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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

UMA FREIRA MUITO AVANÇADA

Uma freira beneditina, Teresa Forcades, natural de Barcelona, na Espanha, está dando dores de cabeça à cúpula da Igreja Católica.

É que a monja é muito pra frente. Seu ativismo político e seu posicionamento sobre as questões de comportamento entram em choque com a pregação da maioria dos padres, bispos e do papa.

Teresa é anticapitalista e sonha com uma revolução pacífica na Europa. A religiosa, porém, elogia o papa Francisco, “pela vontade que ele tem de mudar as coisas.

Por que a beneditina irrita os setores mais conservadores da Igreja?

Ela não rejeita cegamente o aborto, aceita o casamento gay e acha que as mulheres deviam ter acesso ao sacerdócio.

Essa freira sui generis tem 47 anos, estudou medicina e teologia e só optou pela vida religiosa aos 30 anos.

Teresa Forcades tem livros publicados com textos que incomodam parte do clero e tanto escrevendo quanto falando usa termos como revolução, ruptura, mudança e desobediência civil.

Numa de suas entrevistas, a monja beneditina bateu de frente com o capitalismo. “No Evangelho diz-se que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, isto é anticapitalismo. No capitalismo posso contratar alguém com o seu trabalho, ganhar mil euros e pagar-lhe um euro. Não me parece bem. É imoral. Não quero esse mundo”, criticou. E completou, alfinetando também o comunismo praticado no passado em países como a Rússia: “Esta sociedade que imagino não é uma sociedade controlada por um comitê central. Não quero o capitalismo nem um governo que controle tudo. Não quero isso para nada, já vimos isso na História e é um desastre”.

É o Dom Hélder da Europa, e de saias.

Um comentário:

  1. Feminista e nada mais. É impressionante como só o que destoa, provoca, critica e bate de frente chama a atenção da imprensa. Ninguém mostra os Dom Helderes de hoje, nem as madres Teresas que no silencio de suas vidas continuam a fazerde suas vidas verdadeiras manifestações do amor desinteressado pela humanidade doente de falta de amor.
    A verdadeira revolução nao se faz não pelo discurso, muito menos pelas críticas. Verdadeira revolução que o mundo precisa não é de divisões na Igreja; isso a história já nos deu em ambulância. Precisamos apenas que se viva o evangelho. Que se ame de verdade e não com palavras, como o Papa Francisco está fazendo.
    Todos nós temos em nós um pouco de progressistas e conservadores. Todo extremismo leva a nada.
    O caminho é o que Francisco tem trilhado. O diálogo, o amor, a comunhão, o olhar e a atitude de pastor.

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