terça-feira, 17 de novembro de 2015

MORRE GINO CÉSAR, O HOMEM DO BANDEIRA DOIS

O radialista Gino César, que comandava o programa policial “Bandeira Dois” há quase 30 anos, morreu aos 79 anos, no Recife, na madrugada desta terça-feira (17). Ele estava internado há 15 dias por causa de problemas respiratórios e sofreu um infarto agudo no fim da noite de segunda (16). A família ainda não definiu os detalhes do sepultamento.
Aos 79 anos, Gino César estava se tratando de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), conhecida como enfisema pulmonar, em um hospital particular da Zona Norte do Recife. Em agosto, ele já havia sofrido um infarto agudo no miocárdio. Na ocasião, passou um mês internado.

“Ele teve alta e estava se recuperando em casa, mas ficou com um cansaço grande. Há 15 dias, começou a se sentir mal, com dificuldade de respirar, e precisou ser internado novamente”, conta Paulo Ricardo da Silva, filho de Gino César.

Segundo Paulo, o quadro de saúde do radialista se estabilizou, mas voltou a piorar neste final de semana. “Ele estava no quarto, mas no sábado começou a se sentir mal. Ontem à noite (segunda), se sentiu muito mal e precisou ser transferido para a UTI”, relatou.

Gino César deu entrada na UTI por volta das 22h30. Logo depois, sofreu um novo infarto agudo no miocárdio. Desta vez, não resistiu e morreu por volta das 2h30 da madrugada.

O repórter do Bandeira Dois

Gino César ficou conhecido pelo jeito único de narrar as notícias policiais, de forma cantada. A marca foi herdada dos tempos em que fazia radionovela. Já o nome do programa, Bandeira Dois, faz referência à onda de assaltos cometidos contra os taxistas da capital pernambucana na década de 1960, quando Gino começou a trabalhar na rádio.

Nos bastidores da redação, o radialista também era famoso pelo seu jeito simples e carismático. Era um dos primeiros a começar a trabalhar, em busca dos destaques policiais. Tradicional, nunca trocou a máquina de escrever pelo computador e sempre usava um chapéu de couro.

Natural de Rio Formoso, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, Gino mudou-se para a capital ainda muito jovem. No Recife, trabalhou como taxista e motorista de rádio. Depois, começou a atuar como ator de radionovela e repórter policial. Ele passou pelas rádios Clube, Tamandaré, Olinda e comandava o Bandeira Dois na Rádio Jornal há quase 30 anos.


Gino César deixou três filhos e três netos. Alguns dos parentes moram em Sergipe e estão a caminho da capital pernambucana para definir os detalhes do sepultamento do radialista. (Júnior Almeida, com informações do G1.com).

Um comentário:

  1. De 1980 a 1990 eu pude assistir pela RÁDIO JORNAL esse brilhante locutor e narrador GINO CESAR.Uma figura ímpar do RÁDIO BRASILEIR0, trazia-nos para o nosso conhecimento os fatos e os fenômenos que aconteciam nos bairros do Recife, mostrando-nos qual ou quais bairros eram os mais violentos.

    A população inteira do Recife ligava o seu RAIDINHO de pilha ou eletricidade para assistir e ouvir ele narrando esses tristes acontecimentos do mundo do crime.

    E assim todos nós estudantes nos preparámos espiritualmente para sair de casa qualquer hora do dia ou da noite. À noite somente se saia para aqueles lugares seguros e acompanhados dos amigos.Uma festa em Recife saímos juntos em torno de 4 ou 8 colegas e voltamos juntos e andando pelo meio da rua e não pelas calçadas em função das árvores nas calçadas que servia de esconderijo pelos os assaltantes.

    A população de Recife planta árvores nas calçadas para ajudar a natureza.As folhas das árvores durante o dia absorvem o gás carbônico e durante a noite transforma em oxigênio.Isto se chama fotossíntese.

    O relógio era colocado dentro da meia,dinheiro também e olhos atentos para os quatro lados da rua, em frente,a trás,pela direita e pela esquerda.

    Uma certa vez eu fui ao centro de Recife. Peguei um ônibus errado e fui parar no Bairro de Santo Amaro por das 10:99h. Sai a pé e um cidadão me perguntou pra onde eu ia, eu respondi vou para o Derby. Ele me aconselhou a voltar pegar o ônibus de novo e voltar ao centro e pegar o ônibus que fosse para o Derby. Esse bairro aqui é um dos mais violentos do Recife.

    Foi assim 9 anos morando na Casa dos Estudantes de Pernambuco, comendo xepa,estudando e aprendendo muita química e matemática,muito português, muita história e procurando dar muito valor a vida. Cruzei muito os batentes na Universidade Católica de Pernambuco e depois estudei na Universidade Federal Rural de Pernambuco.

    Foram duas disciplinas que levei muitos anos para aprender algo mais, química e matemática.Tentava aprender física um campo muito vasto e carente de jovens aprendizes.

    Tantos jovens talentosos que o Brasil tem, tantas pessoas ociosas quando deveriam permanecer mais tempo nas Escolas aprendendo Química,Física e Matemática para serem grandes engenheiros químicos, físicos, eletrônicos, civis e médicos, arquitetos,cursos de design, software , cursos técnicos e outros mais.

    Portanto, Recife perdeu o seu mais emocionante locutor narrador GIN0 CESAR,homem da melhor qualidade que nos alertou a andar seguro sem pestanejar e atentos aos olhares da vida sem perder o rumo ou a vida.

    Parabéns,GINO CESAR.O RECIFE todo lhe agradece!

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