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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VIVA A INTERVENÇÃO MILITAR!


De Gregorio Duvivier, na Folha de São Paulo

Viva a intervenção militar! Chegamos a tal ponto que só o Exército vai pôr fim à roubalheira. Só não entendi por que ela começou no morro do Rio de Janeiro.

Em Brasília, um terço dos congressistas está às voltas com a Justiça. De todas as favelas do Rio, nenhuma tem uma porcentagem tão grande de criminosos quanto o Congresso. Não somente em quantidade, mas em qualidade: duvido que a quantia total de furtos no Rio seja maior que a verba encontrada no apartamento de Geddel.

"Sim, mas o problema do Rio é o tráfico de drogas." Se o problema fosse exclusivamente esse, também deveriam começar por Brasília. Nenhuma favela do Rio jamais esconderá tanta cocaína quanto o helicóptero daquele senador do PSDB. 

Há quem diga que a intervenção no Rio se dá por causa de um clamor popular. Pesquisa feita em 24h pelo governo federal afirma que 83% da população carioca é favorável à intervenção, noticiou o "Globo". Ora, se Temer se importasse, de fato, com o clamor popular, se retiraria imediatamente do cargo. Espanta que o presidente menos popular da história ainda esteja interessado em saber o que o povo pensa. Se a população for consultada, fica muito claro que a metástase a que ele se refere tem nome e sobrenome: o seu.

Depois, resta saber se algum favelado foi ouvido nessa pesquisa. Acho que não se encaixam na categoria "cidadãos" nem "cariocas". Vale lembrar que até o IBGE, um instituto muito mais sério que o governo Temer, ainda sustenta que a Rocinha tem 69 mil habitantes, enquanto a Light registra 120 mil e a Associação de Moradores estima em 200 mil. Se nem o censo subiu a favela, pode ter certeza de que Temer fez essa pesquisa que nem as plásticas da sua cara: a toque de caixa, pagando pra algum amigo.

A estratégia é batida. Assim como nas guerras americanas "ao terror", o governo inventa um adversário para unir a população. No caso dos americanos, escolhe-se um inimigo externo, de preferência bem longe, pro sangue não respingar. O Brasil não faz cerimônia: escolhe os iraquianos aqui mesmo, pela renda e cor de pele. Temos a sorte de ter uma parcela sub-humana da nossa própria população, de quem a morte não comove muito. Em tempos de crise, isso ainda gera economia em passagens aéreas.


Enquanto isso, o inimigo em comum continua sentado na cadeira presidencial. Já que Temer tá interessado em ganhar popularidade, fica a dica: seu desaparecimento é mais popular do que qualquer intervenção.

Queria aplaudir várias vezes.

2 comentários:

  1. Vou ler o texto acima, com mais tempo... Talvez, à noite! - Porque essa realidade aí exposta, nas primeiras linhas, é incontestável!

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  2. Seu Fora Temer NÃO vai ganhar popularidade NUNCA! Nem que a vaca tussa! - Mais fácil seria um boi levantar voo por cima da Rocinha! ISSO assustaria bem menos aos pobres moradores daquela comunidade! - Os habitantes da Rocinha só moram lá, porque não podem morar na Vieira Souto, nem no Leblon! Juro que se eles pudessem, morariam em Ipanema ou na Lagoa! – 2. Quanto a eles terem sido ou não consultados, tenho PLENA certeza de que NÃO foram ouvidos, muito menos cheirados... Porque no pensamento dessa CORJA pobre tem mau cheiro! – 3. Essa CORJA cheira muito mal... Ou melhor, FEDE MESMO!

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