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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ROBERTO E AS BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

Toda essa polêmica em torno das biografias não autorizadas começou oito anos atrás, quando Roberto Carlos conseguiu tirar de circulação o livro do jornalista e historiador Paulo César Araújo.

“Roberto Carlos em Detalhes”, um relato minucioso da vida do rei, desde a Jovem Guarda até meados da década passada, estava entre os livros mais vendidos do país quando saiu do mercado.

Antes da proibição, consegui o meu exemplar na Banca Avenida aqui em Garanhuns mesmo. A biografia do artista é uma preciosidade e não tem nada demais. É que Roberto é cheio de frescura mesmo e implicou com alguns detalhes. 

O escritor fala sobre o acidente da infância e a perna mecânica do cantor, as primeiras namoradas e as três mulheres do rei: Nice, Miriam Rios e Maria Rita. Duas delas morreram de câncer e Paulo César conta essas histórias tristes também.

O historiador revela também alguns casos extraconjugais de Roberto e inclui na lista a cantora Maysa e a atriz Sônia Braga.

Mas o foco mesmo é a música, como foram feitas as principais canções do cantor e compositor, quem foram as musas que inspiraram canções como “Quero que vá tudo pra o inferno”, “Namoradinha de um amigo meu” e “Como é Grande o meu amor por você”.

Roberto Carlos foi estreito ao proibir o livro, mas até se entende a sua atitude. Afinal ele sempre foi alienado politicamente, nunca se posicionou na época da ditadura militar e apoiou a censura a um filme no Governo Sarney, por ferir suas crenças religiosas.

Estranho é Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, que lutaram pelas liberdades democráticas e foram vítimas da censura estarem na mesma trincheira de Roberto, defendendo a censura prévia a biografias não autorizadas. Se bem que o Chico já fez um mea culpa e até admitiu que perdeu nesta briga.

Voltando a Roberto, o cantor é estranho mesmo e tem horror a que falem de sua vida pessoal. Neste final de semana um colunista da Veja revela que o cantor recusou uma proposta de R$ 10 milhões (isso mesmo: dez milhões de reais) da TV Globo para autorizar uma minissérie sobre a sua vida.

É lógico que toda pessoa tem direito de preservar sua vida pessoal. Mas figuras públicas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Roberto Carlos não precisam exagerar. E os brasileiros que acompanham esses artistas há 40 ou 50 anos também têm o direito de saber alguma coisas (ou mesmo detalhes) de suas vidas. (Na foto o jornalista e historiador Paulo César Araújo, que mesmo sendo fã do "rei" foi censurado por ele).

3 comentários:

  1. ROBERTO NÃO FICOU TÃO ALIENADO QUANTO PARECE, LEMBRO QUE O MESMO HOMENAGEOU CAETANO VELOSO QUANDO FOI EXILADO, COM DEBAIXO DOS CARACOIS DOS SEUS CABELOS. QUANTO A CHICO , PORQUE EMUDECEU E PERDEU A INSPIRAÇÃO DEPOIS DA DITADURA MILITAR? ELE GOSTA MESMO É DE FIDEL CASTRO E SUA ILHA, DEVERIA IR MORAR LÁ.

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  2. "É lógico que toda pessoa tem direito de preservar sua vida pessoal".

    Se é lógico, então porque querer forçar a barra.Roberto Carlos não é político e nem vai ser,não que dar satisfação a ninguém.

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  3. PAULO CAMELO, COMENTA:

    Caro conterrâneo Roberto Almeida,

    Muitas pessoas pensam que ser "FOFOQUEIRO" é atribuição das mulheres ou dos nordestinos.
    Mas, observamos que não existe regra geral, uma vez que os "FOFOQUEIROS" se encontram no nosso convívio, sejam homens ou mulheres.

    Contar a história de Roberto Carlos como cantor e compositor, é uma coisa, falar dos amores e do dinheiro de Roberto Carlos, é outra coisa.
    Falar e explicar porquê Roberto Carlos deixou de cantar "Quero que vá tudo pro inferno", está no contexto da história do Rei. Donde se conclui que algumas jornalistas querem ter o direito de falar dos amores de Roberto Carlos, denegrindo sua imagem.

    Há uma campanha silenciosa no Brasil de tornar fora de moda os principais cantores e compositores brasileiros, a exemplo de Vinicius de Morais e o próprio Dominguinhos.

    O que a mídia quer é tornar como "celebridade" cantores de baixo nível, os quais são péssimos compositores, de melodia frágil, os quais esculhambam com as mulheres e os pobres.

    Alguns Prefeitos costumam contratar os "enlatados musicais" para anestesiar a população jovem, pobre e despolitizada.

    TENHO DITO

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