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GOVERNO DO ESTADO

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GOVERNO DE PERNAMBUCO - FUNDARPE

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O ESTADO COMO PROLONGAMENTO DA FAMÍLIA

O então candidato Paulo Câmara, 
Renata Campos e os filhos

Por Michel Zaidan*

Estava eu retornando de uma reunião de trabalho com a diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (FETAPE), quando fui surpreendido com gritos de um motorista na rua, que acenava para mim perguntando o que achava da nomeação do infante João Henrique para o cargo de secretário de governo. Certamente não foi por necessidade econômica do órfão de pai. Além da pensão por morte, o jovem desfruta de uma situação familiar confortável. Então, qual seria a motivação do governador em nomear o filho do falecido Eduardo Campos para a sua assessoria? - Não deve ter sido em função de suas qualificações profissionais e da pouca idade e experiência que o jovem possui. Também não deve ter sido pelo bem do Estado de Pernambuco e dos pernambucanos.

Poderia ser uma digna apoteose do recente carnaval que homenageou a figura de Miguel Arraes e seus descendentes. Dizia Ariano Suassuna - amigo íntimo dessa família-  que o povo brasileiro tinha uma enorme nostalgia da monarquia portuguesa, seus títulos nobiliárquicos, seu fausto e brilho. Que, no fundo, todos nós éramos monarquistas disfarçados de presidencialistas imperiais. Mas a monarquia arianista era de carnaval, meramente simbólica, uma encenação digna de um teatro mambembe, que ele tanto admirava.

O problema é quando a fantasia pula dos romances armoriais e das troças carnavalescas diretamente para o Palácio do Governo e assume cargo e contracheque, às custas do erário público. Será que o senhor Paulo Henrique Saraiva Câmara não se dá conta do simbolismo dessa nomeação? - Acha que ela é um fato corriqueiro, natural (talvez, numa gestão familista) que não chama a atenção de ninguém. Logo ele que foi recrutado do Tribunal de Contas do Estado, que tem por tarefa fiscalizar as contas da administração pública?

Pode não ser, mas essa nomeação de um filho do falecido governador, responsável direto pela eleição do atual governador e do atual prefeito da cidade do Recife, pode parecer uma troca de favores, uma retribuição à família enlutada pelos extraordinários esforços realizados para sua eleição, quando ele era ainda um mero técnico e analista de contas do tribunal do Estado. Poderia ser também uma forma de se criar um trampolim político para catapultar uma futura e vindoura candidatura às eleições municipais deste ano. 

Mas há, também, uma hipótese irrecusável que anda de boca em boca na cidade do Recife: assim como a matriarca do clã, a ministra-mãe, vem envidando todos os esforços para transformar o seu filho em prefeito de Olinda (pobre Olinda!), a mãe do infante Paulo Henrique deve ter recorrido à cota-parte de que desfruta nesse reino armorial para emplacar a carreira política do filho. Esta hipótese não é de todo descabida, pois entre os herdeiros do espólio eduardista ela detém muito poder. Não parece. Mas tem. E o seu poder de persuasão não é meramente dialógico ou discursivo, é bem mais eficiente do que isso.

O Estado de Pernambuco tornou-se um botim disputado pelas várias facções e grupos remanescentes com a morte do ex-governador. Nem todos os competidores têm o mesmo poder. Uns o conservam por linhagem dinástica, de sangue, de parentesco - próximo ou distante. Outros, pela subserviência, pela fidelidade canina ou de interesses. Há, ainda, os espertos e malandros de sempre, farejando vantagens aqui e ali.

Por quanto tempo, os pernambucanos vão tolerar o domínio dessa oligarquia?



*Michel Zaidan Filho é filósofo, historiador, cientista político, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia.

11 comentários:

  1. Pergunte a um esquerdista se ele ensina seus filhos a serem gays, lesbicas ou drogados? Nunca! Os esquerdistas de alta linhagem sabem da realidade de que a família é algo fundamental para qualquer perspectiva futura em suas vidas e estimulam os trouxas essas baboseiras de gayzismo, lesbianismo, promísquidade é coisa de gente alienada sem perspectiva de futuro na vida. Esquerdistas reais têm um pensamento puramente dinástico. E a familia Campos é o exemplo acabado disso que digo.

