezinha Souza, a psicanalista de Arcoverde que irá participar do Big Brother Brasil 2019, que começa esta semana, na TV Globo, é de família da vila do Grotão, distrito de Venturosa.

Ela tem familiares até em Capoeiras. Marúsia, esposa do radialista e blogueiro Gilmar Alves, é parente bem próximo de Terezinha.

A pernambucana desde a semana passada aparece nas chamadas da Globo, falando de sua participação no programa. Confessa sem problemas já ter sido casada seis vezes e promete “aprontar” na casa do BBB.

Com um jeito pra lá de nordestino, bem humorada, Tereza pode ter em Pernambuco e estados vizinhos uma torcida organizada forte a seu favor.

O Big Brother não muda muito de um ano para outro, sofre críticas de todos os lados, mas pelo visto ainda dá audiência. Prova disso é que o programa chega a sua 19ª edição.

SONHOS DE UM GARANHUNS MELHOR E PRA TODOS

Por Hélder Carvalho

Quando cheguei a Garanhuns,  em meados de 1993, lembro que no dia 4 de fevereiro se comemorava o aniversário desta linda cidade.

Foi neste dia que recebi a grata alegria de saber que iria morar em Garanhuns, quando naquela madrugada meus pais se desentenderam lá no sertão onde morávamos.

Chegando aqui, foi amor à primeira vista. Tivemos que suar bastante para colocarmos comida na mesa de nossa família.

As ladeiras dessas sete colinas viram um jovem de 16 anos lutar para sobreviver.

Lutei como se eu tivesse uma única chance de viver numa cidade onde pudéssemos ter uma família e hoje ser digno de estar representando uma mudança.

Aqui cresci como um filho que ganha o direito de dizer que “pai é o que cria e não o que faz”.

Ganhei aos 29 anos o título de cidadão de Garanhuns e hoje sou um filho que dá muito orgulho ao seu pai.

Com a benção de Deus, aqui construí a minha linda família e amo demais esta cidade.

Depois de 23 anos, tendo a oportunidade de dar emprego a tantos - e ainda emprego -,  pais de família que são merecedores de elogios e estão viabilizando que eu entre no processo político, sendo mais um dos desafios que o tempo irá se encarregar de colocar tudo no seu devido lugar.

Depois de ganhar prêmios de gestão do Sebrae e tantos outros órgãos que atestam este reconhecimento, hoje me vejo no dever de colocar aos moradores deste município o desejo de ver uma cidade mais próspera e que possamos realizar um trabalho que vai ser digno de cada confiança a nós depositada.

Uma geração que vem observando e anseia fazer uma política diferente, mais inclusiva, humana e com um outro olhar.

Vejo muita gente criticando a mesmice,o que nunca se renova, pois os políticos em geral são viciados nessa prática e se apropriam do poder através dos conchavos e dos seus filhos.

Quero deixar bem claro que sou filho do povo, dos menos favorecidos, daqueles que vêm perdendo seus direitos e dos que faltam o que comer.
Sei exatamente o que é isso porque passei por isso. Também sei que quem decide esse caminho é o povo. É nele que o processo político se define e tem o meu maior respeito.

Como disse no início deste artigo, só o tempo mostrar nosso esforço, nosso ideal e o sonho de  levar à frente um trabalho em prol do desenvolvimento de uma nova e cada vez melhor  Garanhuns.

UMA CONQUISTA DO PREFEITO ARMANDO DUARTE


Capoeiras e Caetés, juntos, somam perto de 50 mil habitantes.

Os dois municípios, no momento, estão satisfeitíssimos com o governador Paulo Câmara.

É que o socialista, neste início de segundo mandato,  acabou com o pesadelo da falta de água nas duas cidades.

Tanto Caetés quanto Capoeiras já estão recebendo água da Barragem do Cajueiro, promessa de campanha cumprida por Paulo Câmara.

Quem votou no candidato do PSB, em outubro passado, está sorrindo à toa e dizendo que “ele já pagou o voto”.

Curioso é que embora a prefeita Neide Reino seja do PSB do governador, a conquista é toda de Armando Duarte, do PTB.

