ALEPE

ALEPE
ALEPE

GOVERNO DO ESTADO

GOVERNO DO ESTADO
GOVERNO DE PERNAMBUCO - FUNDARPE

quinta-feira, 26 de março de 2015

O QUE É A OPERAÇÃO LAVA JATO

A Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 17 de março de 2014, desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas que movimentou algumas centenas de milhões de reais. As investigações indicam a existência de um grupo brasileiro especializado no mercado ilegal de câmbio. No centro das investigações, estão funcionários do primeiro escalão da Petrobras, a maior empresa estatal do Brasil. A PF apontou o pagamento de propina envolvendo executivos de empresas, especialmente empreiteiras, que assinaram contratos com a companhia de petróleo e políticos. Entre os crimes cometidos, aponta a investigação, estão sonegação fiscal, movimentação ilegal de dinheiro, evasão de divisas, desvio de recursos públicos e corrupção de agentes públicos.

A queda das empreiteiras

Em novembro, a Operação Lava Jato entrou em uma nova fase. Desta vez, por determinação da Justiça Federal, foram presos alguns presidentes e diretores das maiores empreiteiras do País, como Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, Mendes Junior, Engevix, Engesa, UTC e Queiroz Galvão e Iesa. Os especialistas em Justiça relacionaram a Operação Lava Jato a Operação Mãos Limpas, da Itália. Nos anos de 1990, o trabalho da Justiça italiana ajudou a acabar com vários esquemas envolvendo o pagamento de propina por empresas privadas que tinham interesse em garantir contratos com órgãos públicos e estatais com o objetivo desviar recursos para o financiamento de campanhas políticas.

O caminho do dinheiro

De acordo com as investigações da PF, existe uma suposta ligação entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa com o esquema de lavagem de dinheiro operado pelo doleiro Alberto Yousseff. Costa foi preso pela Polícia Federal em 20 de março enquanto destruía documentos poderiam ter relação com o inquérito. Em depoimento à Justiça Federal, em outubro, Costa revelou o pagamento de propina na Petrobras. Segundo o ex-executivo da companhia, o dinheiro era cobrado de fornecedores da estatal e redirecionada a três partidos: PT, PMDB e PP. As legendas teriam utilizado o dinheiro na campanha de 2010. Os partidos negam que isso tenha ocorrido. Em outubro, como decidiu colaborar com as investigação, Costa conseguiu um acordo de delação premiada homologado pela Justiça. Este tipo de acerto pode ajudar na redução de sua pena em caso de condenação pela Justiça. O mesmo tipo de acordo é negociado pelos advogados de Alberto Youssef, que tem dado uma série de depoimentos à Justiça Federal e contribuído com informações sobre os envolvidos no esquema dentro de partidos.Os políticos
Na noite de sexta-feira, 6 de março, a lista elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os nomes de 47 políticos supostamente envolvidos em desvios na Petrobras foi divulgada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. No mesmo dia, foram abertos 28 inquéritos para investigar os acusados, 37 deles suspeitos de formação de quadrilha. Entre os nomes da lista estão o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), ex-presidente da República; e o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais. O Partido Progressista (PP) é o maior alvo de inquéritos, 32 no total. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou a ser incluído na lista, mas teve seu inquérito arquivado devido à fragilidade de provas contra ele. No dia seguinte à divulgação dos nomes, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista coletiva na qual defendeu a presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela não foi inclusa na lista por não haver provas para isso e afirmou por diversas vezes que o governo federal não interferiu de nenhuma forma na investigação, ressaltando a independência das instituições no País em relação à presidência da República.
O início dos trabalhos
Na primeira fase da Operação Lava Jato, os mandados de prisão e de busca e apreensão relativos a Operação Lava Jato foram expedidos em Curitiba e outras 16 cidades do Paraná. Os agentes federais também cumpriram ordens judiciais em outros seis Estados: São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Na fase da operação deflagrada em novembro, houve mandados de prisão, busca e apreensão e ações coercitivas em cinco Estados (Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco), mais o Distrito Federal. (Fonte: Último Segundo).

3 comentários:

  1. Católicos romanos dão as mãos à cidadania: devolve “seu” Gilmar

    Retorno ao tema da luta por uma sociedade justa com a participação dos cristãos, de preferência de modo justo e não alienado ou pela direita, na colaboração com os inimigos do povo, da democracia e do Brasil, como muitos desgraçadamente fazem, traindo a missão original de Jesus, segundo os relatos evangélicos.

    Com alegria me deparo com a disposição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, da Igreja Católica Apostólica Romana, de pressionar o "seu" Gilmar Mendes, inadequado e despropositado ministro do Supremo Tribunal Federal, a devolver o processo de julgamento sobre financiamento privado de campanhas eleitorais, sobre o qual malandramente sentou há quase um ano.

    A CNBB corretamente não levanta a voz pela justiça e pela verdade isoladamente. Une-se a entidades sérias e democráticas como a Ordem dos Advogados do Brasil, a União Nacional dos Estudantes e muitas outras que integram a "Coalização pela Reforma Política".