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    1. João Campos, novo Chefe do Gabinete do governador, fez um discurso entusiasmado, onde se colocou à disposição das lideranças e da população: "Se meu pai, Eduardo Campos, tivesse dado ouvidos aos comentários preconceituosos quando assumiu, também aos 22 anos, a mesma chefia de gabinete, e tivesse ele desistido, Pernambuco não estaria mandando hoje jovens para o exterior, não teria investido nas escolas integrais, não teria interiorizado os serviços de saúde, não teria tantas ações que mudaram para melhor a vida das pessoas, e o Brasil não teria conhecido um dos maiores homens públicos da história recente deste país. Vou responder a intolerância e o preconceito com muito trabalho, pegando no serviço manhã, tarde e noite". - Afirmou em um dos momentos de sua fala.

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  2. Essa família vai longe. Quem sabe daqui a umas duas decadas sairá dai um presidente da republica?

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  3. Ainda bem que os filhos de Eduardo Campos puxaram pra política. Em termos de futuro estamos muito bem servidos politicamente. Graças a Deus!

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  4. Em outro comentário chamei o garoto filho do ex governador de moleque, me enganei, o grande moleque nessa história e o atual governador Paulo camara

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    1. Eu não chamaria jamais um governador da qualidade do Paulo Câmara de moleque.Pois o chamamento de seu filho mais velho para continuar o legado de um homem que morreu no campo de batalha não foi apenas uma tragédia em si.

      Para muitos a entrada do ex-governador a sucessão de Dilma era exatamente para tirar essa disputa de foice e estrovenga entre PT e PSDB.Esses dois partidos fizeram muito pelo Brasil,mas foram conivente e subserviente com o grau maior ou menor de corrupção na República brasileira.

      Não que o ex-governador tenha sido uma flor e santo,muito pelo contrário,rezou e compartilhou desse sistema eleitoral brasileiro que formou até hoje o político pilantra e criminoso por essência, com raríssimas exceções.E a culpa é do sistema já dizia Zé Gomes lá das bandas de Jupi.

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  5. Uns aplaudem outros ficam indignados, aqui fica registrada suas opiniões, puro blá-blá-bla, na prática a história da Casa Grande continua e a Zenzala de braços cruzados vê a carruagem passar.

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  6. A VEREADORA MARÍLIA ARRAES TRAVOU UM DUELO DE VIDA OU MORTE NA CAMPANHA PARA PRESIDENTE DO BRASIL EM 2014 CONTRA O SEU PRIMO,O EX-GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS.UMA BRIGA SEM NECESSIDADE.

    HOJE VOLTA A TRAVAR OUTRA BRIGA COM OS DOIS FILHOS DO EX-GOVERNADOR.PROVAVELMENTE SE TIVESSE UM POUCO MAIS DE MATURIDADE POLÍTICA NÃO ENTRARIA NESSAS BOLAS DIVIDIDAS EVITANDO UMA CANELADA OU UMA PORRADA SEM NECESSIDADE.

    QUANDO DR. MIGUEL ARRAES DE ALENCAR NOMEOU EDUARDO CAMPOS O SEU NETO PARA CHEFE DE GABINETE TODOS CRITICARAM INCLUSIVE JARBAS VASCONCELOS. QUANDO O VICE -GOVERNADOR DE PE RAUL HENRY FOI NOMEADO PARA SER SECRETARIO EM PE TODOS EM RECIFE DIZIAM QUE ELE ELA UMA CRIA DE JARBAS VASCONCELOS PARA SER PREFEITO E GOVERNADOR. O CARA FOI VICE PREFEITO DO RECIFE E HOJE É VICE GOVERNADOR DE PERNAMBUCO.

    PROFESSOR ZECA BARBOSA DE LAGOA DO OURO-PE.

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  7. ESSA MARÍLIA ARRAES É UMA CANZINZA, FEITO O ALTAMIR PINHEIRO QUE IMPLICA COM TUDO E COM TODOS, TORNANDO-SE UMA PARLAMENTAR RIDÍCULA, APESAR DE SER BASTANTE CAPACITADA. NÃO SEI SE TÁ MERECENDO LEVAR UMA BOA DEDADA NO PÉ DO CIPA PARA BAIXAR O FACHO OU O FOGO, OU ENTÃO UM CHEGA PRA LÁ DA FAMÍLIA, A COMEÇAR PELO FUTURO PREFEITO DE OLINDA O IRMÃO DE OI DE GATO.

    P.S. Corre o boato que essa comunistinha vai se filiar ao PT. Ai, vai dar mais do que certo. Porque está juntando o inútil ao desagradável... Bem empregado que não seja reeleita, torço por isso!!!

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  8. Voto nele pra federal, desde 1986 voto nessa família,,,,,

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