quinta-feira, 24 de março de 2016

GLOBO SERÁ ALVO DE PROTESTO EM VÁRIAS CAPITAIS

Cada vez mais expressivos setores da intelectualidade, dos professores universitários, do jornalismo e da sociedade reagem ao comportamento da Rede Globo, que interfere demais na vida dos brasileiros e pretende ditar os rumos da política nacional.

O escritor e jornalista Fernando Morais, autor de Olga, Chatô, na Toca dos Leões, o Mago e tantos outros livros lidos por milhões de brasileiros, escreveu um pequeno texto, publicado no site Contexto Livre, Considerando a Globo  e os Marinho como inimigos do Brasil.

Fernando Morais aponta as contradições da emissora da família Marinho:

O 'jornal nacional' é inacreditável. Qualquer papel higiênico sujo de cocô que chegue à redação do jn, e que contenha acusações ao Lula, à Dilma, ao PT e ao governo, é dado como verdade absoluta e escancarado nas manchetes.

Como o Listão da Odebrecht traz nomes de tucanos de farta plumagem — entre eles o José Serra, tratado como "o 333" — o Bonner disse que a ética recomendava esperar as comprovações. E não deu nenhum nome. Já está tudo na internet, mas o jn não deu.

Depois as pessoas acham que estou radicalizando quando digo que a família Marinho e as Organizações Globo são inimigas do Brasil e assim devem ser tratadas.

Repito: a família Marinho e as Organizações Globo são inimigas do Brasil e assim devem ser tratadas.

Outro jornalista, Altamiro Borges, também em Contexto Livre, noticia que nesta quinta-feira (24), a Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais, fará um ato em São Paulo com o slogan "Em defesa da democracia. A saída é pela esquerda". Segundo Guilherme Boulos, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a marcha deverá reunir mais de 50 mil pessoas pessoas e terá o seu desfecho na porta da Rede Globo, na zona sul da capital paulista.

"Este monopólio midiático comanda o golpe e o retrocesso no Brasil", afirmou Guilherme durante entrevista coletiva concedida na sede do Centro de Estudos Barão de Itararé nesta terça-feira.

Prossegue Altamiro Borges:

A empresa da bilionária famiglia Marinho, que explora concessões públicas de rádio e televisão, está brincando com fogo e pode se queimar. Nos últimos dias, cresceram os protestos contra a TV Globo, que assumiu o papel de liderança da conspiração pelo impeachment de Dilma. No gigantesco ato pela democracia na última sexta-feira (18), que tomou a Avenida Paulista, duas palavras-de-ordem foram as mais gritadas pelos participantes: "Não vai ter golpe" e "Fora Rede Globo". Em outras capitais, os mesmos bordões foram entoados por centenas de milhares de pessoas.  

Segundo relato terrorista da Folha - que tem um pacto mafioso com a famiglia Marinho e, inclusive, é sua sócia no jornal Valor - "em Brasília, manifestantes chutaram e bateram em um carro da emissora que parou em frente ao museu Nacional. Alguns militantes pediram para que os outros parassem o ataque... ⁠⁠⁠⁠Em Vitória, Aracaju, Belém e Campo Grande, os manifestantes protestaram em frente às afiliadas da Globo, e uma equipe da emissora TV Verdes Mares, uma dessas afiliadas, foi hostilizada durante protestos em Fortaleza. Na avenida Paulista, em São Paulo, foram distribuídos panfletos em que um quepe militar aparece sobre o logo da emissora, onde está escrito 'TV Golpe'".

Com o agravamento da crise política, a manipulação do império global se tornou ainda mais explícito e agressivo. Ela usou todo seu aparato e seus jagunços de plantão para insuflar as manifestações pelo impeachment de Dilma no domingo retrasado (13) — conforme provaram as jornalistas Bia Barbosa e Helena Martins em reportagem imperdível na revista CartaCapital. Já no ato contra o golpe, na sexta-feira (18), ela se recusou a transmitir a Avenida Paulista ocupada por milhares de manifestantes. Na sequência, as emissoras de rádio e televisão do Grupo Globo deram guarita para os inúmeros atos de intolerância de grupelhos fascistas que espalham o ódio na sociedade.

