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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ARMANDO DUARTE LAMENTA SAÍDA DE MÉDICOS DE CAETÉS



Por Wando Pontes

Lamentavelmente chega ao fim uma era de estabilidade de profissionais médicos nas Unidades Básicas de Saúde da Família, nos pequenos municípios do interior.

Com a saída dos profissionais cubanos do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, ressurge o fantasma do leilão de médicos de PSF.

As prefeituras de menor porte financeiro contratavam, já com enormes dificuldades, um médico brasileiro para prestar seus serviços em uma determinada comunidade, e, em pouco tempo, já ficava sem o profissional, dado a escassez de médicos, logo, outro  município de maior arrecadação monetária,   fazia nova e irrecusável proposta financeira, as vezes o dobro do valor que o profissional de saúde recebia, e, assim, se dava o desafio dos gestores públicos para manter os postos de saúde com suas equipes completas.

Este tempo de leilões de médicos no Brasil, só teve fim, quando o governo brasileiro fez uma parceria com o governo de Cuba, a exemplo de dezenas de outros países. Através do Programa Federal, o Brasil recebeu milhares de médicos cubanos que ajudaram a melhorar muito, o Programa de Saúde da Família. 

O prefeito de caetés, Armando Duarte, ratifica esta visão sobre a importância dos médicos cubanos para os municípios brasileiros e para as comunidades mais carentes. 

“Eu na qualidade de prefeito e cidadão caeteense, estou muitíssimo preocupado com a saída dos médicos cubanos do Brasil.

Como cidadão me entristece saber que estes profissionais estrangeiros que, além de exercer tão bem suas funções nas regiões de mais difícil acesso, fortalecia a saúde preventiva e a presença do médico no meio da população.

Como gestor, me preocupa a falta de médicos disponíveis e dispostos a assumir um PSF nos pequenos municípios do interior.

Eu lembro que no começo do meu primeiro mandato, a gente contratava um médico e, logo, outro município oferecia uma proposta melhor, e a gente novamente tinha que correr para encontrar outo profissional para a vaga em aberto, e isso demorava, porque é muito difícil encontrar médico para PSF.

Eu digo que os médicos cubanos realizaram um grande trabalho em Caetés, trouxeram suas experiências na medicina preventiva e no relacionamento com as comunidades carentes. Eu agradeço aos médicos cubanos que tanto fizeram pelo nosso povo, eles vão nos fazer muita falta”. 

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