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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

GARANHUNS E O COMPLEXO DE PETER PAN

Artigo de Paulo Camelo:

Garanhuns, entre as décadas de 1940 a 1960, era uma das cidades que mais crescia no Nordeste brasileiro. Após a erradicação da lavoura do café, a cidade começou a declinar até hoje. Perdeu  várias indústrias, lojas, cinemas, clubes sociais e esportivos, extensão territorial para os Distritos emancipados, o clima de montanha devido ao desmatamento, a produção de flores e agrícola, além do transporte de carga e passageiros, via férrea, dentre outras perdas.    

Algumas fontes de água mineral, a exemplo do Pau Amarelo, foram contaminadas devido aos aterros sanitários e a falta de zelo do poder público. Atualmente está em curso o aterro indevido na Liberdade, sob a omissão dos membros dos Poderes Legislativo e Executivo, e dos órgãos fiscalizadores de preservação ambiental. Some-se a tudo isso a falta de representação política na Assembléia Legislativa de Pernambuco e na Câmara Federal, bem como a proibição contida no Plano Diretor de não permitir a construção de edificações com mais de três andares. Vale ressaltar que o Plano Diretor, aprovado em 23.12.2008, foi elaborado pela Legião Estrangeira.

A duplicação da BR 423 não sai do papel e além do mais os diretores do DNIT não ouvem as reivindicações da comunidade quanto ao traçado da duplicação da Rodovia, a qual carece de mais uma alça nas imediações da  interseção  com a área urbana no bairro do Magano, evitando a ocorrência de acidentes. Lembrando que quando a Rodovia foi construída cortou ao meio a Serra do Magano (Colina do Magano).

Mas, não é só a Colina  do Magano que foi cortada, uma vez que a Colina  Antas, por trás da Fábrica de Bebidas de Geová, foi também cortada na cumeeira no governo do ex-prefeito Silvino Duarte, ex-líder da Legião Estrangeira (são políticos de outras cidades ou políticos de Garanhuns que se associam aos interesses alheios). Assim, Garanhuns reduziu de 7 para 6 colinas e meia.

O intercâmbio cultural e de serviços entre pessoas residentes em diversos lugares do Brasil, é muito bom para o desenvolvimento das cidades. Mas, quando passa pelo viés político, a coisa muda de sentido. Pois, em Garanhuns, diferentemente de Caruaru e Petrolina, a população  carrega consigo o Complexo de Peter Pan, permitindo que políticos de outras cidades sejam bem votados em nossa cidade. Ou seja, é como se a população  estivesse com preguiça de apresentar as suas reivindicações aos políticos que aqui residem, preferindo não ter representação política para a cidade NÃO CRESCER, permanecendo  na idade de “adolescente”.

Por outro lado, a falta de lazer, o arrefecimento  das festas juninas e de carnaval, contribuíram com êxodo da população nesses períodos. 

O governo Izaías, e a oposição conservadora do vereador Sivaldo Albino, apesar de se engalfinharem na disputa eleitoral, defendem as mesmas políticas: a política dominadora da  Legião Estrangeira. Afinal, o prefeito Izaías, apresentou o seu afilhado e candidato a Deputado Federal, Jorge Corte Real (Recifense), e o vereador Sivaldo, apresentou o seu neófito correligionário, o candidato a Deputado Federal, Fernando Monteiro (também Recifense).
     
A Legião Estrangeira, a qual governa o município a quase meio século, deixou de apresentar  projetos de porte nos 8 anos do governo do ex-presidente Lula.
     
A situação é tão crítica que a maioria dos ex-prefeitos da Legião Estrangeira, mesmo sendo representantes da burguesia, não têm, de há muito tempo, o mínimo acesso ao governo do Estado de Pernambuco, seja na época do ex-governador Jarbas Vasconcelos, seja no governo do ex-governador Eduardo Campos, seja agora com o  governador João Lyra Neto e em 2015, certamente o prefeito Izaías Régis, não terá acesso ao governador eleito Paulo Câmara.
        
Precisamos mudar e melhorar  a auto-estima do nosso povo. Mas, é preciso vencer  o Complexo de Peter Pan, ora visível no Plano Diretor  e  na ausência de representação política nos parlamentos estadual e federal.  

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