Este "jornalismo do esgoto" gerou desconforto entre os próprios profissionais da empresa, que não se acovardaram diante do assédio moral da famiglia Marinho. Artistas vieram a público para criticar a cobertura distorcida e partidarizada. A atriz Monica Iozzi, por exemplo, ironizou "os que se informam apenas pelas manchetes do JN". Jornalistas relataram ao blog DCM que as redações do império estão tomadas por partidários do golpe, que não têm qualquer compromisso com a ética e com o verdadeiro jornalismo. O clima é de terror, o que indica que famiglia Marinho decidiu apostar todas suas fichas na desestabilização econômica e política do país. Seria um caminho sem retorno!


Em outros momentos dramáticos da história do Brasil, como no golpe militar de 1964, o império de comunicação da famiglia Marinho já havia adotado a mesma postura irresponsável e criminosa. Nas ruas de várias cidades, pessoas indignadas com as manipulações queimaram os veículos da empresa. Agora o clima é novamente de revolta contra o golpismo. Além do protesto de quinta-feira, agendado pela Frente Povo Sem Medo, outros atos já estão sendo marcados diante das sedes da emissora e das suas afiliadas no país. Espontaneamente, internautas inclusive já propõem o boicote aos anunciantes da emissora. A Rede Globo está brincando com fogo e pode ser queimar!

6 comentários:

  1. José Fernandes Costa24 de março de 2016 13:15

    Quando eu venho escrevendo aqui: "Rede Globo de Manipulações", estou ACERTANDO em cheio. - NOTEM que o Altamiro Borges USOU algumas vezes essa expressão, inegavelmente verdadeira!!!


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  2. A IMPRENSA COMO A TV GLOBO QUE É ESCROTA E A REVISTA VEJA QUE NÃO TEM PAPA NA LÍNGUA TEM DE SE LIGAR NO MODUS OPERANDI DA SOFISTICADA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRESTEM ATENÇÃO NESTE RELATO:

    PT adota estratégia da máfia italiana

    Em entrevista à BBC, o célebre Antonio Di Pietro alerta para a estratégia de deslegitimação da Justiça, muito usada pela máfia italiana para deter a operação Mãos Limpas na década de noventa.

    Di Pietro, principal promotor do caso, lembra que sofreu todo tipo de ataque.

    "Fui acusado de ter realizado prisões ilegais, de ser um agente secreto sob ordens da CIA, de ter provocado suicídio de pessoas presas, de ter feito a operação para destruir o sistema dos partidos, de estar envolvido eu mesmo em atividades ilegais e assim por diante." Dilma, Lula e o PT são como a máfia italiana. Certa vez alegaram até que o pai do juiz MORO foi o criador do PSDB do Paraná, sem nunca ter sido.

    É ASSUSTADOR OU NÃO É O MODUS OPERANDI DO BANDO DE BANDIDOS BARBUDOS, HEIN?!?!?!

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  3. Ótimo esse comentário do Altamir Pinheiro. Preocupante. Vamos ficar ligado.

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  4. Cerca de 30 mil pessoas cercaram a sede da Rede Globo em São Paulo na noite desta quinta (24), ao finalizar manifestação em defesa da democracia; o protesto pacífico, intitulado "Ato em Defesa da democracia - A saída é pela esquerda", realizou uma marcha por algumas vias da capital paulista; os manifestantes são favoráveis a permanência da presidente Dilma Rousseff no governo e contra o impeachment; o movimento acusa a Globo de "apoiar um golpe contra a democracia no país"; "Chegamos ao final da marcha no local que é o símbolo de um golpe que está sendo arquitetado no país", disse um dos organizadores do ato; "Golpe nunca mais, eu tô nas ruas por direitos sociais" foi um dos gritos entoados no protesto. Os manifestantes também entoaram: "barrar a Direita no governo, no Congresso e nas ruas".

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  5. LULA 1: SÍNTESE DOS FATOS E FENÔMENOS OCORRIDOS NO BRASIL

    Ao determinar que Sérgio Moro enviasse as investigações sobre Luiz Inácio Lula da Silva para o STF, o ministro Teori Zavaski tomou uma decisão que vai muito além do episódio em si.

    Teori abriu uma janela numa situação de exceção que ameaça o Estado Democrático de Direito, numa iniciativa que pode ser de grande utilidade para o país fazer um debate necessário sobre os rumos da Operação Lava Jato.

    Vitória surpreendente da defesa logo após duas derrotas consecutivas no mesmo tribunal, a decisão de Teori Zavaski é explicada, nos meios jurídicos, por uma cautela particular da Advocacia Geral da União.

    Em vez de entrar com um pedido de habeas corpus, contestando decisão anterior de um ministro da Casa, o que pode ser muito correto no mérito, mas não costuma prosperar na prática, pois coloca um juiz na posição de confrontar a decisão de outro, situação que nenhum magistrado gosta de provocar, a AGU optou por outra estratégia.

