terça-feira, 29 de outubro de 2013

OS NOTARO DE GARANHUNS

No Grupo de “Fatos e Fotos Antigas de Garanhuenses” do Facebook, a propósito de um comentário de Ricardo Notaro sobre a existência na Praça João Pessoa de um restaurante chamado “Restaurante Brasil-Itália” que teria pertencido a Emílio Notaro, lembrei-me da injustiça que se comete em Garanhuns, quando se olvida a importância dos Notaros  em nossa terra. Achei que era chegada a hora de uma provocação sadia e escrevi ao meu querido amigo Ricardo Notaro:

Ricardo: não preciso puxar o saco, pois somos amigos. Não preciso de dinheiro e sei que você não tem pra me emprestar. Então lá vai, entendam como quiser!!!

Esses Notaros resultaram nessa família garanhuense muito digna que todos conhecemos. Maravilhosos italianos Emílio e Afonso que aqui aportaram no fim do século XIX, se integraram em nossa cultura, nossos hábitos, costumes, valores e nos ensinaram muitas coisas lindas da culinária.

Sem qualquer dúvida ou contestação foram eles que desenvolveram experimentos da cultura de trigo em Garanhuns. Com sucesso e faltou, apenas, o estímulo oficial.

Eles sabiam o que estavam fazendo... Se não precisasse mais nada, foram eles que criaram a plantação de flores em larga escala, utilizando métodos e sistemas novos de plantio e abrangendo uma cadeia produtiva até a sua comercialização. Ainda hoje, na própria capital, encontra-se o rastro dessa gente na denominação de floriculturas com esse sobrenome Notaro.

Se orgulhe dele, meu querido Ricardo, e não considere a ingratidão que nossa terra revela, sempre, com os seus verdadeiros benfeitores quando preferem preocupar-se com coisas pequenas, mesquinhas e ridículas para satisfazerem suas vaidades pessoais.

Tô ficando um velho abusado, abominando injustiças e condenando um dos sentimentos mais indignos que contornam a alma humana: A ingratidão! Transmita a toda família o meu abraço carinhoso e, parodiando Fidel, tenham a convicção de que um dia a história lhes reconhecerá.

Não fosse o trabalho dos Notaros, duvido que Garanhuns fosse hoje chamada de Cidades das Flores. Deus que os abençoe...

Grande abraço de Ivan Rodrigues.

FOTO: Foi publicada no Blog Terra do Magano em 2010. Ilustra uma matéria sobre a presença italiana em Garanhuns, com citações das famílias Notaro e Menegolo (teriam sido os primeiros proprietários do Hotel Familiar).

2 comentários:

  1. Meu caro Roberto: A foto divulgada no Face book e comentada por Ricardo Notaro é daquele prédio na esquina da Rua 13 de maio com a Praça João Pessoa que, por algum tempo, foi o Restaurante Brasil-Itália de Emílio Notaro. Essa foto de sua postagem é do Hotel Familiar, na avenida Sto. Antônio que pertencia a Cipriano Menegholo, outra grande figura de imigrante italiano a quem Garanhuns deve muito. Fomos amigos e companheiros de Rotary. O tema é apaixonante, Roberto, e despertou-me o interesse de referenciar depois dos Notaros, os Menegholos, os Diletieris e os Schetinis, maravilhosos imigrantes italianos de quem ainda me lembro muito.

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  2. A foto também nos remete ao antigo Chalet construído por outra família italiana, os Grossi, Este mesmo prédio foi a primeira sede do Colégio Santa Sofia e também do Colégio Diocesano, depois hotel familiar. Situava-se onde hoje é o Bradesco, ao lado da Catedral.

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