Moradores de Capoeiras e Caetés agradecem a luta e a conquista do prefeito Armando Duarte.

ESCRITOR AMERICANO IRONIZA CHANCELER DO BRASIL

Benjamin Moser, escritor americano premiado, autor de uma biografia densa de Clarice Lispector, enviou ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, uma carta dando uma verdadeira lição no chanceler que ousou publicar nos Estados Unidos um artigo em inglês e, pelo visto, andou escorregando no idioma de Ernest Hemingway.

No final, Moser, embora num estilo elegante, ironiza, e oferece seus serviços para ajudar Ernesto Araújo quando precisar se expressar em inglês.

A carta é um pouco longa mais vale a pena ler por inteira, pelo conteúdo:

Prezado ministro,

Há pouco mais de dois anos, o ministério que o senhor hoje encabeça me outorgou o Prêmio Itamaraty de Diplomacia Cultural. Foi um reconhecimento do meu trabalho e trouxe consigo uma obrigação de continuar trabalhando em prol do Brasil —de ser algo como um amigo oficial do Brasil. E é nesta capacidade que lhe escrevo.

Recentemente, o senhor publicou uma matéria no meu idioma, o inglês, e no meu país, os Estados Unidos (“Bolsonaro was not elected to take Brazil as he found it”, ou “Bolsonaro não foi eleito para deixar o Brasil como o encontrou”, na Bloomberg, em 7/1). Se respondo em português, é por dois motivos.

Primeiro, porque sua matéria ilustra muito bem que saber a gramática ou o vocabulário de outra língua não implica compreender suas sutilezas: como soa. Se tivesse maior noção do meu idioma, seria de esperar que não houvesse publicado uma coisa que —digo francamente— expõe o Brasil ao ridículo.

E essa é a segunda razão pela qual lhe respondo em português. Apesar de não ser de nacionalidade brasileira, o Brasil não me é de maneira nenhuma alheio. Desagrada-me profundamente vê-lo alvo de risadas internacionais. Gostaria, pois, que esta conversa ficasse entre nós —em português.

Em inglês, a sua vinculação da política externa com Ludwig Wittgenstein soa bizarra. Suspeito que não seja sua intenção —que é, se estou lendo bem, de deslumbrar o leitor com frases como “desconstrução pós-moderna avant la lettre do sujeito humano e negação da realidade do pensamento”.

Sabe aquele estudante de pós-graduação que encurrala a menina na festa falando de Derrida ou Baudrillard?

Pois é.

Aliás, em inglês, proclamar “não gosto de Wittgenstein” soa pretensioso, arrogante. Sabe aquele homem que, diante de um Picasso, diz que sua filha de quatro anos poderia ter feito melhor?

Pois é.

Mas, além do tom, qual é mesmo seu problema com Wittgenstein? Vejo que não é sequer uma frase inteira, mas uma parte de uma frase: “O mundo tal como o encontramos.”

O senhor lê isso como um pedido —uma ordem, até— de aceitar tudo no mundo tal como é, de não tentar mudar nada, de se comportar como se não tivesse vontade própria. Se acompanho a sua lógica, é assim que o Brasil tem se comportado durante todos os governos, de esquerda como de direita, que precederam o atual.

Para quem conhece a obra de Wittgenstein —assim como para quem tem noções da história diplomática brasileira—, isso pode soar inexato. Mas o senhor pretende romper um padrão que tem impedido o surgimento da verdadeira grandeza do Brasil. O país, segundo o senhor, antes disse: “Eu não acho nada. Eu não tenho ideias. Assim como o sujeito desconstruído de Wittgenstein, eu não tenho um ‘eu’.”

Eu não caracterizaria o trabalho de gerações de diplomatas brasileiros assim. Imagino que, em português, possa soar desdenhoso. Mas estamos falando de como soa em inglês, e, se muito ficou incerto na sua matéria, uma coisa ficou clara: sua vontade de mudar a imagem do Brasil no mundo.