    Fez uma reclamação alegando que, ao liberar os grampos de Lula, inclusive aqueles onde conversava com a presidente da República e o ministro da Casa Civil Jaques Wagner, Sergio Moro havia usurpado prerrogativas do próprio STF, já que tinha a obrigação legal de encaminhar esse material ao Supremo.

    O argumento funcionou, permitindo a Teori Zavaski tomar uma decisão de alcance inegável.

    Num sinal visível sobre a degradação do sistema de garantias e direitos individuais assegurados pela Constituição, o país encontra-se naquele momento em que um abuso contra direitos fundamentais deixa de ser visto como aquilo que é – um ato lamentável, a ser corrigido rapidamente – para tornar-se um recurso banal, aceitável, quem sabe natural, ajudando alimentar novos abusos.

    Na Lava Jato, isso ocorre quando prisões sem culpa formada – sejam em regime temporário, sejam provisórias – passam a ser parte natural da paisagem e toda tentativa de resistência passa a ser apresentada como uma manobra condenável destinada a garantir a impunidade.

    É curioso notar que, no mesmo dia em que a decisão de Teori Zavaski sobre Lula foi anunciada, tenha chegado ao jornal Valor Econômico a revelação, publicada sem fontes identificadas, de que a força tarefa da Lava Jato previa um possível pedido de prisão do ex-presidente nos próximos dias. (Gilmar Mendes, ao assinar a liminar que suspendeu a posse de Lula na Casa Civil, alegou que sua ida ao governo tinha como única finalidade impedir a própria prisão).

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  6. LULA 11: SÍNTESE DOS FATOS E FENÔMENOS OCORRIDOS NO BRASIL .

    Ao determinar que a investigação sobre Lula seja levada ao Supremo, Teori eliminou essa possibilidade, ao menos temporariamente – e isso é bom para o país, já que é preciso alimentar uma dose insana de hipocrisia política para deixar de reconhecer que, além do boneco pixuleco e pedalinhos, a investigação sobre Lula não tem sido acompanhada de fatos e provas capaz de incriminá-lo.

    (Seu alimento é a velha vontade de perseguição política, um dado da vida real tão conhecido que, no fim de seu governo, Fernando Henrique Cardoso patrocinou um projeto que simplesmente garantia foro automático para todo ex-presidentes da República. Em 2002, por decisão de Gilmar Mendes, os ministros José Serra, Pedro Malan e Pedro Parente tiveram acesso ao foro privilegiado mesmo depois de deixar o governo – num caso que se prolongou por até 2015).

    Ao julgar favoravelmente o pedido de reclamação 23.457, Teori escolheu palavras duras e formulou argumentos claros, que merecem uma reflexão mais demorada. Empregando uma expressão que não deixa margem a dúvidas, o ministro disse que Sérgio Moro era "reconhecidamente incompetente" para determinar a divulgação de grampos telefônicos em que estavam envolvidas autoridades com direito a foro privilegiado, "inclusive a própria presidente da República." Também acrescentou que a decisão do juiz comprometeu "direitos fundamentais" assegurados pela Constituição, afirmação de gravidade incomum, ainda que nem todos prestem atenção a esses valores nos dias que correm.

    Com apoio na legislação que autoriza os grampos telefônicos, o ministro sublinhou que Moro cometeu o impensável: "não há como conceber", observou, que tenha ocorrido a divulgação das gravações num país onde interceptações telefônicas devem ser mantidas em sigilo (artigo 8 da lei 9269) e devem ser inutilizadas quando contém informações que não dizem respeito às investigações (artigo 9). Diante da tese de Moro, para quem se poderia justificar a decisão em nome do "interesse público", Teori rebateu: "É descabido," escreveu, recordando que nenhuma pessoa perde o direito a intimidade e a privacidade porque exerce funções públicas.

    São afirmações preocupantes, quando envolvem um magistrado que conduz uma investigação que há muito ultrapassou as fronteiras da justiça. Tornou-se uma fonte de instabilidade para a política e de desordem para a economia, sendo responsável por uma queda de pelo menos 2 pontos no PIB, conforme estimativas de economistas do Ministério da Fazenda e também do PSDB.

    O ministro admite a possibilidade, até, que a investigação sobre Lula seja desmembrada da Lava Jato.

    Ao abrir uma janela, Teori Zavaski colocou a necessidade do respeito aos direitos fundamentais O país deve aproveitar essa oportunidade.

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