    Depois de visita ao Presidente do STF, Ministro Ricardo Lewandowski, o Secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, declarou aos repórteres: "Estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas. Gostaríamos de ver resolvida essa questão. Creio que Supremo poderá nos dar luz e ajudar a sociedade, inclusive o Congresso, com a aprovação da Adi".

    O gesto impatriótico do "seu" Gilmar Mendes de sentar-se sobre o julgamento do financiamento privado das campanhas eleitorais se reveste do significado de muitas bofetadas autoritárias e safadas na cara da democracia brasileira.

    O financiamento privado e empresarial das campanhas eleitorais tem o sentido de sequestrar os votos do povo brasileiro pela elite conservadora e descontente com os avanços dos direitos políticos da sociedade.

    A democracia estagnou sequestrada pelos empresários, notadamente pelos bancos e pelas empreiteiras, que compram os parlamentares e executivos desde vereadores, prefeitos, governadores ao Congresso Nacional.

    Isso gera monstros do tipo achincalhadores moda picareta como o "seu" Eduardo Cunha e mais 399 deputados e talvez uns 56 senadores, no dizer do ex-ministro da Educação, Cid Gomes.

    É nessa mão à direita que se move o "seu" Gilmar Mendes. Este senhor protege achincalhadores, monstros e sequestradores da cidadania, cujos eleitores não conseguem votar em pessoas que realmente defendam e lutem pelos reais interesses da maioria do povo.

    Cheguei muitas vezes a pensar que o "seu" Gilmar Mendes algum dia acordaria em paz com o Brasil e com a democracia, procurando usar o cargo que nasce do povo, ocupando um órgão público, sustentado pelos impostos dos trabalhadores, para fazer justiça a favor da senzala e dos excluídos.

    Mas que nada, este homem cercado por jagunços na sua fazenda e cidade de Mato Grosso (como denunciou o seu atual comparsa Joaquim Barbosa), amigo de Demóstenes Torres, de Marconi Perillo e de toda a horda demotucana, que adora abraços e tapas nas costas da família Marinho da Globo, de relações iníquas com o família dona da falsária Veja, de olhar rancoroso, de rosto enriquecido pelo ódio ao povo, ator de baixa qualidade e de voz feia no teatro da escabrosa Ação Pena 470, sob ordens da mídia dominante, jamais atuará em favor de mais participação popular e eleições limpas.

    O "seu" Gilmar Mendes cumpre o papel do inferno ao sentar sobre a pilha de papel do processo que livraria o Brasil do lamaçal de dinheiro sujo. Tais recursos alimentam os cofres dos que sequestram a democracia a favor dos negócios rendosos. Tais maus brasileiros temem os pobres, os trabalhadores, os negros, as mulheres e os indígenas no protagonismo nas decisões políticas em favor da maioria.

    ResponderExcluir
  2. Todos os ex-tesoureiros vivos dos grandes partidos deveriam ser chamados a depor para contar para nós como se deu as eleições de FHC -Lula-Dilma.

    O Paulo César Farias foi o primeiro a sofrer perdendo a sua vida. Será que esse congresso nacional não reage tomando vergonha na cara?

    Depois de ver tanta gente presa e sofrendo por causa dessa política safada, corrupta, picareta e achacadora que tem ceifado muitas vida no Brasil, esse Gilmar Mendes continua sentado na ADIN? Gilmar Mendes, sai de cima, vai?



    ?

    ResponderExcluir
  3. Gostaria de corroborar com a opinião dos anônimos, deste dia 27 de mar, sendo o primeiro às 03:58 e o segundo às 04:35. Mais, que esse Gilmar Mendes apesar do corporativismo que sabemos que existe, já deveria ser mandado para sua polpuda aposentadoria porque denigre seus pares e homens de bem, que ainda estão no exercício de suas funções. Um homem que proteje uns em detrimento de outros, um homem sujo, que se vende por trinta moedas ( de ouro é claro) cínicamente, sem esconder os seus atos.Na minha opinião ele não merecia aposentadoria coisa nenhuma, merecia era a Polícia Federal e o Ministério Público, fazer uma devassa na sua vida pregressa e suja, confiscar seus bens e mandá-lo para a cadeia, que é seu lugar hoje e sempre. Enquanto o Brasil protejer corruptos como esse Gilmar Mendes é protegido e protege um sem número de canalhas, nunca seremos uma grande nação. O corrupto e seus protetores deveriam mofar na cadeia, e pior, quem proteje são os que são pagos por nós, recebem seus polpudos vencimentos para defender a sociedade e os homens de bem, que diuturnamente constróem nosso País, com suor e lágrimas. Sei que é um sonho, porém um dia acontecerá, também sei que não vai dá tempo para que eu assista esse País tomar vergonha na cara de uma vez por todas. Ministério Público significa é claro, Ministério do povo, portanto, como sua grande maioria é composta de homens sérios, assim como a Polícia Federal, não tenham compaixão de corruptos e mostrem a sociedade que os senhores merecem o que ganham e no caso da Polícia Federal, na minha opinião ganham pouco demais.

    ResponderExcluir