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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DILMA, ARMANDO, EDUARDO E GARANHUNS

O Governo Federal divulgou um anúncio na televisão, no mês de setembro, dando ênfase às ações que desenvolve em Pernambuco.

A peça publicitária mostrava melhorias na BR-101, casas populares em cidades do interior e as ações em Garanhuns, na área de Educação. Como se sabe, foi com Lula e Dilma que a cidade ganhou a Universidade Federal Rural e o Instituto Técnico Federal.
Essa política deve continuar e se acentuar nos próximos meses, pois a presidenta Dilma Roussef (PT) não vai deixar o governador Eduardo Campos querer se apropriar dos muitos investimentos feitos pela União em Pernambuco.
Dentro desta estratégia se inserem também algumas visitas da petista a Pernambuco. Já está agendada uma visita ao município de Afogados da Ingazeira, no Sertão, e segundo revelou o prefeito Izaías Régis (PTB), numa entrevista na Rádio Marano – na estreia do programa de Carlos Eugênio e Marcelo Jorge – Garanhuns também pode receber Dilma até o final do ano.
Aqui tem a já citada UFRPE, a Escola Técnica Federal, a UPA, a FAMEG, que luta para ser reaberta e a BR-243 que está perto de ser duplicada. A dirigente do país pode faturar em cima de tudo isso, pois em todas essas obras tem dinheiro federal. Até mesmo no SAMU, embora hoje o município banque quase toda a manutenção do serviço.
É lógico também que para a visita de Dilma se confirmar, o PT de Lula e o PTB de Armando Monteiro já devem ter acertados os ponteiros com relação a eleição presidencial.
Tudo indica que petistas e petebistas estarão juntos no próximo ano e o adversário será o PSB. É provável inclusive que Armando Monteiro seja candidato a governador tendo o PT na vice e ainda é possível que o deputado João Paulo dispute o senado fazendo parte desta aliança.
Daqui pra frente não tem boquinha. Eduardo virou oposição e já criticou até o Mais Médicos, um programa do Governo Federal que venceu até o corporativismo dos profissionais da área de saúde, à frente os Conselhos Regionais de Medicina.
O governador e sua provável vice, Marina Silva, foram aliados do PT durante 10 anos. Estiveram inclusive no ministério de Lula, mas agora tanto se acham em condições de criticar a gestão, quanto querem convencer o eleitorado de que podem fazer mais do que os petistas, estes "contaminados pelo vírus da corrupção" e outros males.
Na campanha de 2014 vamos assistir cenas inimagináveis até um ano atrás e não se espantem se Eduardo e Aécio afinarem o discurso em cima de Dilma, ficando tão próximos que podem estar juntos num eventual segundo turno.
Será uma disputa interessante com candidatos que procurarão se mostrar progressistas, próximos do ideal da esquerda, deixando pouco espaço para a direita, que ficará a reboque de Eduardo ou de Aécio.
Mesmo com todo o poder do Governo Federal e liderando as pesquisas até o momento, Dilma não pode ser considerada franca favorita. Terá adversários de peso pela frente, políticos altamente profissionais e acredito que somente a partir de meados do próximo ano será possível prever quem será o vencedor da disputa para presidente da República.
Quando acabar a Copa – quem sabe com o Brasil campeão – começa a disputa pelo voto. Aí o bicho vai pegar.

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