De fato, em poucos meses, essa imagem já mudou bastante. Temo que não seja na direção que o senhor pretende. Pois, em todos os meus anos de brasiliófilo, nunca vi tantas matérias ruins sobre o Brasil surgirem na imprensa europeia e americana. Isso deve ser motivo de preocupação para um chanceler. Porque o Brasil, apesar de seus problemas, sempre desfrutou de um nome positivo no mundo.

O racismo, a homofobia e a saudade da ditadura da nova administração têm sido fartamente comentados na imprensa mundial. Em inglês, o tom dessa cobertura tem sido extremamente negativo. Um chanceler deve poder responder num inglês sereno e compreensível e explicar as razões que levam o novo governo a adotar tal e tal medida.

Quando se dirige a um público internacional, uma coisa a evitar a todo preço é o emprego de termos —“globalistas,” “marxistas,” “anticosmopolitas,” “valores cristãos”— que, em inglês, têm fortes conotações antissemitas.

São extraídos do léxico de conspiração global judaica, e, dada a história deste léxico, pessoas civilizadas, tanto de direita como de esquerda, aprenderam a evitá-lo.

Quando se fala inglês, é preferível, em geral, evitar falar de conspirações. Dá a impressão de ter passado a noite em claro na internet decifrando os segredos das pirâmides. Talvez seja por isso que suas descrições sobre o aquecimento global como trama marxista tenham sido tão amplamente ridicularizadas na imprensa mundial.

Quem, em língua inglesa, quer ser levado a sério evita tais caracterizações. E não é mesmo este o maior desejo do senhor, o de ser levado a sério? É a única coisa que fica clara debaixo da linguagem um tanto acalorada.

A novidade que o senhor anuncia não é outra coisa senão a mais antiga emoção do conservador brasileiro: o ufanismo magoado.

Este é o sentimento de quem quer uma nação que esteja à altura da imagem —muitas vezes exagerada— que tem de si próprio.

Se o senhor imagina que o Brasil não é suficientemente respeitado, seria bom nos brindar com pelo menos um exemplo; na minha experiência, vasta, do Brasil no âmbito internacional, confesso que nunca percebi a falta de respeito.

Mas, mesmo que ela existisse, seria bom lembrar que, em qualquer país, o respeito não se exige. Com paciência e trabalho, se ganha.

Ninguém sabe melhor do que eu os lados positivos que tem o Brasil. Mas, sabemos, brasileiros e estrangeiros, que o Brasil também tem uma cara feia. E é essa cara que seu tom me traz à mente. É o tom daquele patrão que grita “faça que tô mandando!” para a empregada. Asseguro-lhe que não fica mais elegante em tradução inglesa.

Infelizmente, não é apenas uma questão de tom. Desde o primeiro dia, este governo deu a impressão de querer abusar das pessoas mais vulneráveis da sociedade. Todos os jornais do mundo têm noticiado os ataques aos índios e à população LGBT, além da redução do salário mínimo para os trabalhadores mais pobres.

É possível que haja explicações razoáveis para tais medidas, mas confesso que até agora não as vi. De novo, seria mais eficaz explicá-las com calma do que andar pelo mundo proclamando que os brasileiros não são mais “robôs pós-modernos” e que não suportarão mais “a opressão wittgensteiniana da morte-do-sujeito.”

Porque, ironicamente, é seu medo de ver as pessoas zombarem do Brasil que fará... as pessoas zombarem do Brasil. Deve ter visto a ministra Damares gritando que “menino veste azul e menina veste rosa!” e notado como isso repercutiu pelo mundo. As suas declarações também não ajudam a que as pessoas levem o Brasil a sério.

Se há um ponto em que estamos em total acordo é que também não gosto de ver o Brasil ridicularizado. Por isso, lhe encorajo a lembrar em nome de quem está falando. E de escolher com mais tato, em português como em inglês, as suas palavras.

O senhor se descreve, no seu Instagram, como “ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro”. Não é.

É ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Seria bom que se comportasse com a dignidade que tal posição exige.

E se, no futuro, tiver uma dúvida de inglês, pode sempre entrar em contato comigo.

Cordialmente,

Benjamin Moser