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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A DECISÃO DO PSB - Por Josias de Souza

Política é a arte de aproveitar as oportunidades. Mas certos partidos não perdem a oportunidade de perder uma oportunidade. Foi o que fez nesta quinta-feira o PSB. Velho aliado de Lula e do petismo, foi à sucessão de 2014 vestido de oposição —primeiro com Eduardo Campos, depois com Marina Silva. No segundo turno, aliou-se à candidatura sobrevivente do tucano Aécio Neves.
Pois bem. Quando se imaginava que a legenda estivesse enfiada numa trincheira, preparando-se para 2018, ela ressurge no alto do muro. Reunida nesta quinta-feira (27), a Executiva do PSB decidiu: nem oposição nem situação. Adotará a linha da “independência propositiva”, seja lá o que isso signifique.

O PSB decidiu também proibir seus filiados de aceitar cargos no governo de Dilma Rousseff. Uma proibição inócua, já que não veio acompanhada da fixação de um castigo para quem desrespeitá-la. De resto, não há notícia de que Dilma tenha a intenção de convocar alguém do PSB para sua equipe.

Oposição, como se sabe, é oposição. O resto é armazém de secos & molhados. O PSB está separado por uma letra daquele PSDB que já cansou até o tucanato. O perigo para quem escala o muro é descer do lado errado. (Texto e foto: Blog de Josias de Souza/Folha de São Paulo).

2 comentários:

  1. Todos conhecíamos o PSB no primeiro mandato de Eduardo e no segundo mandato de Lula, veio a implosão quase que de repente, Eduardo se torna independente, quer ser Presidente, se une ao que de mais retrógrado nós temos na política, que são o PSDB e o DEM bem ali pertinho. vem as pesquisas Eduardo lá em baixo, também aqui em Pernambuco com Armando Monteiro liderando e para Presidente o que mais se aproxima de Dilma é Aécio Neves. O caso fatídico aconteceu e transformaram seu funeral, (nem o de Luiz Carlos Magalhães que aliás foi um funeral como estamos acostumados, silêncio e respeito,) em ato político com os filhos e a viúva, comemorando o feito e gritando palavras de ordem, verdadeira ilegalidade, impúrio, e ilídimo. O candidato do PSB de Pernambuco sobe como um raio, iludindo o povo como se Eduardo fosse, Marina ôca, vazia, sem falar coisa com coisa, passa Aécio e segundo as pesquisas é a única a desbancar Dilma Rousseff no segundo turno, pura ilusão, caiu com suas próprias pernas. Aécio cresceu e a batalha todos nós sabemos. Hoje o PSB não se segurará com os Governos Estaduais, e já acena com uma neutralidade ilusória, foi depois do PSDB quem mais bateu em Dilma, apostou numa eleição dura e difícil, contudo a força de Lula ainda deve ser respeitada, colocou Dilma nas costas e elegeu-a Presidente pela segunda vez. A História do PSB sem Eduardo é a mesma que muitos vagões nos trilhos sem locomotiva.

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  2. Em nossas vidas existem sempre o se.

    Se o PSB tivesse tomado uma posição em abraçar o governo logo de início, os petistas estariam criticando que seria adesismo puro;

    Se o PSB tivesse tomado uma posição em se distanciar do governo totalmente, os petistas estariam também criticando;

    Como o PSB teve a coerência de ficar em cima do muro deixando que os seus Deputados votem de acordo com a sua consciência é bom para o aprimoramento da nossa democracia.

    Como é bom para um Deputado votar livre,de acordo com o seu grau de conhecimento do PROJETO DE LEI.

    Eu fui vereador em 1989 e votei de acordo com a minha consciência sem receber nenhum centavo de cruzeiro do prefeito para votar a favor do Projeto dele quando ele é bom e necessário para o Município.

    E por que os nossos deputados não agem da mesma forma?

    Portanto, se o PSB pede cargos para apoiar a Dilma, os petistas diriam sim, a Dilma está sendo injusta em deixar de dar aos aliados de primeira hora e foi dar a quem trabalhou e votou contra;

    Afinal, quase todos os partidos hoje tem em seus programas a palavra SOCIAL (partido socialista brasileiro e partido da social democracia brasileira).

    É muito chato se sair de uma eleição e imediatamente se juntar aos adversários. É preciso dar liberdade a Presidenta para governar o país sem subterfúgios e ao mesmo tempo se fazendo uma oposição de verdade.

    Disse Santo Agostinho: " prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam porque me corrompem". Como é difícil a gente aceitar uma crítica real do que uma falsa de amigos que, poderiam nos dizer na cara, você errou ou está errando.

    Palavras de um filiado do partido socialista brasileiro -PSB.

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